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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Os Piores RPGS: "O CLONE RPG"

E enquanto outros autores daqui do Saia da Masmorra (leiam abaixo as boas postagens do Diogo e do Igor, por exemplo), e de outros blogs Brasil afora, que também primam pela qualidade, vamos eu e o Edson  competindo para ver quem desenterra o pior do RPG.

(Tsc. 2012 começou uma podreira só! Se hoje, dia 4 de janeiro, já estamos assim, não é a toa que o mundo vai acabar. Será um suicídio oletivo, a se considerar os indícios de ruindade)

Mas devolvendo o "favor" ao colega Edson, de me apresentar ao pavoroso "F.A.T.A.L." (páreo duro de vencer), vou me manter nas adaptações de novelas e comentar algo capaz de provocar pesadelos Lovercraftianos:

"O CLONE" RPG"!!!!!!!!!!

Não riam, parece piada, mas não é.

Graças ao Cláudio V. (obrigado, eu acho), em uma rede social, soube deste RPG tão ruim, mas tão ruim que, segundo ele, dos 5000 feitos, só 20 foram vendido (e o restante, correm os boatos, foi incinerado, e ardeu nos mármores do inferno).

Deve ser algum tipo de Recorde mundial (alô alô Guiness).

Basicamente, é um "RPG" que sofre dos mesmos problemas que Dallas RPG: Além de ser um jogo de tabuleiro, falsamente classificado como "RPG", é datado, não permite criação de novos personagens, e é um tema tão pouco interessante que surpreende ter vendido tanto. 20 exemplares vendidos foi até muito.

É, aparentemente,  tão ruim que contém até erros de português e uma comunidade no orkut "Odiamos O CLONE RPG" o que mostra, mais uma vez, que RPG e novela são duas coisas que não combinam bem, pelo menos assim (quem sabe um dia bolam algo interessante, ainda que seja uma possibilidade remota, talvez algo no estilo FIASCO).


CONTEUDO:
Achei AQUI o conteúdo do jogo:

• 1 Tabuleiro
• 1 Mapa de Personagens
• 1 dado
• 7 Peões, para representar as personagens
• 1 Ampulheta, para marcar o tempo de duração das cenas
• 35 Cartas de Situação, que contém a história que será jogada. Uma para cada partida
• 45 Cartas de Personagem, com o perfil e as expressões mais usadas. Uma para cada jogador. Estas cartas são escolhidas de acordo com a história e atribuídas por sorteio.
• 14 Cartas "Não Pode", para controlar os disparates alheios, que não combinem com a história.
• 18 Cartas de Ouro, com tarefas e prêmios
• 1 Carta Gabarito com respostas das cartas de ouro
• 10 Cartas de Haram, com tarefas e castigos
• 40 Moedas de ouro, que são prêmios para as tarefas a realizar. Definem a conclusão do jogo.

Resumindo: Infelizmente eu NÃO li esta "pérola", ou poderia malhar com mais conhecimento de causa, mas, confesso, tenho medo é de quando lançarem um "Big Brother Brasil - O RPG", que aí eu jogo a toalha e vou mudar de hobby e começar a colecionar selos.

Brega (fazendo jus ao próprio apelido, uma vez mais).

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

F.A.T.A.L - ESSE SIM, O PIOR DE TODOS!!! E POR MUITOS MOTIVOS...

Eu prometi que nunca faria uma resenha dessa coisa, mas vamos lá!

Quando se falou pela primeira vez sobre esse malditinho, a notícia nos fóruns foi recebida com escárnio e descrença, com postagens citando trechos do conjunto de regras como evidência de que não poderia estar falando sério, que isso não pode ser um jogo real. Infelizmente, acabou por sair, e não era piada, que Byron Hall e companhia acreditavam firmemente que haviam criado o Greatest Game Ever (uma opinião que, aparentemente, é só deles). É algo completamente inacrebelievable, e como diz o guru Zé graça, completamente Under Fuck Mitológico.

Vamos falar do sistema?

Vou começar pelos pontos negativos. Muitas pessoas tendem a se concentrar sobre o conteúdo sexual em que contida no F.A.T.A.L, e é dificil de ignorar . Eu pessoalmente não utilizaria o conteúdo sexual e o "graphic gore", regras que são basicamente acertos críticos no F.A.T.A.L.  Sempre que um acerto crítico é rolado em F.A.T.A.L. o jogador deve fazer outra rolagem e procurá-lo em uma tabela específica para o local do ataque para dizer a quantidade exata de dano para saber se o fêmur é quebrado quando é atingido na parte superior da perna com um ataque massivo (estou exagerando um pouco , mas não muito). Eu não usaria isso, eu consideraria apenas a parte do corpo a ser destruída.



Agora vamos para o conteúdo sexual. Como eu disse, eu não nunca iria usá-lo. Eu considero que ele seja imaturo, estúpido, e desnecessário. Geralmente, os sistemas são preparados para serem maleáveis, ser capaz de escolher o que quer, e deixar de lado o restante que não interessa, e nesse sistema não tem como fazer isso. Outro ponto, é que ele joga a frase “politicamente correto” pela janela, utilizando analogias desnecessárias e colocando os pré-conceitos do autor a frente de tudo. Agora, o pior caráter negativo: Demora cerca de 3 horas para fazer um personagem completamente decente, do jeito que você gosta (Errr.... Acho que não!). Você pode facilmente criar um personagem meia bunda em cerca de uma hora.

Como eu disse, o sistema é realista, se é que se pode chamar isso de ponto positivo... Se você for esfaqueado no peito com uma espada você provavelmente não vai viver, em especial com a medicina medieval; isso é verdade uma em F.A.T.A.L. Certifique-se de seu personagem é muito familar com armaduras, ou com habilidades de Esquiva ou Bloqueio, porque elas vão salvar a vida do seu personagem e poupar-lhe três horas de tempo. Como todo resto do sistema, o combate não é grande coisa ... mas funciona. Há regras para quase todas as situações do seu personagem possa vir a passar. Há regras para a velocidade perdida durante a escalada de uma colina, ou parar e encher um cantil de água. Você começa a personalizar o ponto de equilíbrio de sua arma e não há um movimento que não lhe dará uma penalidade e um modificador de dano, com base no seu ponto fulcral, o que faz sentido o tempo todo, matematicamente falando. Aliás, a matemática por trás do jogo é incrível, embora imensamente esmagadora e desnecessária para alguns. O combate é executado em smootly e temos uma intensa, violenta, e sangrenta batalha. Além disso, a iniciativa não mais é do que apenas uma medida aleatória para determinar quem vai agir primeiro. É realmente uma equação simples a partir da combinação de diversas variáveis e faz certo sentido, embora complexo demais.

Para o esperançoso autor do F.A.T.A.L, ele está trabalhando um gerador de caracteres completo e detalhado, que considera o sistema definitivo (tadinho dele!).


Resumindo: F.A.T.A.L é o mais complexo, incoerente, misógino, racista e devaneio sistema de RPG, e de uma maneira ruim. O jogo chegou a ser chamado de "jogo que não deve ser nomeado" em várias comunidades de RPG lá fora. Com certeza, foi escrito quando o cara sofreu de PPFFSR (Profundo Problema Froidiano de Fundo Sexual Reprimido).Afinal, quem precisa saber a circunferência anal ou peniana do seu personagem?

Na primeira edição, F.A.T.A.L é um acrônimo para "Aventuras de Fantasia Adulta e Lascíva", mas esta foi atenuada para "From Another Time, Another Land" na segunda edição.

F.A.T.A.L. (From Another Time; Another Land) é muita coisa, menos o RPG de fantasia medieval que promete ser.

Nota: A fonte do jogo, fatalgames.com, foi retirada recentemente do ar. (E o consenso geral é de que, desejamos "boa viagem").

domingo, 1 de janeiro de 2012

Dallas RPG: o PIOR RPG de todos os tempos

"All the drama and power, the wheeling and dealing, the loves and lives of tv's
greatest family are yours to enact in this fun-filled, fast-playing game."


O lema dos nossos encontros é "Se você tem coragem de mestrar, nós temos coragem de jogar".
E ele era verdade para mim... até agora!

Finalmente encontrei um RPG que, de tão bizonho, creio, é um desafio aos colhões e virilidade de todos os RPGistas no geral (e a minha paciência em específico).

"DALLAS, THE TELEVISION RPG" (coloco em letras garrafais para vocês não esquecerem) é uma idéia de RPG que deveria ser proibida pela convenção de Genebra.


Para a molecada ue não sabe o que foi "Dallas", um breve resumo:

Era uma novela (Argh), alias novela americana (Bleargh) daquelas que passou do ponto do dramalhão ao ficar por anos e anos e anos no ar (Hugh).

A trama (???) era uma sobre uma poderosa familia texana, podre de rica e podre, dona de uma Cia de petróleo (A "Ewing Oil Company" que acho que vou fazer uma versão para cyberpunk) em que dois irmãos (J.R., o Malvadão e Bobby, o irmão bonzinho mas bocó) passavam por todas aquelas tramas típicas tentando assumir as rédeas da empresa familiar.

A série/novela foi responsável por uma das cenas mais bizonhas de todos os tempos da TV (e vocês achavam Big Brother ruim):

Quando o ator de "Bobby" saiu da novela (ou foi saído, sei lá) uma temporada, o programa continuou sem ele, alegando-se no roteiro que ele tinha morrido de sei lá o que. Mas o público odiou a saída do bonzinho da trama e resolveram recontratar o cara com uma solução muito estúpida:

O ano de Temporada que ele teria ficado fora havia sido apenas "um sonho bizarro" de sua mulher, Pamela. Não por acaso, a cena vira e mexe é parodiada em outros programas (como "Family Guy")
Enfim, a noveleta era ruim pra cacete.

Mas vamos falar do jogo um pouco:

Os direitos do jogo são de 1980, mas creio que é ligado a série, e não tive confirmação se o ano de lançamento foi o mesmo.

Os jogadores podem assumir um dos principais personagens da novela, ou um dos personagens secundários, com fichas em cartões prontas com habilidades como "abilities" para resistir ou pressionar outro personagem, "power" usada em rolagens de negociação, e devem proteger alguns dos personagens e atacar os demais, enquanto um mestre (chamado aqui de "Diretor") alimenta a mesa com um enredo (muitas vezes retirado de um episódio da série). As resoluções de problemas usam 2d6 de modo geral e do que entendi é bem basicão e simplório.

Diferentemente dos RPGs tal como os conhecemos, as mesas podem terminar em "vitórias" ou "Derrotas" de jogadores, saindo um pouco do espírito cooperativo, o que faz o tal "RPG" se assemelhar ainda mais com um jogo de tabuleiro em alguns aspectos.

Em suas mais ou menos 60 páginas o RPG fornece alguns "scripts" de aventuras, algumas sugestões aos "diretores e uma parada que, para fãs da série, deve valer a pena, um background de algumas páginas sobre a trama e a Cia de petróleo.

Alguns atos que sejam considerados pelo Diretor (Mestre) como "ilegais" (assassinato, sequestro, etc) podem ser punidos por personagens que tenham cartões texas ranger, FBI, policiais ou equivalentes).

De modo geral o jogo clama por se conhecer a "mitologia" da noveleta Dallas, coisa que duvido que existam muitos jogadores dispostos por aí.

O fato de um RPG ser um tanto obscuro é, em geral, sinal de que não deva ser algo muito divertido de se jogar.
E "Dallas: The Television RPG"  é um jogo BEM obscuro.
O fato é que com a criatividade do pessoal atualmente, consigo imaginar um RPG Indie usando
"Dinasty" (outra novela péssima) e "Dallas" como possíveis RPGs divertidos, se forem direcionados ao humor negro, mas como foi feito, sinceramente, é uma merda.

Pontos Negativos:
1) Ausência absoluta de imagens e ilustrações, mesmo nos cartões.
2) O livro tem umas 60 páginas, a maior parte de coisas reduntantes que deveriam ter sido enxugadas.
3) O jogo é quase um jogo de tabuleiro e permite pouca, muito pouca interpretação. É muito engessado. E chato.
4) Não há combates, o que seria interessante em um RPG mais político como ele poderia ser, mas como ficou, é uma merda total.
5) Feito na onda do sucesso da série, não se sustenta por si só, o que condiz com a bauxa qualidade do seriado, sem a ^boa popularidade para compensar. E requer um conhecimento da trama que, hoje em dia, é quase nulo. Eu não conhecia a trama direito na época, imagina hoje em dia.
6) Não há boas regras para criação de outros personagens ou enredos semelhantes usando outra "trama" novelesca. Nem fichas de personagens, etc.
7) Regras simplórias e baixa interatividade, mesmo para o que já havia de opções mais ricas para o início dos anos 80.
8) Todo mundo ia querer jogar com o J.R., porque o resto dos personagens são uma bosta.
9) Infelizmente não é um sonho bizarro da Pâmela.

Pontos Positivos:
1) Só há 9 pontos negativos. Pela ruindade da coisa, é quase um milagre.

Veredito:
Vale a pena ler? Sempre vale, até pelo mal exemplo, mas jogar, na boa, não aconselho perderem tempo.

Por Brega