quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Ambientação interessante: Totems of the Dead

Por enquanto ainda não é resenha, porque o jogo ainda não viu mesa, e se trata de um sistema com o qual eu sou pouco familiarizado. Ênfase no "por enquanto". Mas a ambientação é tão legal que merece uma postagem.

Totems of the Dead é um jogo que usa o sistema Savage Worlds, e seu cenário tem um clima sword and sorcery, seguindo a tradição de R. E. Howard e Fritz Lieber, onde as linhas entre bem e mal, certo e errada, não ficam muito claras. Onde os PCs são mais anti-heróis que heróis, e a corrupção rola solta em todos os níveis da sociedade. Até aí nada de excepcional. Devem existir uns 100 jogos assim.

Totems of the Dead se destaca porque ao invés de ter seu mundo de fantasia baseado nas culturas européias, seu foco é nas culturas indígenas pré-colombianas. As Untamed Lands são inspiradas livremente nos continentes americanos antes da chegada de Colombo. Isso, de cara, já é uma ideia fantástica, não só porque explora culturas pouco conhecidas do jogador médio, com as novidades que isto acarreta, mas também sai daquele estereótipo meio racista dos jogos de fantasia, em especial sword and sorcery.

A maior parte das culturas do Totems of the Dead são baseadas em culturas indígenas, desde os pseudo-esquimós, ao norte do continente, até os impérios pseudo-inca e pseudo-maia ao sul. A riqueza de detalhes e possibilidades a serem exploradas é imensa.

Mas a variedade do cenário não para aí. Além das culturas indígenas, as Untamed Lands sofreram sucessivos ataques e invasões de povos estrangeiros, pseudo-vikings, pseudo-africanos, pseudo-chineses e pseudo-russos, todas opções de culturas iniciais para os PCs. Todas estas culturas são adaptadas e modificadas, de forma não muito diferente do que é comumente feito com as culturas européias em cenários de sword and sorcery.

Além disto, ainda como opções para os jogadores, há Atlantes, Amazonas (Amizani), Skinwalkers (uma raça com o poder de se transformar em animais) e os Feral Ones (uma raça semi-humana degenerada).


A primeira vez que soube dessa mistura toda eu torci o nariz, mas lendo o livro com calma, a qualidade da adaptação e as possibilidades que ela gera se tornam evidentes para o leitor.

O jogo ainda tem referências lovecraftianas, raças antigas perdidas, que somadas à mitologia desta infinidade de povos incendeiam a mente do mestre ou do jogador. Conforme eu ia lendo os livros, as ideias começavam imediatamente a surgir na minha mente.


Bom, como eu disse, não chega a ser uma resenha, mas é algo que vale a pena ser visto, pela qualidade do material e pela ousadia de seus criadores, que saíram do lugar comum.

Ah! E a arte é fantástica, e dá uma boa ideia do jogo.










E aqui vão os links para o livro do jogador e do mestre.

Igor


5 comentários:

  1. Igor, seu maldito. Agora quero fiquei na pilha.
    Como se já não tivesse uma oporrada de coisas para conhecer e jogar.

    BEM interessante essa proposta de ambientação.

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  2. Respostas
    1. Plebeu, a gente desceu em mais detalhes aqui: http://saiadamasmorra.blogspot.com.br/search/label/Totems%20of%20the%20Dead

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  3. Aqui.
    http://rpg.drivethrustuff.com/product/94693/Totems-of-the-Dead%3A-Players-Guide-to-the-Untamed-lands

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