quinta-feira, 6 de abril de 2017

[EVENTO] SAIA DA MASMORRA - ABRIL/2017 - PREVISÃO DAS MESAS

Olá amiguinhos!

Saia da Masmorra tem o prazer de convidá-los para nosso tradicional evento lúdico, e informar que teremos muitas atrações maneiras entre mesas de RPG e boardgames, agora, em novo horário, a partir das 11:00h, na Livraria Cultura, no Cine Vitória, Centro do Rio de Janeiro.

Nosso evento do dia 08.04.2017. Entre as mesas confirmadas para este mês estão clássicos como Call of Chulhu, e  Dungeon Craw Classics, que acaba de ser financiado aqui no Brasil. Essa, você não vai perder né? Então não deixe de ir comparecer ao evento!!!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

[EVENTO] SAIA DA MASMORRA - FEVEREIRO/2017 - PREVISÃO DAS MESAS

Olá amiguinhos!

Saia da Masmorra tem o prazer de convidá-los para nosso tradicional evento lúdico, e informar que teremos muitas atrações maneiras entre mesas de RPG e boardgmaes, a partir das 10:00h, na Livraria Cultura, no Cine Vitória, Centro do Rio de Janeiro.

Nosso evento do dia 11.02.2017. Entre as mesas confirmadas para este mês estão o clássico Vampiro - A Máscara, Old Dragon, e Castelo Falkenstein, que começa a ser reeditado lá fora. Essa, você não vai perder né? Então não deixe de ir comparecer ao evento!!!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Star Wars: Cibernéticos 1

Como alguns leitores devem ter reparado, sou um fanático por literatura e ambientações cyberpunk.
E também por Star Wars.

Assim, é natural compreender porque o tema de juntar ambos os gostos existe.

A nova (e bacana) versão de RPG de Star Wars, da linha "Fronteiras" e afins, tem uma sessão só sobre implantes cibernéticos. Boas ideias e jogabilidade para jogadores interessados no tema e que, em termos de jogo, com regras bastante funcionais.

No entanto, como fã do sistema D6, ainda prefiro o classicão para mestrar, por questões de estilo e gosto, sem falar de estar bem mais acosntumado com o sistema clássico.

E fui xeretar entre os meus livros da D6 o que havia a respeito dos "prospéticos". O que achei em "Cracken´s Rebel Field Guide" é bem interessante e me deu algum mateial patra pensar em minhas campanhas.

O livro, de modo geral, resume o funcionamento de diferentes equipamentos em uma página cada. Armas, veiculos, sinalizadores, prospéticos, etc.

O livro é tão bem-feitinho que, aparentemente, tem sido tratado de forma canônica pela Disney (o exemplo dado é 0 XX-23 Tracker, que foi chamado assim em um episódio de Rebels, aquele dispositivo de seguir naves mesmo em outros locais após viajarem pelo hiper-espaço).
A discussão é que o aparelho, por ter sido nomeado originalmente neste livro, o torna "cânonone")

Pois bem, na pg 4 do livro o autor disserta um pouco sobre prospéticos. Além de regras para calculo de perda de "humanidade" (que levam, eventualmente, ao lado negro da força), o texto traz uma breve, porém útil, discussão sobre o uso de substitutivos mecânicos em corpos biológicos.

Relata o livro que tais prospéticos são considerados um tanto ofensivos e que, aos olhos do cidadão comum, tornam seus usuários "menos vivos". Esta  é, além de uma excelente justificativa para não se ter muitos "cyberpsicopatas" rodando pela galáxia, algo que, parando para pensar, faz todo o sentido na filosofia da ambientação.

Primeiro porque define porque Luke ter escolhido uma mão de aparência comum (e só os amigos mais próximos saberem a respeito), escondendo com uma luva a mão com a pele danificada após o incidente com o Jabba. Ainda que criminosos se importem menos com o que terceiros pensam a respeito, cem teoria os personagens são cidadãos com algum sentimento de pertencerem à sociedade galática e  natural e compreensível que atentem a este tabu.

Em termos de jogo os prospéticos aumentam os riscos de uma "tentação para o mal" (similar à perda de humanidade de cyber-2020), e não é nada ruim que uma regra assim ajude a manter o foco dos personagens na ambientação mais "retrô" na qual foi, em grande parte, pensada.

No entanto, esse conceito faz muito sentido se pensarmos na Força e no que a mesma significa para a maioria da população galática.

Sendo a Força uma "energia que permeia e liga os seres vivos. Que deles se alimenta e que a eles retorna. Dentro desta perspectiva, é simplesmente genial que uma pessoa com implantes cibernéticos (seja humano, wookie ou o que for) seja vista como "menos viva", porque nela menos energia do universo circularia, e dela menos emanaria.

Claro que, do ponto de vista cético, isso é bobagem. Vader era, literalmente, uma máquina de matar embebida de força, e seus inumeros implantes em nada parecem ter diminuído seu poder. Mas entender que o cidadão comum tenha esta perspectiva faz um tremendo sentido para mim.

Assim, implantes, principalmente os que trazem melhorias quaisquer, são uma espécie de abominação paras fins de jogo e uma forma de balancear um grupo de personagens a ficarem bombados demais, o que estraga parte do balanço de um jogo. O "Craken´s" traz algumas regras a respeito, e recomendo a leitura disso para mestres e jogadores que se interessarem.

Como muita gente não tem acesso ao livro, minha sugestão é: Para cada "nivel" de melhoria que um implante trouxer, dê ao jogador um ponto de Dark Points (D6).
(Brega Presley)
Na parte dois vou trazer algumas ideias de implantes e prospéticos.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

STAR WARS: Curtas Sugeridos 1

Rogue One estreia em menos de duas semanas e, por conta disso, resolvi repassar alguns curtas de sugestão nos próximos dias para vocês.

Particularmente sou um fã que não se empolgou muito com o Episódio 7. Achei que faltou fôlego e achei o Lyle Ren particularmente goiaba, mas sei que sou minoria nesse caso. Seja como for, torço para que os proximos sejam bons e estou particularmente curioso para ver o que fizeram em Rogue One.


Há um número inesgotável de curtas, dos bons aos bem ruins, e sinta-se à vontade para não gostar de denuhm dos que listei,m oui mesmo para sugerir outros.

Como outros autores do Blog são grandes fãs de SW, pode até mesmo acontecer de algum deles se animar e fazer a própria lista.


Abraços!

1) Star Wars: The Lost 1980's Anime

Nitidamente de humor, o video mostra  o que seria um trailer de star Wars se fosse um anime dos anos 80. Destaque para a mão do Luke, que é uma idéia danada de boa para uma mesa de RPG.


2) LANDO CALRISSIAN - BLACKSTAR WARRIOR
O meu preferido, o filme faz uma brincadeira com uma versão "blaxplotation" de Star Wars e coloca Lando em seu devido lugar, como o cara mais "cool" da galáxia e contra as forças imperiais.

Usei como parte de minha campanha alternativa, mas ao contrário de Tie Fighter, achei o curta quando procurava material já para uma mesa blaxplotation de Star Wars.

Quem não quiser ver os 15 minutois inteiros (o filme é divertido, mas as atuações são sofríveis) veja só o trailer aqui: COOLER THAN CAPTAIN KIRK

3) HARDWARE WARS

Feito no final dos anos 70, está um tanto datado, mas ainda tem boas piadas e dá para divertir.

4) TROOPS

Também datado, se considerarmos que foi feito em cima de programas como "COPS", que mostraravam o "dia a dia" de policiais.

5) TIE FIGHTER SHORT FILM


Animação em estilo "anime", de excelente qualidade, foi realizada com verba de fãs e ficou excelente. O anime ilustra um combate entre as forças imperiais e a Aliança . Do lado imperial o comandante Gaunt e seus pilotos, particularmente brilhantes, destroem as forças da escória rebelde.

Este curta me inspirou para a minha campanha de "Iron Wings - Ases do Império" que contava uma campanha deste almirante (transformado em sobrinho do falecido Tarkin) e seus pilotos em uma campanha contra rebeldes e de vingança contra Vader, considerado por eles como um traidor do Império e bruxo que envenenava a mente de Palpatine.

Mas para mais informações ofixiais sugiro procurarem o pdf "Tie Fighter Project Materials" que tem umas 8 páginas de perfil dos principais personagens , nomes dos cruzadores imperiais, etc.

Se você for um dos poucos que nunca assistiu, assista. Vale a pena cada detalhe de cada cena.

6) DARTH MAUL: APPRENDICE


Este curta, com algumas coreografias particularmente bem-feitas, tenta contar um pedaço do treinamento de Darth Maul.

É bom o suficiente para se pensar em uma aventura one-shot usando o grupo que ele enfrenta (pensem nisso para sua mesa). E isso vale para inicio de uma campanha, mudando parte fudamental da trilogia 1, 2 e 3 (em um "o que aconteceria se Darth Maul fosse morto antes do Episódio 1) ou o final de uma campanha, com jedi tentando investigar meses ou anos antes já indicios de que algo errado estava ocorrendo na galáxia.

Pensem nisso.

Aguardem a postagem: STAR WARS: Curtas Sugeridos 2, nos próximos dias.

Brega Presley











segunda-feira, 21 de novembro de 2016

[LUDOCULTURAL] AVERY MCDALDNO E JOGOS QUE SIGNIFICAM - PARTE 2

 Olá!

Vamos dar continuidade a matéria sobre os jogos narrativos de Avery Mcdaldno, e sua imensa contribuição para este segmento do RPG.

Ok, muitos que conhecem jogos independentes (termo também difícil de definir…) já a conhecem e já sabem do que estamos falando, mas vamos lá. Avery faz jogos densos, sobre escolhas significativas e, com mecânicas simples e premissas bem trabalhadas, fazem você e seu grupo de jogo pensarem bastante sobre coisas que se apresentam nas nossas vidas, como mudança, criação coletiva de alguma coisa, repressão estatal e direitos civis, sexualidade, intolerância e segurança nas mesas de jogo. Basta ler qualquer jogo da autora para observar a grande preocupação que ela possui em ser entendida, em comunicar bem, em quase abraçar quem estiver lendo seus jogos. Apenas para ilustrar, no Perfect Unrevised há uma grande seção destinada a conversar com novatos, veteranos em jogos narrativos, a tratar a violência, a utilizar as técnicas de linhas e véus (presentes em vários jogos, como no Violentina de Eduardo Caetano, por exemplo). Ou seja, há um real carinho em torno da criação e publicação de jogos. E isto se faz muito necessário em ambientes tóxicos que se reproduzem na cena de jogos analógicos no Brasil.

The Deep Forest

Mas ainda tem mais, e nem estou falando de The Deep Forest  que adapta The Quiet Year para uma perspectiva pós-colonial em um trabalho conjunto de Avery com Mark Diaz Truman (autor de Urban Shadows, Cartel e Our Last Best Hope, entre outros) que coloca os jogadores no papel de monstros que foram devastados por humanos. Aqui a perspectiva não é humana, mas de seres vistos como “bestiais”, mas que na verdade possuem organizações sociais particulares. Um baita questionamento sobre etnicidade, por exemplo.

Mas chegamos até aqui e talvez o mais importante não foi apresentado: algo sobre a autoria. Avery já foi Joe Mcdaldno. Avery é uma autora que não apenas discute (e muito bem) representação mas ela busca o questionamento da normatividade no seu design de jogos, uma extensão de sua própria ação social. Ué, mas esta postagem não em um blog de jogos, em um blog de RPG e demais jogos analógicos? O que esse papo estranho está fazendo aqui? Ele tem de estar aqui. E vamos lá.

Há algum tempo temos situações muito complicadas na “cena nerd” (outro termo péssimo) e normalmente há reverberações coercitivas e punitivas (algo necessário, aliás), mas não observo o sublinhar em boas ações que visam ingame trabalhar a diversidade social que se defende. Ainda há os mesmos grupos trabalhando sobre temas ditos “genéricos” que insistem em nem ao menos representar outros grupos sociais. Mas o que falamos aqui é mais que representar, é ter mulheres, negros, pessoas trans e toda a beleza da pluralidade que compõe nossa sociedade não como ilustração em páginas, mas produzindo, ganhando notoriedade e inserindo nas mecânicas e temáticas dos jogos tais questionamentos (recomendo muito os slides que Avery fez, estão no último link que postei, no início deste parágrafo). Logo, conhecer e jogar os jogos da autora são importantes como motores para a ação constante de promover jogos seguros e que prezem pela diversidade.

Bem, e se você explorar o site da autora ainda terá acesso a comentários de outros desenvolvedores, vai se surpreender pois vários destes jogos incríveis são GRATUITOS ou bem baratos e vai ter acesso a adaptações dos jogos para outros cenários (os hacks). Só para você ter uma ideia, há um hack do Ribbon Drive chamado Slashed to Ribbons que tem como proposta de transportar para filmes de terror do gênero Slasher, como Sexta-Feira 13. E sim, eu sempre darei uma atenção especial ao horror e ao terror, meu quinhão de mais apreço.

Monsterhearts



Mas Avery não está muito distante de nós. Muitos conhecem seu trabalho por Monsterhearts, um jogo sobre sexualidade e amadurecimento no qual os jogadores se colocam no papel de monstros e emulam séries como Teen Wolf, por exemplo. Mas ela ainda está mais próxima de nós. Dream Askew, um jogo narrativo sem mestre e sem dados sobre o apocalipse Queer com escolhas difíceis a serem tomadas em um mundo sem recursos chegará ao Brasil ainda este ano, em uma ação de tradução e edição conjunta entre o Livro dos Espelhos e o Inseto Vermelho. Vale parabenizar a iniciativa de Alan Silva (autor de Cachorros Samurais, Veridiana e Erótica, que já trouxe o Teen Witch da mesma autora) e Eva Morrisey (tradutora e revisora de títulos como Numenera e membro da Corte de Copas) por trazer este jogo justamente no momento em que estamos passando. 

Então que joguemos um pouco mais jogos que significam,e  espero que tenham gostado!

Jorge dos Santos Valpaços