segunda-feira, 20 de maio de 2013

ENCONTRÃO DE RPG NO RIO: ANIVERSÁRIO DO DUNGEONS CARIOCA

Dia 26 de maio (2013) o pessoal do Dungeons completa um ano de existência e  eles estão organizando um encontro que promete.
Além de várias mesas (como sempre), dessa vez levarão para um bate-papo ninguém menos que Eduardo Caetano, autor de Violentina e editor da Secular Games. O bate-papo será às 11:00, e depois se seguem as mesas.
(trecho copiado na cara dura do blog "Pontos de Experiência":)
"O Dungeon Carioca, tradicionalmente, vai acontecer no último domingo do mês, 26 de maio. Como ultimamente, o encontro acontecerá no Centro Empresarial Barra Shopping (Av. das Américas, 4200), na praça de alimentação do Mega Matte, a partir de 11h, e deve ir até as 19h.".

O Dungeons Carioca foi idealizado pelo Dock e pelo Dodaro há pouco mais de um ano, com o firme propósito de revitalizar o RPG Carioca, e de levar para a região da Barra da tijuca uma opção de jogos que não existia antes. Essa democratização do RPG, Cards e jogos de tabuleiro (e  o empenho pessoal do Luciano Dodaro, que dá o sangue pelo evento) foi fundamental para o encontro dar certo. O encontro faz parte da agenda não apenas local, como nacional, hoje em dia e merece respeito.

Vida longa e próspera ao DC e que muitos outros aniversários possam ser comemorados por eles.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

RPG em Educação Escolar: Aulas de História

O texto que se segue abaixo é da historiadora Cecilia Schubsky, que leciona história no colégio Oga Mitá, aqui no Rio de Janeiro. Ele foi transcrito a partir de uma matéria no jornal da escola (Infogamitando - ano XXIV - no 3, de 2 de maio de 2013)votlada para pais e achei especialmente interessante e reproduzo (com autorização da escola e da autora).

Pensando história através de desafios práticos:
( Cecilia Schubsky)
                “A história dos povos sem escrita – Neste trimestre a turma Waiwai (6º ano) começou o estudo sobre os primeiros seres humanos que povoaram a Terra. Para isso, foram propostas algumas atividades-problema de forma a facilitar que os alunos percebessem alguns procedimentos que a humanidade viveu.

                Inicialmente fizemos o desafio de sobrevivência, em que construí uma narrativa semelhante a um jogo de RPG. Nessa narrativa os estudantes deveriam imaginar um grupo de pessoas composto por três adultos, duas mulheres, um homem idoso machucado e duas criançasse perdeu em um ambiente semelhante à savana africana. O desafio era fazer com que esse grupo sobrevivesse.

                Abrimos a discussão para a turma e produzimos um registro coletivo sobre  o que todos os estudantes pensavam acerca de quais seriam os requisitos básicos para a sobrevivência desse grupo. Concluímos que precisariam de água, alimento, abrigo e uma maneira de cuidar do homem idoso. Alguns estudantes ressaltaram que o idoso, apesar de ferido, deveria ser  o mais sábio, pois ele tinha mais experiência de vida que os demais. Lembramos, também, que era preciso cuidar e proteger os mais novos, para isso o grupo deveria se dividir, cabendo a uma mulher cuidar do idoso e das crianças enquanto os outros iriam em busca de abrigo e alimentos. A garotada ressaltou que esse grupo precisaria de instrumentos e armas que possibilitassem a caça e a defesa dos ataques de animais. Nesse momento surgiu um problema: como fabricar os instrumentos que eles precisavam?

                Muitos fãs de videogames lembraram do jogo “Mine Craft”, no qual um boneco luta para sobreviver e colonizar um ambiente hostil. Nesse momento o contato com esses videogames ajudou muitos deles a pensar sobre a questão da sobrevivência a partir dos desafios enfrentados pelos personagens. Houve quem lembrasse de séries como “Lost” e “Walking Dead”. O bate-papo foi bem rico, em que todos quiseram participar. Houve até quem ficasse chateado por não conseguir falar tudo aquilo que queria, afinal o tempo passou muito rapidamente.

                Outro grupo ressaltou que o fogo seria essencial para a sobrevivência dos nossos aventureiros. Porém, mais uma vez, a dúvida  surgiu: como produzir fogo?

                Todos alegaram que produzir as armas e o fogo era fácil, pois bastava pegar galhos e pedrinhas. Assim surgiu a ideia do segundo desafio: Cada um deveria produzir um instrumento ou uma arma usando somente os recursos da natureza. Para tanto fizemos um passeio no entorno da escola, onde os estudantes coletaram galhos, pedras, bambus e cipós. Inicialmente, cada um tinha a intenção de fazer um instrumento bem sofisticado: Lanças com pontas de pedra bem afiadas, estilingues, machadinhas, varas de pesca... As ideias eram muita. À medida que trabalhavam, perceberam que a tarefa não era tão fácil assim. Faltavam elásticos para os estilingues, os cipós não amarravam direito, as pontas dos machados caiam. As idéias iniciais tiveram de ser substituídas, e no dia da apresentação tivemos muitas pontas de lança, bengalas e espadas de madeira.

                Três estudantes não resistiram e acabaram incorporando barbante, cola e cordões aos seus instrumentos, pois, como eles declararam, era impossível fazer sem eles. Saldo final: todos quiseram repetir a proposta, porém dessa vez usando instrumentos modernos para auxiliar no trabalho.

                Sobre a tarefa, a turma concluiu que a vida dos primeiros habitantes do planeta não era nada fácil, pois “eles tinham que inventar tudo, do zero, não tinha nada para ajudar”.

Foi uma experiência muito rica, que permitiu que refletíssemos não só sobre a vida dos primeiros humanos do planeta, mas também sobre  o que é tecnologia”

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Breve discussão:
O interessante no trabalho da educadora é não apenas ter se baseado no "role play", mas não ter se limitado a experiêncioa de mesa do jogo, e extrapolado a ferramenta para uma dinamica mais rica (praticamente um Llive Action"). O resultado não poderia mais satisfatório, já que teve como resultado fazer os alunos, após se "colocarem na pele" de nossos ancestrais, compreenderem de uma maneira mais profunda não apenas o periodo estudado, mas igualmente poderem refletir sobre o nosso presente e a nossa profunda dependência de tecnologia nos níveis mais básicos de existência para garantia de vida


Ao mesmo tempo muito me agrada que o RPG possa ser uma uma ferramenta das mais versáteis no ambiente escolar. Seu uso em matemática, leitura e escrita, uso de bilbioteca,  linguas estrangeiras, arte, filosofia, geografia e, claro, história, mostram que a sociedade só tem a ganhar com um aumento de jogadores, e que é possivel, com um pouco de imaginação e capacidade, fazer muito mais pelos estudantes nas escolas.

Tenho o privilégio de ser pai de um dos alunos que participaram do projeto citado no texto, e só tenho elogios para a iniciativa. Afinal, se nos periodos pré-históricos (não se usa mais este termo, conforme meu filho me ensinou, mas sou meio paleolítico para essas coisas), ou pré-escrita, as pessoas já se sentavam em uma roda para contar e ouvir histórias, aprendendo hábitos, costumes e trocando experiências sobre coisas úteis, mesmo nas narrativas mais divertidas, não há nenhuma razão para que o RPG, descendente direto desta prática, não possa nos servir, mais de 10.000 anos depois, ainda da mesma forma.

Nota 10 para a escola e para a professora.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Street Fighter: Ficha de Sheng Long

Sheng Long é um personagem "hoax" inventado por uma revista nos anos 90 sobre um personagem secreto (similar ao Reptile de Mortal Kombat)que seria disponibilizado como oponente se o jogador vencesse TODOS os combates sem sofrer nenhum dano (perfect em tudo).
Tudo não passava de um "hoax" feita por uma revista ( Electronic Gaming Monthly), que criou o boato como uma pegadinha de primeiro de abril. A brincadeira, que até onde me lembro, nunca fez sucesso por aqui, lá fora parece que demorou muito tempo para ser desacreditada. Aqui no Brasil só conhecia o personagem (de nome) porque em uma das telas do Ryu aparecia a frase "You must Defeat Sheng Long to Stand a Chance" (Você precisa derrotar Sheng Long para ter alguma chance). Até outro dia achei que o personagem citado era "Fei Long", o "Bruce Lee" de SF2 expandido.

Historíco (Não é oficial, e foi inventado aqui para dar alguma lógica para  o personagem. Se não gostar, invente a sua, sem problemas).

Sheng Long amigo do mestre Goutetsu, junto de quem desenvolveu golpes perigosos como o Satsui no Hadou (onda assassina). O problema é que Sheng Long, conforme avançava nas artes marciais, acabou corrompido por um demônio chamado Agat,  a quem mantém aprisionado dentro de si até o dia de sua morte. Extremamente honrado e poderoso, Sheng Long, filho de uma japonesa com um nobre chinês, decidiu que andaria pelo mundo em busca de um homem ou mulher poderoso e honrado o suficiente a quem pudesse transmitir seu fardo.
Pensou que este homem poderia ser Gouki (o futuro Akuma), mas acabou corrompendo a alma do jovem quando tentou fazer isso. Com isso, resolveu ficar longe dos outros dois discípulos de  Goutetsu,

Ele decidiu, então, criar secretamente um torneio mundial de lutadores, onde espera, há décadas, que um lutador possa surgir e ser digno da tarefa. Ele pensou ter visto este homem em Ryu, mas quando descobriu que  o jovem hjá havia sido tentado pelo mal e sucumbido, ainda que temporariamente, resolveu que era melhor aguardar mais.

Ele tem um sobrinho-neto, Fei Long  com quem não tem contato, mas a quem não considera forte  o suficiente para repassar  o fardo, por enquanto.

Já que seu corpo abriga um demônio, Sheng Long envelhece mais devagar que as outras pessoas, mas não é imortal e sabe que seu tempo de vida está acabando, e com ele, o aprisionamento do demônio Agat**. (Sheng Long for Street Fighter RPG Stats - unnoficial)


Mestre Goutetsu
Em termos de jogo, faça ele aparecer de vez em quando e desafiar um dos personagens, que, em geral, serão derrotados. O interessante aqui é ele dizer "Ainda não está pronto"  ou "Ainda não é honrado o suficiente" sem dizer para quê.

Se um dia ele for vencido, deve repassar  o demônio para o lutador que o vencer (somente se o mesmo tiver honra no mínimo 9) , como uma espécie de clímax / fim de campanha.

Golpe Novo: 

Kujin Kyaku
Pré-Requisitos: Chute 4, Jump, Esportes 4
Pontos de Poder: Karate Shotokan 4,

Este chute foi desenvolvido por Goutetsu e Sheng Long, e é um dos mais poderosos chutes possíveis. Ele consiste em um salto e uma decida em grande velocidade, com a perna que aplica  o golpe brilhando em energia azulada.
Sistema: Esse ataque é considerado uma Manobra de Chute e é uma espécie de “Flamming Dragon Punch” inverso, de cima para baixo. O chute é aplicado após um salto do personagem e funciona como uma descida acelerada em direção do oponente. O Kujin Kyaku derruba qualquer oponente atingido, não importando se está no ar ou no chão, se o golpe entrar (com ou sem dano). Se o adversário for atingido ele ainda precisará fazer o teste de dano duas vezes para evitar o dano (mas só um conta, mesmo se ambos entrarem).
Custo: 2 chi. Velocidade: +0 Dano: +5 Movimento: +2


** Agat é o Demônio da mini-série "Ronin". Se você, Narrador, precisar de algum background extra para  o demônio, recomendo a mini-série. Afinal, quem disse que a Shadalloo precisa ser a uúnica preocupação dos seus jogadores).

PS: Usei para a criação material desenvolvido e publicado no site Street Fighter RPG, que recomendo para jogadores do RPG, de qualquer modo.


Ps2: obviamente que a ficha não é oficial, só pra constar.

Brega Presley

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Street Fighter RPG: Golpe de Sawamu, "O Demolidor"

"Sawamu, o Demolidor" é um antigo animê que passou no Brasil na TV Manchete.
Ele era um lutador de Kickboxer que, em cada episódio, enfrentava um novo oponente em um ringue. Como o nível de dificuldade era crescente, ele contava com as memórias de um antigo mestre e muito chute em onde na praia para aprimorar seus movimentos e vencer as lutas.

Era bacaninha para a época e o desenho tem um lugar guardado na memória de muito marmanjo com um pouco mais de trinta anos.

o grande golpe de Sawamu era um salto com joelhada, que fazia um estrago.

Para os que querem saber como era, sugiro procurar rápido no youtube "Sawamu - Salto no vácuo com joelhada".

Abaixo a abertura da série:

E, enfim, o golpe:
Salto no Vácuo com Joelhada

Pré-Requisitos: Chute 3, Esportes 1
Pontos de Poder: Thai Kickboxe, Kickboxe, 2; Outros 3.
Esta manobra foi criada pelo lutador Sawamu, ou “O Demolidor” onde ele, basicamente, escolhe no meio de um salto com qual perna fará um ataque de joelhada.

Ele venceu o cinturão de Kickboxe internacional usando este golpe e é sua marca registrada.

Para ser aprendido o personagem precisa treinar chutes contra ondas do mar (para fortalecer as pernas) e saltar da água para adquirir a altura necessária para desferir o golpe.

Este golpe só pode ser ensinado pelo próprio Sawamu, que mora atualmente em uma ilha do Japão onde aprimora suas habilidades em luta. Sem isso, multiplique os custos x2 para utilizá-lo.

Sistema: use os modificadores abaixo. O “Salto no Vácuo com Joelhada” é uma Manobra Aérea.

Custo: Nenhum Velocidade: +2 ; Dano: +3 ; Movimento: +1




Abraços
Brega Presley