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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Tormenta é mais Jogado que D&D no Brasil?? Pouco Provável!

Antes de tudo, essa postagem é uma contestação à alegação feita no RPG VALE pelo Ale Santos.
Não é briga (não conheço o cara e acredito que seja alguém gente boa), não é pessoal e nem faço parte de clube de adorador de um ou de outro.

De fato, acho D&D um saco. Direito que me assiste e, por isso, não jogo, exceto quando é a opção disponível (não odeio D&D tampouco, só acho chatinho).

E não odeio, tampouco Tormenta. foi um RPG que teve enorme importância no mercado para a popularização do RPG no país, e muitos jogadores de outras coisas só ingressaram no Hobby por causa disso.

Dito isso, há um abismo em vários aspectos que separam ambos:

Primeiro, D&D é o mais simbólico dos jogos de RPG. Você pode, como eu, não jogar RPG, mas jamais negar  o impacto cultural que o jogo teve, e ainda tem, na cultura popular.

Além disso, D&D é um sistema com muito mais investimento de mercado e pesquisa, resultando, mesmo quando fica algo meia-boca (4a. edição, cof cof) - de novo, em minha opinião - um sistema conciso para o que se propõe, com horas e horas de player-tests, revisões e afins, sem falar na caralhada de suplementos existentes.

Vulgo, é um jogo que mesmo quando não se sai bem, tem lenha para queimar em terms de ajustes e fãs mais devotos, aqui e lá fora. Comparar dois jogos, assim, é meio como comparar Coca-cola com Tubaína.

MAS...já que o que se propõe como debate é, justamente, o critério "o que é mais jogado", o senso comum tende a dizer que seja o mais antigo, popular mundialmente e reconhecido RPG entre ambos. Vulgo, se você quer dizer que um sistema é mais jogado que D&D (por exemplo, poderíamos estar falando de Pathfinder, aqui) é preciso algo de numeros ou dados que ajudem a apontar isso.

De cara o texto se justifica com um "é mais fácil encontrar um jogador de Tormenta que um de D&D". bom, posso ser old school, mas o que vejo é o contrário. Raras vezes em eventos vejo gente levando Tormenta, mas vejo com frequencia gente levando D&D e derivados (como D&D Next, etc).

Você fazer uma alegação assim em somente quem conhece compromete, em parte, conclusões que possa tirar disso. Veja, não duvido que o autor conheça muito mais jogadores de Tormenta. Ele parece um cara bacana e acho possível que isso ocorra em alguns casos. O problema é que a gente não pode generalizar a partir de nossa vivência.

Eu conhecer mais jogadores de D&D tampouco é plausível como argumento. E mais abaixo explico como tentei pesquisar isso um pouco para me pautar em um pouco menos de conhecimento interpessoal.

TORMENTA foi um sistema que nasceu na Dragão Brasil, ainda a revista mais importante sobre RPG que já tivemos até hoje no mercado, e igualmente fundamental para a popularização do RPG no Brasil, qualquer que tenham sido os diferentes editores. Assim como o D&T (Defensores de Tóquio) ter um sistema barato e acessível para quem não tinha lojas por perto era fundamental em uma época que não existia internet fácil como temos hoje.  Alguns personagens como o "Mestre Arsenal" surgiram em páginas da revista, sendo, se bem me lembro, incorporadas gradualmente para uma ambientação específica.

Isso impulsionou boa parte do conhecimento de jogadores sobre  o Tormenta e fez o nome do jogo no mercado.

Tormenta tem (ou tinha, não ando atualizado com o sistema) algumas coisas boas, como o preço, regras mais simples (ideal para iniciantes) e uma ambientação medieval genérica que podia usar diferentes referenciais adaptáveis para idéias de aventuras, equipamento e personagens.

Só que a tecnologia muda  o mundo. Assim como a impressão colorida de uma revista ajudou a impulsionar  o mercado de RPG em bancas, o acesso à internet ajudou a democratizar ainda mais o RPG.

Dessa vez, tivemos como protagonistas o rápido acesso a blogs e sites com materiais, torrents (sim, a pirataria existe) livros em ingl^s e português de diferentes sistemas, gratuitos ou não, e muitos fóruns
de discussão.

Mais, passamos a ter opções baratas outras em português, eventos de menor porte, mas mais constantes, e uma geração de jogadores de games eletrônicos mudando o perfil do RPG no país.

O resultado? Mudanças de popularidade e o que "se joga mais" sempre são possíveis.

E como fazer uma pesquisa sobre isso? Confesso que desconheço alguma minimamente razoavel sendo feita nos últimos anos em termos de um mercado pequeno com o o do RPG. Muitos jogadores "domésticos" não participam de encontros, números de vendas tampouco podem traduzir a popularidade de um jogo, uma vez que um jogo pode vender muito por ser barato, mas ser pouco jogado, enquanto outro pode ser pouco vendido mas popular nos torrents da vida.

Minha solução, ainda que, eu tema, seja superficial, mas que é o que disponho, foi a de pesquisar entre comunidades no Facebook.

O resultado confirma o senso comum e põe em cheque ser Tormenta mais vendido.

O que encontrei foi o seguinte:


Usei as palavras chave "D&D Brasil" e "Tormenta" para a pesquisa.
A escolha não foi perfeit, já que uma comunidade de Star Wars apareceu, por minhas preferências no meio, mas não foi computada.

como resultado encontrei um total de 5832 membros (muitos deles repetidos) em comunidades relacionadas ao D&D, para 1296 nos principais resultados de Tormenta, ou seja, 4,5 pessoas procurando informações e discussões sobre D&D para cada um em tormenta.

Outras pessoas podem ter resultados diferentes, mas creio que será difícil ver u resultado aonde, em termos absolutos, Tormenta supere D&D e afins.

Pessoas como o Diogo Nogueira me falaram que existem comunidades de mais de 7 mil membros para D&D Next, o que traz mais segurança em refutar a hipótese de Tormenta ser mais jogado.

Posso estar errado, claro. Mas acho pouco provável.

E por que tudo isso?

Um Sistema para todos Dominar?
Por uma questão de esclarecimento de mercado. Tormenta permanece um RPG bastante saudável, creio, em termos de venda e público. Mas é importante entendermos que o mercado de D&D é mais forte. É isso que nos permite parar para pensar os porquês disso (não vou entrar no mérito) e fazer previsões de metas, estratégias e afins mais plausíveis com a nossa realidade.

Saber qual vende mais ajuda a saber quais estratégias deram melhor resultado, o tamanho do embrólio de se concorrer com uma marca internacional, e como evitar armadilhas que apequenem o mercado nacional em vez de fortificá-lo.

E vou repetir: O presente texto NÃO é contra ninguém. O artigo original, linkado lá em cima, e na qual me baseio para escrever esse, possibilitou uma discussão bacana, mesmo que para discordar de premissas e, portanto, de algumas conclusões.  O autor (Ale) foi bacana de dividir suas idéias com leitores e isso é importantíssimo.

Só discordo (e escrevo por mim, não em nome de necessariamente outro autor ou organizador do SDM) e acho justo abrir os meus motivos.

Acho importante que jogadores conheçam e joguem Tormenta e D&D (não somente) e que bom que temos produtos populares. Só não podemos perder o foco e achar que é jogo ganho algo que, possivelmente (e por razões diversas) não ultrapassa, nem de perto, um produto mais conhecido.

Precisamos amadurecer o mercado de várias formas, mas para isso é necessário um pé no chão, até para se pensar em fantasia.

Adendo (28/  4/ 2015):
Me passaram nos comentários o endereço da comunidade oficial de Tormenta: Masmorra de Valkaria

A comunidade tem um pouco mais de 2000 membros.
Se for somar ela, no entanto, preciso somar a de D&D next, tbm indicada fora da pesquisa de meu perfil, o que dá 5 mil membros a mais para D&D (Next) ainda assim, ou seja, é um dado que não modifica minha impressão de que de que Tormenta não tem mais público de jogadores que D&D.

Ainda carecemos de uma pesquisa maior, feita com bons parâmetros e atual sobre o assunto, Até lá, minha opinião é baseada em dados menos confiáveis do que eu gostaria, mas tendem a confirmar o que o senso comum indicaria em termos de mercado.

Abaços outra vez.

terça-feira, 20 de maio de 2014

DUNGEON & DRAGON 40 ANOS - ANUNCIADOS NOVA LOGO E O NOVO CONCEITO VISUAL

Olá amiguinhos!

Com a aproximação dos 40 anos de Dungeons & Dragons, e o lançamento de sua nova edição, o Next, a Wizards of the Coast detentora da marca abriu para o undo nesta semana sua nova arte visual, incluindo sua nova logo e a arte das capas dos livros.

Sobre a logo, tenho a dizer que gostei mais que da modificada para os livros da 4ª edição, e agora traz claramente um ostensivo dragão prateado, dando um maior foco para ele que ficou escondido durante as últimas versões.

segunda-feira, 31 de março de 2014

JOGANDO RPG COM MONSTROS - O OUTRO LADO DA MOEDA.

Olá amiguinhos!

Sabemos que nem só de aventureiros, heróis e caçadores de tesouro vive nosso amado RPG. Muitas vezes, seja em cenários épicos, de fantasia medieval, ou até mesmo na linha entre o moderno e o futurista, as criaturas e monstros que deveriam pelo senso normal ser combatidas, acabam tomando o papel de protagonista de jogos, filmes e livros.

Os monstros, inimigos naturais nos jogos e literaturas, muitas vez trazem elementos interessantes, que dão certo conteúdo a trama, e se bem conceituados, trazem excelente personagens para as mesas de RPG. É certo que a relevância do tema possui uma linha irregular, e sua aplicação depende muito do momento literário ou cinematográfico, que são as fontes que aguçam as ideias de personagens na cabeça da maioria dos jogadores.

E pensando nisso claro, algumas empresas desenvolveram sistemas e suplementos próprios para o jogador a busca desse tipo de personagem, alguns para os jogos clássicos como os da linhas da White Wolf e D20, outros para jogos mais divertidos (pois a temática permite essa flexibilidade) como no caso de Ork! e Kobolds At My Baby. Então, o que lhes trago agora são algumas sugestões de sistemas/suplementos que adequam da melhor forma a abordagem da temática na sua mesa: