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sexta-feira, 9 de maio de 2014

SAIA DA MASMORRA - MAIO/2014 - PREVISÃO DAS MESAS

Olá amiguinhos!

O Saia da Masmorra tem o prazer de convidá-los para mais um evento lúdico mensal, e como sempre teremos muitas atrações maneiras entre boardgames e mesas de RPG.

No dia 10.05, traremos um ótima variedade de mesas de RPG, e como sempre, contamos com a participação ativa de todos vocês.

E agora, o SdM tem o prazer de lhes apresentar as mesas previstas para esse mês:

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Beat´em Up: Algumas House Rules e Extras

 A boa nova é que , segundo o autor do Beat´Em Up, o material já está indo para diagramação, pelo que entendi.

Ainda não existe previsão final para  o lançamento, mas a coisa está adiantada,  então borra aguardar.

A má notícia é que, como sou um fã ansioso e chato de galocha, ando fazendo minhas cositas para minhas mesas futuras e vocês vão ter de me aguentar:

Segue:

Primeiro, as House Rules:

1) No momento, minha única sugestão é a de que o primeiro uso de "poder especial" seja "Free". Alguns jogos arcade usavam isso, e a minha sugestão tem uma razão de ser: Personagem com 1 de Stamina não poderia usar esse golpe especial nunca, por isso essa lambuja. No material oficial cada uso de golpe especial vai gastar Stamina e pronto, então use por conta e risco.

Fora isso, criei uma sub-divisão de armas nas cartas de "Power Cards" que acho que ficou bacana, ainda que esteticamente não chegue aos pés do que um cara que manja de design como o Daniel sabe fazer, fiz em cima das cartas por ele fornecidas para a adaptação de "Cadillacs & Dinosaurs", e acho que devem funcionar.

A adaptação (está esperando o que para baixar no site da D+1 ??)ficou muito boa, e sou um viciado no arcade, então confiem em mim dessa vez.

2) Regras especiais para armas:
Todas são de uso imediato, não podendo ser "guardadas".

 -Armas atordoantes: 
Saco de farinha, Taser, Sonic Beam

O jogador divide o “power” da arma entre dano aplicado e numero de turno de atordoamento. o resto é o número de turnos que o alvo fica atordoado. Por exemplo, “Taser” pode dar dano de 1 e atordoar por um turno, dar 2 de dano, ou atordoar por dois turnos, sem que a arma cause dano.
A “Durabilidade” é o número de turnos que a arma pode ser usada. Munição renova o total de durabilidade da arma até o seu máximo, assim que adquirida.

Armas Perfurantes:
Arpão, Pistola Laser

Causam o mesmo dano em qualquer alvo na linha de tiro.
A “Durabilidade” é o número de turnos que a arma pode ser usada. Munição renova o total de durabilidade da arma até o seu máximo, assim que adquirida.
Armas Boomerangue: Leques e bumerangues.
Causam dano em dois ataques (um tuno na ida e outro na volta). Podem ser bloqueados usando Skill gual ou mais auto que o “dano de ataque” rolado pela arma (bloqueio gasta um turno)
A “Durabilidade” é calculada normalmente.

 -Armas de Derrubar:
Bola de Boliche, barris arremessados

Além do dano indicado, derrubam os alvos, fazendo com que gastem um turno para se levantar. Barris causam o power de dano, a bola de boliche apenas 1 de dano.
A “Durabilidade” é calculada normalmente. Geralmente são de uso único.

 -Armas Explosivas: 
(Bazucas, granadas, bombas-relógio)

Define o numero de alvos máximo que pode atingir de uma vez. O dano é dividido pelo atacante entre os alvos.

A “Durabilidade” é o número de turnos que a arma pode ser usada. Munição renova o total de durabilidade da arma até o seu máximo, assim que adquirida.

 -Armas Escudo:
(escudos, coletes, etc)
Não causam dano. Absorve danos automaticamente. A Durabilidade define o numero de danos que pode absorver.

 -Radio: 
 Minha sugestão para expandir o tipo de utilidade de uma carta de rádio.lém de chamar carro, permitir ele , em algumas fases, chamar um “Ataque aéreo” como nos jogos de Streets of Rage. Deve ser usado imediatamente após ser obtida a carta.

 Um ataque aéreo tem power 4 (somente contra inimigos) e é de uso único, contra até 4 inimigos (similar a um dano de explosão, mas sem precisar rolar skill, são 4 danos de ataque automáticos)
(Cuidado para deixar as cartas na mesma proporção de outras versões que vá imprimir.)

3) Cartas Especiais: 
Todas são de uso imediato, não podendo ser "guardadas".
Algumas explicações:
Primeiro, inclui 3 tipos de cartas que não existem como conceito no material original. Isso são house Rules e, acredite, o material original está fantástico e a maioria dos mestres não irá precisar disso em suas mesas.

As cartas de "+" são auto-explicativas. Mais vida, energia, golpe especial e vida extra. A de armas, se não ficou claro, significa que o jogador deve virar as cartas do baralho até aparecer uma arma, não importa qual seja.

As Cartas de Tilt são as únicas duas "negativas" ou seja, comem uma vida/ ficha do personagem. É uma forma de dar um pouco de tensão na hora de pegar suprimetos, ainda que relativamente pouca tensão.

("Tilt" é um termo que vem das maquinas de pimball, mas usada em arcades de tela por extensão, e que a geração de old gamers usava (eu ainda uso) para definir um "bug" ou uma lentidão em um jogo arcade. Era raro, mas acontecia, e em geral comia uma vida facilmente). Borrões na tela, maquina que travava,  o seu "amigo" que esbarrava na tomada da maquina, a namorada que chegava com seu refri e não ficava feliz se não agradecesse olhando para ela, etc, etc).

O resto são umas cartas a mais de comida pra encher a pança e a barra de energia dos personagens.

(em ambas as folhas deixei as linhas centrais em laranja, o que facilita para recortar, mas sem alteração no conteúdo).



4) Mapas quadriculados:
Eu não testei ainda, mas gosto da idéia de um "tabuleiro" para posicionar os inimigos e os personagens.

Seguem 4 desenhos para quem quiser. Minha sugestão é a de colocarem em uma impressão com papel mais duro para que a cópia dure mais. Funcionam em P&B ou colorido, creio.
Piso de uma cozinha, de um bar ou salão de mansão
Mapa em branco, a ser preenchido de acordo com as necessidades
Mapa de uma beira de praia. Não ficou bom, mas fica como sugestão.

Mapa de Selva
Mapa de rua 1, onde a maioria dos Beat´em Up se passam
Mapa de rua 2, como exemplo de esquina ou beco

As imagens dos mapas estão em tamanho pequeno, mas podem ser ampliadas sem maiores dificuldades e perdas até a extenção de uma folha , mesmo aumentando as margens da mesma.

5) Personagens:
Deixo duas folhas de personagens para quem quiser, como exemplo:

Para uma tabela assim sugiro criar uma tabela de sete colunas no word , com 4 linhas. Depois, colar a imagem e passar para  o
Paint ou um outro editor similar e editar as imagens ali.

Exemplo de uma fileira de capangas. Chefes de fase podem ser feitos se utilizando, por exemplo, espaços duplos. Recomendo para os mapinhas acima, trabalhar em fileiras como essa, para que a largura dos heróis ou vilões de papel não seja maior do que os "quadrados" do mapa utilizado.

Criem os seus e boa diversão!

Brega Presley


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Mestrando "Cadillacs and Dinosaurs" (Resenha)

No último encontro do Saia da Masmorra mestrei "Cadillacs e Dinossauros", mais conhecido do pessoal pelo game de arcade, mas também uma série em quadrinhos "pulp" e um desenho "nem tão animado assim" (eu gostei, mas não deve agradar a maioria).

Tudo se passa 600 anos no futuro. A ecologia do planeta enlouquece no começo do século XXI e (quem pode) vai morar em bunkers por diversas gerações. Dentro deles, quem tem moral são os "mecânicos" que fazem gambiarras diversas para manter  o equipamento funcionando.

(Capa de um dos gibis)
Quando finalmente retornam à superficie descobrem uma ecologia modificada, inclusive com dinossauros, mamutes e animais estranhos vagando por densas florestas tropicais.

Além disso, há uma segunda lua no céu e os mares subiram 20 metros em todo o mundo.

O personagem principal é Jack Tenrec, que ao lado de seus amigos, tenta impedir que a humanidade, há 100 anos de volta à superfície, volte a causar mais prejuízos ao mundo.

Que CATZO de burrada a humanidade causou que permitiu uma SEGUNDA LUA, não se sabe, mas nem por isso a ambientação deixa de ser interessante.

O livro de RPG é fortemente inspirado nos quadrinhos (que originalmente se chamavam "Xenozoic Tales"), e passa longe do Game e da animação (mas não é difícil adaptar, diga-se).


Regras: As regras são ruins. 
Feitas no melhor estilo da GDW Games, são desnecessariamente confusas quando precisa, e horrendamente vagas quando necessário. Ainda assim, se jogar de forma mais desencanada, dá para improvisar facilmente e acaba fluindo sem maiores problemas.
Mas é relevante ler o RPG original, para quem puder, por causa da ambientação. Eles resumem bem a mesma, além de trazerem diversas fichas de animais presentes no universo de Cadillacs, o que facilita muito a vida de um mestre.
Não espere os vilões do jogo por lá, nem o grandalhão "Mess O´Bradovich", apesar de ser fácil adaptar uma ficha dele. É um RPG pensado em cima da obra original, mas nada que cause muitas dificuldades aos mestres em adaptar a um sistema de escolha ou ao proprio RPG oficial, se precisar (fiz isso e foi tranquilo).

FICHA: Fazer ficha para este sistema é uma agradável surpresa. Depois de dominar o formatão, dá para fazer uma ficha em 10 ou 15 minutos com tranquilidade. A ficha, ao contrário do sistema, é simples e permite maleabilidade para se fazer de tudo (por exemplo, eu fiz o HAGGAR, estrela de outro game similar, com um pé nas costas).
Os vilões "buchas" do jogo. Note o "Blanka" ali. Uma falta de imaginação da Capcom ou
simples homenagem ao "Street Fighter, que vendia nbem na época?.
No jogo ele é chamado de "Bludge" e não tem choques, diga-se.


Vilões: Em grande parte cientistas loucos e criminosos que agridem o meio ambiente. Dinossauros raramente são inimigos, e se são, tendem a ser porque algum vilão pouco sensato os irritou de alguma forma. Como há espaço para novas cidades no mapa, vilões no melhor estilo "Tarzan" podem surgir (aconselho o mestre ter bom connhecimento em ambientações Pulp).

Tem espaço para estórias mais densas,  envolvendo conspirações pol´piticas, apesar do sistema praticamente não dar palha para isso (é um sistema mais de ação, de qualquer modo). Não chega a ser um "Legend of The Five Rings", mas permite alguma profundidade para a trama.
Os chefes de fase do game e os quatro personagens jogáveis. Meti ali no meio o simbolo
dos "Mecanicos", que aparece na animação, na camiseta do Jack.
Dados: Usa d10 "invertido" para resolução de conflitos (quanto menos melhor), o que não gosto. Cocei para não meter regras de cyber-2020 no jogo, mas aí seria "Cyberpunks e Dinossauros". D6 são usados para definir a maioria dos danos de armas.

Diagramação e Arte: O RPG usa imagens dos quadrinhos, que são desenhos de boa qualidade, com cenas das historinhas ilustrando pontos de regras ou ambientação. É em preto e branco, quase que na totalidade, mas deve agradar a maioria.

A aventura que vem com o livro é fraca. Pouca ação de fato e bem limitada em termos de possibilidade e emoção. Ainda assim recomendo a leitura, porque dela algumas idéias e personagens podem ser aproveitadas.


A Mesa: Usei um vilão clássico do Game ("Butcher"), um do desenho animado (Sean, do episódio "The Duel") e o bom e velho Dr,. Fessenbeden, Faseisbondy,  Flushando ... ou algo assim, do game, gibi e desenho.
O simbolo dos "old Blood Mechanics"
(Mecânicos da Velha Estirpe")
similar ao que aparece no desenho animado)


Na mesa permiti personagens diversos de várias fontes, mas principalmente os do Game e do gibi (Jack, Mustapha e Hannah Dundee). A melhor coisa na mesa foi deixar o Hermes, um alossauro "de estimação" de Jack como personagem jogável. Para interpretá-lo o jogador tinha de ficar com os braços grudados no lado do corpo (jogar dado era uma beleza).

Deixei pouca munição e tecnologia, o que evitou transformar  o jogo em mero tiroteio, e no geral, foi bem divertido.



Veredito: Recomendo para quem gosta do game e de ambientações "pulp", mas o sistema é bem dispensável se tiver algo que te agrade mais no lugar. É um jogo divertido, mas pode não valer a pena para campanhas mais longas. Minha sugestão é que use um ou dois dos "Bosses" do game por aventura, o que deve agradar os fãs do game, mas sem perder de vista a ambientação do gibi, que é mais rica e favorece aventuras mais completas.

Faixa-bônus: Em tempo: o "Dock" Nunes, do Dungeons Carioca deve, em um dos próximos encontros, mestrar a mesma ambientação, mas usando um sistema que ele vai escolher para adaptar. Vale a pena conhecer.

Abraços
Brega Presley