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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Trilha para Bang Bang: Pistoleiros

Em breve vai sair  o "BANG!" pela Grow, então é hora de aproveitar a desculpa e colocar uma nova seleção de musicas para dar ambientação.

Já falei sobre isso NESSA POSTAGEM. Mas existem yuma centena de musicas boas, no mínimo, então só arranhei o tema.

Dessa vez escolhi temas de filmes de pistoleiros, como Trinity, Sabbata e Sartana.
Espero que agrade.

Um pouco de blá-blá-blá útil: (se preferir, desça para as trilhas de uma vez) é extremamente complicado definir e descobrir filmes de pistoleiros. Vários motivos:

1) Tradutori, Traitori: Há um enorme embrólio de personagens e títulos de filmes ao serem traduzidos. Em italiano um filme  chamado "El Guapo Mata" pode ter sido chamado de "The Revenge of Cisco Kid" nos cinemas americanos e aqui "A Vingança de um Condenado" (exemplo fictício). Ou ser chamado na Itália de "Gringo", nos Eua de "Ringo" e aqui de Django. Isso porque, dependendo do cinema e do público, os tradutores criavam nomes que entendiam como sendo mais rentáveis.

2) A Troca de Atores: O mesmo personagem, como o pistoleiro de negro de Yul Brynner em "7 homens e um Destino" foi vivido por outros atores, como Lee Van Cleef em uma (péssima) continuação.

3) Atores fazendo ouros papéis: Se na trilogia do homem sem medo, Lee Van Cleef faz o "Coronel" em um (por um pounhado de dólares" em um filme, e em outro faz um assassino "Angel Eyes" na terceira sequencia de "Homem sem Nome" (ou "Trilogia dos Dólares"), já dá para imaginar como atores menos conhecidos poderiam ter seus personagens diferentes confundidos em outros filmes.

4) Estúdios diferentes fazendo filmes com os mesmos personagens: Sartana é um bom exemplo. DIFERENTES PRODUÇÕES usavam o nome do personagem e o próprio personagem com outro ator para fazerem um punhado de liras a mais.

Vulgo, faroeste é uma salada.
Portanto, me desculpo, desde já, se errar em alguma coisa, mas até onde a memória e minha pesquisa permitiu, a lista está correta.

Vamos à ela:

1) Indio Black, filme chamado também de "Adios Sabata", é bem bacana. Não lembro do filme, mas cacilda, tem o Yul Brynner. Só pode ser bacana. Não confunda com o Sabata. Era comum misturarem nomes de pistoleios de filmes para chamar público.


2) SABATA: Já Sabata, imortalizado pelo Lee Van Cleef, tem um tema próprio, bem bacana. O filme que mais gosto com esse personagem é o que tem o pistoleiro "Banjo", que usa um rifle em seu instrumento. O filme é ruim, mas divertidopelas bizarrices. O ator que faz Banjo é Willian Berger, e não Klaus Kinski como aparece em algumas listas (só para avisar).


3) Ringo: Apesar de assinada (supostamente) pelo Morriconi, é uma das mais sem graça dessa coletânea, na minha opinião. Ringo foi vivido por Giuliano Gemma, um dos papéis que o consagrou, ao lado do filme "O Dolar Furado".



 Faixa Extra: O Dolar Furado: Por sinal, essa é uma musica que vale a pena de se ter (fica como bônus pela outra do Ringo, aqui).



4) Django: Um bom exemplo do mesmo personagem produzido por pessoas diferentes e totalmente diferentes entre si como resultados finais (e ambos muito bons, diga-se). Mas o tema é o mesmo.



5) Lonesome Billy ("A Gringo Like Me"): personagem do filme "Duelo dos Homens sem Lei". Sei pouico sobre esse filme, mas gosto da musica do personagem.

6) Trinity: Pouco conhecido hoje em dia, era feijão com arroz de cinema da minha geração.


7) Sartana: Há mais de um, mas esse considero o mais bacana. Sartana era enormemente inspirado em James Bond. Seu principal diferencial era um enorme numero de tranqueiras e armas diferentes que ele usava conta seus inimigos.

 
8) Holly Ghost: Uma das que mais gosto do compositor Bruno Nicolai.



9) Bamos a Matar Companero: Essa não é de um pistoleiro, mas foi usada como propaganda do Red Revolver, e é bem legal. O filme fala sobre a revolução mexicana e é interessante. A ser assistisdo com o "For a Fistfull of Dinamyte". São filmes parecidos demais para não desconfiar que alguém plagiou alguém, mas ambos assistíveis (se gosta do gênero).

Por hora está bom.
Abraços

(Brega Presley)

sábado, 5 de outubro de 2013

Far West x Sukyaki Western Django (Tarantino)

Procurando uma musica de Ennio Morricone cai nesse vídeo. Não sei nada do projeto, só que é de 2008.

Para quem está esperando (e cada vez menos esperançoso) o Far West RPG (faroeste de Kung Fu que está atrasado e cheio de problemas - adivinhe só - pela cubicle 7- apesar da culpa ser do autor, pelo que dizem), fica a sugestão.
Existe um filme de mesmo nome (coisa que eu não sabia)e que parece que o Tarantino fez parte.

O site Jojoscope tem algumas razões para se assistir o filme. Pelo visto vai entrar na minha lista de "a serem vistos".

(Não espero um grande filme, mas se divertir, tá valendo).
Uma boa pedida para quem curte Dust Devils e quer fazer uma mistureba com o sistema feudal do jogo (Ronin).

terça-feira, 21 de maio de 2013

West & Soda: Animação de Bang Bang

West And Soda é uma animação italiana da década de 60.

Meio desconhecida hoje em dia, me lembro vagamente de ter visto em cinema com meu pai (mas não tenho certeza).

O filme é uma paródia aos filmes de faroeste da época e , se alguém achar, pode ser que se divirta.
Segue duelo final, que achei por acaso, para os fãs de Dust Devils e afins:

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

RPGs de Faroeste:

Há uma série de opções de RPGs que tratam do gênero do Velho Oeste no mercado.
Cada ambientação e regras podem agradar um público distinto, então segue uma pequena lista de sugestões aos interessados.
Dividi este tipo de ambientação em três subgêneros, a saber "Velho Oeste Místico"; "Históricos" e "À Italiana".

Velho Oeste Místico:
São ambientações no melhor estilo do livro de Stephen King "A Torre Negra". Nesta ambientação os personagens enfrentam não apenas pistoleiros e ameaças mundanas como fazendeiros malvados, mas verdadeiras ameaças sobrenaturais capazes de levar horror e morte aos menos preparados. Neste tipo de ambientação monstros habitam os desertos e tanto a religião cristão quanto o paganismo  (sobretudo indigena)são uma arma mais eficaz que a polvora.
Eu não gosto muito deste tipo de solução simplesmente porque acho que muito do divertido dos faroestes se perdem em histórias que acabam ficando com cores demais. Assim como acho a introdução de elfos e dragões em "Shadowrun" desnecessário (o gênero Cyberpunk, em si, já tem elementos suficientes para boas histórias e grande parte do material de Shadowrun não precisava daquilo para ser bom, mas é uma opinião, e cada um gosta do que quiser).
Não creio que seja a opinião da maioria, já que exatamente os RPGs de faroeste e magia são os traduzidos há mais tempo.

Dentro deste tipo de ambientação, destacam-se:

Deadlands: Velho conhecido de muitos RPGistas, é, em minha opinião, uma das maiores promessas do mercado para este ano. A ambientação mistura histórias de terror, Steampunk e pistoleiros mortos-vivos em um clima de ação bastante interessante. No gênero magia e polvora é o unico que tenho maior curiosidade de jogar, mas, de novo, cada um é cada um.
Porque é Fundamental: Porque é um sistema que vai crescer em numero de fãs com a tradução prevista para este ano. E foi o primeiro RPG de faroeste e magia criado.






Faroeste Arcano: Da lista inteira, possivelmente o RPG mais fraco. Não que seja ruim, mas não fornece tantos recursos para mestres como outras opções, e nem inova no gênero de fato. Mas é bem falado e deve agradar fãs do D20 (eu nunca joguei, de qualquer modo).
Porque é Fundamental: Porque traz regras para personagens típicos de fantasia medieval, transpostos para o sistema, e muita gente gosta disso, facilitando a vida dos mestres dispostos a encarar.







Lobisomem: O Oeste Selvagem: Pessoalmente, acho uma excelente opção para quem curte o sistema do antigo mundo das trevas, e pode, com alguns ajustes, ser adaptado até para um gênero mais "realista" de ambientação.  Tem boas idéias de adaptação, mas pessoalmente nada que não possa ser feito já com Deadlands, mas é uma opção, de qualquer modo.
Porque é Fundamental: Porque lobisomens cawboys são divertidos pra cacilda, oras! Desde que o narrador conduza boas aventuras. E porque fala um pouco da perspectiva histórica dos jogos clássicos da White Wof.



Maior Precisão Histórica:
Estes RPGs tem uma pesquisa de fatos historicos e sobre os costumes do período fantásticos. Mais adequados, em minha opinião, para aventuras mais pautadas nos faroestes americanos de até  o inicio da decada de 60, quando a moral era mais delimitada (ainda que de forma questionável). Isso poque o periodo histórico tinham homens que realmente acreditavam que tinham a razão ao seu lado para algumas reconhecidas barbaridades para o padrão atual. Questionamento histórico pode existir aqui, claro, mas não eram questionamentos de fato de ebntão, e se for para ser preciso historicamente, verá que é mais fácil fazer os personagens abdicarem de um senso critico como o que temos atualmente paa  o bem destas aventuras.

1887: Sob o Sol do Novo México: Eu uso bastante este suplemento do sistema OPERA. Além de diversas listas de equipamento, boas sugestões de personagens e armas, é  em português e, como quase tudo que foi feito para o sistema, bem acabado em termos de referências. Só elogios. Quem achar em um sebo ou livraria, pense a respeito de adquirir.
Porque é Fundamental: Porque é em português e uma excelente fonte de idéias. O autor, Marcelo Frossard Paschoalin, fez um trabalho virtuoso com este jogo e é uma excelente amostra de como temos bons autores nacionais.




Boot Hill: Bastante conhecido no passado, e com adaptações e revisões eventuais, traz bom material sobre  o periodo histórico e boas opções de sistema para jogo. Mas, sinceramente, acho que não é um sistema que funcione bem para a ambientação como poderia. Para fãs do sistema.
Porque é Fundamental: Porque é um clássico, e clássicos merecem ser lidos em suas diferentes versões para a gente saber como era e comsão os livros de RPG.



Coyote Trail: Belo material, bem fundamentado na parte histórica, apesar de um sistema que não me convenceu (vou jogar um dia para testar). Dispõe de alguns suplementos com diferentes graus de qualidade. Ainda assim, só o livro básico já resolve boa parte dos problemas de um mestre e ajuda tanto como sistema em si, como fonte de inspiração e idéias.
Porque é Fundamental: Não é. Mas deveria ser. Bom livro, bem escrito, bem pesquisado e que acrescenta um pouco de amplitude de como se jogar RPG a quem se aventura em conhecer.




Gurps Wild West: Também, como o material da OPERA, o GURPS traz boas fontes de inspiração e precisão histórica em seus suplementos. Realista em suas regras, traz o problema de jogadores muitas vezes torcerem o nariz para ele, mas vale a pena ser lido e conhecido e, se for o caso, jogado ou adaptado.

Porque é Fundamental: Traz uma série de informações sobre  o período e acrescenta, aos jogadores de Gurps, novas habilidades e potenciais novas formas de se construir um personagem "cowboy" em qualquer outra ambientação (um personagem baseado na série "Justified", por exemplo, pode beber da fonte com enorme facilidade).

Aces & Eigths: RPG bem "gostado" pelo pessoal, mas um que infelizmente, domino muito pouco. Já dei uma folheada, mas estou precisando sentar e ler de verdade, o que demora porque tenho uma penca na frente. Mas é bem falado, e me pareceu bem completo e com boas regras e ambientação histórica.
Porque é Fundamental: Porque o que vejo de comentários em geral é de um profundo respeito pelo livro, então é uma opção a ser conhecida, sim, e eventualmente jogada por gosta deste tipo de ambientação. 


Espaguete:
Sou um fã de faroeste, mas não os bang-bangs convencionais, onde um herói armado de uma pistola e sua honra ajuda a produzir uma civilização. Sou fã do genero "Espaguete", onde cada herói tem mais defeitos que qualidades, onde a precisão histórica foi chutada para baixo de uma carroça e todo mundo, até as mocinhas, muito se beneficiariam de um banho e uma retirada nos pelos da cara.
Dentro deste gênero há um peso-pesado, da qual sou fã, e outros que tem potencial para mim. É um genero bem mais contestador no geral, com tons de cinza permeando decisões morais e onde uma boa ação pode ser muito mais danosa que uma cruel. O problema do gênero "espaguete" é a facilidade com que cai no humor como força, e isso, em alguns momentos que exigirem uma narrativa mais densa, pode ser uma dificuldade (na verdade, o gênero "Anti-Western" ou "Faroeste Revisionista", se iniciou na década de 50, com algumas produções hollywoodianas, mas tipicamente os bang-bang espaguetes são mais inclinados para esta forma crítica que as produções americanas).

Far West RPG: Opção criada por espanhóis que tenho mas preciso dar uma lida. Tem alguns suplementos e foi feito no começo dos anos 90. Ele tem alguns suplementos, mas é questão de conseguir garimpar por aí.
Porque é Fundamental: Porque muitos jogadores não lêem em inglês mas arranham o espanhol, então torna-se uma opção a mais.
Fora isso, estou curioso para ler porque é sempre bom conhecer coisas feitas por autores europeus (até hoje estou querendo ler o "Capitan Alariste" que a Devir insiste na burrada de não traduzir e publicar aqui). Junto com "Aces & Eigths" é um RPG que conheço muito superficialmente mas que pretendo ler assim que possível.

Dust Devils: Dificil ter muita gente mais fã de DuDe do que eu no Brasil e lá fora. sim, existem alguns doidos, mas estou entre os mais fanáticos por este RPG, sem dúvida, hehehe.
Há enormes qualidades como jogo, bom uso do poquer como sistema de resolução de conflitos e acho, pessoalmente, os "Devils" (na tradução da Redbox, os tais demônios) uma solução de regras espantosamente criativa.
MAS... como qualquer RPG, não vai agradar a todos (por isso inclusive a listagem). No entanto acho que é o RPG que melhor pescou o clima dos faroestes no estilo "Sergio Leone", e merece ser lido e, se possivel, jogado.
Porque é Fundamental: Porque Dust Devils é porreta, traz uma série de inovações ao RPG e a como se fazer uma mesa, e porque poquer é uma bruta idéia resolução de combates.


Wild West Cinema: Um livro que tenho lido, gostado de muita coisa, e que recomendo. Mas não sem algumas ressalvas. Primeiro, o autor em um ponto desmerece  o racismo como algo relevante na guerra civil americana, coisa que, pelo que tenho lido, continua a ser um fator de primeiríssima importância. Afinal a "defesa do modo de vida sulista" só era possivel com opressão de negros feitos escravos e racismo "racionalizado". E há alguns pontos que precisei refazer para meu gosto pessoal, como a lista de habilidades e classes de personagens. Mas é um material com bom potencial para alguém menos chato (de qq modo, publico minhas alterações sugeridas um dia desses aqui). O livro tem uma boa quantidfade de NPCs que facilitam a vida do mestre e é possivel fazer  a ambientação "poeirenta" dos filmes funcionarem sem problemas.
Porque é Fundamental: Porque para campanhas mais longas e para  jogadores que gostam de sistemas um pouco mais deliniados (por exemplo, com uma lista de habilidades) o jogo ajuda eles a se organizarem e  o mestre a penar menos em uma narrativa. É uma alternativa para  o gênero e
pode ajudar, inclusive, fãs de Dust Devils a montarem personagens.


Na espera de sair:

Far West: Um RPG que citei rapidamente AQUI, mas que é uma boa mistura de gêneros irrealistas. FAR WEST é uma ambientação que quase fica over, mas que tem um potencial narrativo bem interessante. O fato é que alguns filmes de kung Fu tinham lutadores em vez de pistoleiros como astros e podem divertir. Ao mesmo tempo, sempre corre-se  o risco de se perder a mão e virar algo meio pastelão, então pense com cuidado como opção (mas pense) se quiser narrar algo no gênero Western.
Ainda não sei que sistema irá usar, mas eles lençaram já um livro bacana de contos em cima do sistema. A conferir.
Porque é Fundamental: Porque tudo fica melhor com Kung Fu.




Guns Of Laredo: Ainda não foi publicado mas se trata de uma adaptação para o sistema de "Barbaros da Lemúria" que, pessoalmente, acho bastante promissora. Quando tiver maiores informações, comento aqui, mas nada impede vocês de correrem atrás por conta, enquanto isso.
Porque é Fundamental: O trabalho de adaptação das regras de "Barbaros da Lumúria" para o capa e espada "Honor + Intrigue" está impecável. Assim, é de se esperar que os fãs do sistema acertem a mão uma vez mais e produzam algo bem interessante.

Seja como for, o sistema de armas de fogo que  o H+I fez já é bom por si sómente,  e não creio que seja fácil, mesmo se nas maõs de algum autor incompetente, conseguir destruir o que já está funcionando.
  A torcida, ao menos, é essa.


PS: Dois avisos: Corrigi um erro em Boot Hill (sinal de que está na hora de rele-lo). Agradeço ao Igor pelo aviso.

b) O Marcelo Paschoalin informa que tem alguns exemplares do RPG ainda a venda. Quem quisr conhecer (e, de novo, recomendo fortemente que fãs do gênero conheçam) entrem em contato com ele NESTE LINK (entre na página em contatos).  

Brega Presley

sábado, 26 de janeiro de 2013

Bang Bang em RPG: Wild West Cinema

Sou um fã confesso de filmes de faroeste, principalmente os "espaguetis", filmes italianos de bang bang recheado de anti-heroísmo, em produções mais baratas e "sujas", que as versões típicas de cowboys americanos.

Parte do meu gosto por estes filmes vem de meu avô, que sentava comigo para assistir "Bang Bang à Italiana" (e filmes de kung fu de baixo orçamento), um programa da TV record nos aureos tempos, especializada neste tipo de coisa.

Meu avô, José Menino Tolosa, me chamava para assitir "aqueles filmes que a bala faz "pzing - pzang" imitando o som típico do ricochete nessas produções. e eu adorava cada segundo.

Na tela vi filmes de atores obscuros a produções com sujeitos como Franco Nero, Jack Palance, Terence Hill, Bud Spencer (que, descobri há poucos anos, ganhou uma medalha de ouro em uma olimpíada), Klaus Kinski, Lee Van Cleef, Giuliano Gemma e, claro, Clint Eastwood.

E, não por acaso, um de meus RPGs preferidos é Dust Devils, RPG que já estão cansados de me ver escrever a respeito por aqui.

Além dele, existem algumas opções interessantes, como "Coyote Trail", "Boot Hill" e o nacional  "1887 - Sob o Sol doNovo México" (de Marcelo Paschoalin, no sistema Ópera), e pelo menos um Gurps que aborda a temática. Existem outros, como Deadlands, um Lobisomem passado no velho oeste e Fasroeste Arcano, mas prefiro me fixar nos sem magias e realidades alternativas, no texto.

Mas no momento vou falar mais de Wild West Cinema, produzido pela Spectrum Games (uma editora pequena).
Com o subtítulo de "Role-playing in a West That Never Was" (um RPG em um velho oeste que nunca existiu) o jogo convida, já de início, ao velho-oeste fictício, re-interpretado a partir das lentes de diretores, e menos preocupado com a precisão histórica.

A capa também é direcionada neste sentido, trazendo "The Men With no Name", o eterno personagem de Clint Eastwood na "trilogia dos dólares". A arte interna , em preto-e-branco, não é de encher os olhos, mas não compromete o jogo e serve ao seu propósito.

Como só encontrei o jogo em PDF (paguei algo em torno de 10 dólares na época) não sei dizer se a encardenação do livro vale a pena.

Diagramação: A diagramação do livro, em duas colunas na maior parte do tempo, funciona bem e deixa o material tranquilo de ser lido.

O livro é dividido em 12 caítulos, que trazem as regras básicas do jogo, construção de personagem, motivação, moral e personalidade (parece ser fortemente influenciado pelo DuDe nisso), uma aventura pronta (que não joguei, mas é bem detalhada) e uma lista modésta de armas e equipamentos. Ou seja, material suficiente para se começar a jogar, mas, para quem gosta de maiores detalhes da ambientação, requer outros materiais de apoio (nada contra, raramente um RPG não precisa disso).

A criação de personagens é rápida. Há no livro 8 arquétipos, de bandidos a pistoleiros intinerantes, cada um com habilidades especificas de sua profissão  e mais 4 habilidades especiais diferentes para cada um (por exemplo, o pistoleiro tem habilidades que favorecem duelos, o bandido sabe abrir cofre, etc).

O sistema de combate é simples: O jogador tem de 3 a 10 pontos em habilidades especificas e rola dois dados: Um "positivo}" e um "Negativo" que, juntos, darão o resultado total e, igualando ou passando a dificuldade, terão ou não resultado.

O resultado e sua margem de sucesso também pode determinar se o personagem recebeu um dano, ou a qualidade do sucesso obtido. Há regras para sucessos absolutos e fracassos absolutos, e alguns pontos de "história", que podem ser somados a resultados durante a mesa, o que pode salvar  o pescoço de alguém em um momento crucial.

De acordo com a regra, o mestre não precisa jogar os dados. Os números de habilidades dos adversários já são o "Target Number", mas pessoalmente  ignoro essa regra, pois acho legal rolar também quando mestro (não atrapalha em nada as regras).

O personagem tem, ainda, TRÊS pontos de vida, sendo que  o terceiro já apresenta 50% de chance de morrer. mas como em geral cada arma dará um dano por tiro, isso é raro de ocorrer.

Suplementos: Nãzo existe nenhum até o momento. Mas dificilmente seriam úteis, ao meu ver.

E os problemas do jogo são:
1) Pessoalmente achei as tabelas de dano mal-elaboradas. O dano de um soco, uma pedrada e uma facada são exatamente os mesmos, o que é ruim, já que jogadores gostam de ter opções.

2) Existem ao todo 32 ilidades secundárias, contra 31 habilidades especiais, o que é pouco. Fora que as secundárias são meio repetitivas, com por exemplo "Constitucion" (que regula a absorção de venenos) e "drinking (Alcool) sobrepostas (afinal, alcool não deixa de ser um veneno). Fora isso, Stamina e Grit existem, também, em sobreposição, o que torna as habilidades menos funcionais do que deveriam.

3) Mas  o pior problema são as classes de personagens. Primeiro, há poucas opções:  "Almofadinha", Bandido, "Padre/ pregador", Crianças, Jogador, Pistoleiro, Índio desgarrado e Vaqueiro Errante"  (sozinho, sem dificuldade, pensei sem dificuldade em mais umas 10 classes (dançarina, vendedor de óleo de cobra, xerife, caçadior de búfalo, mexicano, xamã, ex-escravo, etc). Ou seja, dependendo de suas opções, há pouca diversidade e vai precisar adaptar ou criar algumas classes exstras.

Pessoalmente, ainda,  acho que faltaram regras para escolha de outras habilidades especiais, tornando cada personagem mais único. a mecanica do jogo parece ter se preocupado em fixar 8 habilidades para cada atributo e isso empobreceu algumas opções narrativas.

Mas as mesmas classes de personagens também cometem um grave erro: Deixam de fora "Constiutucion" e uma outra chamada "fear", que por sinal se sobrepõe a "willpower" desnecessariamente. Resultado: das 32 habilidades existentes, pelo menos duas são tão inúteis que nem mesmo os personagens dos criadores do jogo as utilizam.

A impressão geral no entanto, é que o jogo FUNCIONA, mas precisaria de uma segunda edição com esses problemas corrigidos.

Nota 7. Uma opção para quem quer regras mais fechadas do que "Dust Devils", mas em uma ambientação "à italiana" do que as outras opções. Mas é um jogo que, com alguns ajustes,pode realmente fazer uma mesa feliz por algumas horas.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Dust Devils: Aventura pronta da Redbox

No site da Redbox está disponível uma aventura chamada "Na Trilha da Perdição", de Paladino San.

A aventura tem 9 páginas e trata de uma revolta de escravos na ambientação da construção de uma ferrovia.

A aventura está pronta para baixar em pdf, é em português e gratuita.

Uma boa pedida para quem assistiu Django e procura material para uma mesa.

Abraços e bom divertimento!


Ah, e dia 27 de janeiro vou fazer uma mesa de Wild West Cinema lá no Dungeons Carioca (aproveitando o espaço para um pouco de propaganda).

Brega Presley

Cangaço em Dust Devils

Excelente postagem de Matheus Silva de Medeiros no blog RPG E EDUCAÇÃO. Fazer um Dust Devils do cangaço é um sonho meu antigo, desde a época que li Dust Devils pela primeira vez, mas dá um trabalho do cão fazer essas coisas, e acabei engavetando a idéia.

Acabei priorizando adaptações de Star Wars, uma proposta de Dust Devils para crianças e um, que deu BASTANTE trabalho, de ambientação no Vietnã. Mas a boa notícia é que tem gente fazendo essa adaptação (e, importante dizer, o Matheus teve a idéia de forma independente da minha, pelo que sei), e encarando esse projeto.

Fica a sugestão de acompanharem o blog dele para ver como fica (boas chances de ficar legal) e, eventualmente, jogarem o sistema quando ficar pronto. Para quem deseja alguma coisa de RPG sobre o cangaço, já existe o Lajedos e Lagartos (Daniel dos Santos Nobrega), cujo link está indisponível (não sei a razão) e que é bem interessante, também.

O período do cangaço é fonte de uma série de livros, filmes e musicas, sendo Lampião o mais conhecido expoente deste tipo de "faroeste brasileiro", mas que conta com inúmeras figuras intererssantes, reais e fictícias, como Corisco, "O Cabeleira" (personagem-título do livro de Franklin Távora) ou Diadorim de Grande Sertão: Veredas.

Apesar de ser referido como ocorrendo nos seculos XIX e XX, há quem diga que ele se iniciou um ou dois seculos mais cedo (fico devendo a referência aqui, que escrevo de cabeça). O final violento de Virgulino e seu bando, com suas cabeças sendo expostas como troféus até a década de sessenta, foi simbólico como o da morte do cangaço, mas no imaginário popular, e sobretudo em literatura de cordel, Lampião e os cangaceiros estão mais vivos do que nunca, enfrentando até Aliens e Predadores. É uma ambientação poderosa, imaginativa, repleta de boas opções narrativas e que merece um olhar cuidadoso de mestres, jogadores e autores como opção narrativa.

Brega Presley