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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

RPGs de Faroeste:

Há uma série de opções de RPGs que tratam do gênero do Velho Oeste no mercado.
Cada ambientação e regras podem agradar um público distinto, então segue uma pequena lista de sugestões aos interessados.
Dividi este tipo de ambientação em três subgêneros, a saber "Velho Oeste Místico"; "Históricos" e "À Italiana".

Velho Oeste Místico:
São ambientações no melhor estilo do livro de Stephen King "A Torre Negra". Nesta ambientação os personagens enfrentam não apenas pistoleiros e ameaças mundanas como fazendeiros malvados, mas verdadeiras ameaças sobrenaturais capazes de levar horror e morte aos menos preparados. Neste tipo de ambientação monstros habitam os desertos e tanto a religião cristão quanto o paganismo  (sobretudo indigena)são uma arma mais eficaz que a polvora.
Eu não gosto muito deste tipo de solução simplesmente porque acho que muito do divertido dos faroestes se perdem em histórias que acabam ficando com cores demais. Assim como acho a introdução de elfos e dragões em "Shadowrun" desnecessário (o gênero Cyberpunk, em si, já tem elementos suficientes para boas histórias e grande parte do material de Shadowrun não precisava daquilo para ser bom, mas é uma opinião, e cada um gosta do que quiser).
Não creio que seja a opinião da maioria, já que exatamente os RPGs de faroeste e magia são os traduzidos há mais tempo.

Dentro deste tipo de ambientação, destacam-se:

Deadlands: Velho conhecido de muitos RPGistas, é, em minha opinião, uma das maiores promessas do mercado para este ano. A ambientação mistura histórias de terror, Steampunk e pistoleiros mortos-vivos em um clima de ação bastante interessante. No gênero magia e polvora é o unico que tenho maior curiosidade de jogar, mas, de novo, cada um é cada um.
Porque é Fundamental: Porque é um sistema que vai crescer em numero de fãs com a tradução prevista para este ano. E foi o primeiro RPG de faroeste e magia criado.






Faroeste Arcano: Da lista inteira, possivelmente o RPG mais fraco. Não que seja ruim, mas não fornece tantos recursos para mestres como outras opções, e nem inova no gênero de fato. Mas é bem falado e deve agradar fãs do D20 (eu nunca joguei, de qualquer modo).
Porque é Fundamental: Porque traz regras para personagens típicos de fantasia medieval, transpostos para o sistema, e muita gente gosta disso, facilitando a vida dos mestres dispostos a encarar.







Lobisomem: O Oeste Selvagem: Pessoalmente, acho uma excelente opção para quem curte o sistema do antigo mundo das trevas, e pode, com alguns ajustes, ser adaptado até para um gênero mais "realista" de ambientação.  Tem boas idéias de adaptação, mas pessoalmente nada que não possa ser feito já com Deadlands, mas é uma opção, de qualquer modo.
Porque é Fundamental: Porque lobisomens cawboys são divertidos pra cacilda, oras! Desde que o narrador conduza boas aventuras. E porque fala um pouco da perspectiva histórica dos jogos clássicos da White Wof.



Maior Precisão Histórica:
Estes RPGs tem uma pesquisa de fatos historicos e sobre os costumes do período fantásticos. Mais adequados, em minha opinião, para aventuras mais pautadas nos faroestes americanos de até  o inicio da decada de 60, quando a moral era mais delimitada (ainda que de forma questionável). Isso poque o periodo histórico tinham homens que realmente acreditavam que tinham a razão ao seu lado para algumas reconhecidas barbaridades para o padrão atual. Questionamento histórico pode existir aqui, claro, mas não eram questionamentos de fato de ebntão, e se for para ser preciso historicamente, verá que é mais fácil fazer os personagens abdicarem de um senso critico como o que temos atualmente paa  o bem destas aventuras.

1887: Sob o Sol do Novo México: Eu uso bastante este suplemento do sistema OPERA. Além de diversas listas de equipamento, boas sugestões de personagens e armas, é  em português e, como quase tudo que foi feito para o sistema, bem acabado em termos de referências. Só elogios. Quem achar em um sebo ou livraria, pense a respeito de adquirir.
Porque é Fundamental: Porque é em português e uma excelente fonte de idéias. O autor, Marcelo Frossard Paschoalin, fez um trabalho virtuoso com este jogo e é uma excelente amostra de como temos bons autores nacionais.




Boot Hill: Bastante conhecido no passado, e com adaptações e revisões eventuais, traz bom material sobre  o periodo histórico e boas opções de sistema para jogo. Mas, sinceramente, acho que não é um sistema que funcione bem para a ambientação como poderia. Para fãs do sistema.
Porque é Fundamental: Porque é um clássico, e clássicos merecem ser lidos em suas diferentes versões para a gente saber como era e comsão os livros de RPG.



Coyote Trail: Belo material, bem fundamentado na parte histórica, apesar de um sistema que não me convenceu (vou jogar um dia para testar). Dispõe de alguns suplementos com diferentes graus de qualidade. Ainda assim, só o livro básico já resolve boa parte dos problemas de um mestre e ajuda tanto como sistema em si, como fonte de inspiração e idéias.
Porque é Fundamental: Não é. Mas deveria ser. Bom livro, bem escrito, bem pesquisado e que acrescenta um pouco de amplitude de como se jogar RPG a quem se aventura em conhecer.




Gurps Wild West: Também, como o material da OPERA, o GURPS traz boas fontes de inspiração e precisão histórica em seus suplementos. Realista em suas regras, traz o problema de jogadores muitas vezes torcerem o nariz para ele, mas vale a pena ser lido e conhecido e, se for o caso, jogado ou adaptado.

Porque é Fundamental: Traz uma série de informações sobre  o período e acrescenta, aos jogadores de Gurps, novas habilidades e potenciais novas formas de se construir um personagem "cowboy" em qualquer outra ambientação (um personagem baseado na série "Justified", por exemplo, pode beber da fonte com enorme facilidade).

Aces & Eigths: RPG bem "gostado" pelo pessoal, mas um que infelizmente, domino muito pouco. Já dei uma folheada, mas estou precisando sentar e ler de verdade, o que demora porque tenho uma penca na frente. Mas é bem falado, e me pareceu bem completo e com boas regras e ambientação histórica.
Porque é Fundamental: Porque o que vejo de comentários em geral é de um profundo respeito pelo livro, então é uma opção a ser conhecida, sim, e eventualmente jogada por gosta deste tipo de ambientação. 


Espaguete:
Sou um fã de faroeste, mas não os bang-bangs convencionais, onde um herói armado de uma pistola e sua honra ajuda a produzir uma civilização. Sou fã do genero "Espaguete", onde cada herói tem mais defeitos que qualidades, onde a precisão histórica foi chutada para baixo de uma carroça e todo mundo, até as mocinhas, muito se beneficiariam de um banho e uma retirada nos pelos da cara.
Dentro deste gênero há um peso-pesado, da qual sou fã, e outros que tem potencial para mim. É um genero bem mais contestador no geral, com tons de cinza permeando decisões morais e onde uma boa ação pode ser muito mais danosa que uma cruel. O problema do gênero "espaguete" é a facilidade com que cai no humor como força, e isso, em alguns momentos que exigirem uma narrativa mais densa, pode ser uma dificuldade (na verdade, o gênero "Anti-Western" ou "Faroeste Revisionista", se iniciou na década de 50, com algumas produções hollywoodianas, mas tipicamente os bang-bang espaguetes são mais inclinados para esta forma crítica que as produções americanas).

Far West RPG: Opção criada por espanhóis que tenho mas preciso dar uma lida. Tem alguns suplementos e foi feito no começo dos anos 90. Ele tem alguns suplementos, mas é questão de conseguir garimpar por aí.
Porque é Fundamental: Porque muitos jogadores não lêem em inglês mas arranham o espanhol, então torna-se uma opção a mais.
Fora isso, estou curioso para ler porque é sempre bom conhecer coisas feitas por autores europeus (até hoje estou querendo ler o "Capitan Alariste" que a Devir insiste na burrada de não traduzir e publicar aqui). Junto com "Aces & Eigths" é um RPG que conheço muito superficialmente mas que pretendo ler assim que possível.

Dust Devils: Dificil ter muita gente mais fã de DuDe do que eu no Brasil e lá fora. sim, existem alguns doidos, mas estou entre os mais fanáticos por este RPG, sem dúvida, hehehe.
Há enormes qualidades como jogo, bom uso do poquer como sistema de resolução de conflitos e acho, pessoalmente, os "Devils" (na tradução da Redbox, os tais demônios) uma solução de regras espantosamente criativa.
MAS... como qualquer RPG, não vai agradar a todos (por isso inclusive a listagem). No entanto acho que é o RPG que melhor pescou o clima dos faroestes no estilo "Sergio Leone", e merece ser lido e, se possivel, jogado.
Porque é Fundamental: Porque Dust Devils é porreta, traz uma série de inovações ao RPG e a como se fazer uma mesa, e porque poquer é uma bruta idéia resolução de combates.


Wild West Cinema: Um livro que tenho lido, gostado de muita coisa, e que recomendo. Mas não sem algumas ressalvas. Primeiro, o autor em um ponto desmerece  o racismo como algo relevante na guerra civil americana, coisa que, pelo que tenho lido, continua a ser um fator de primeiríssima importância. Afinal a "defesa do modo de vida sulista" só era possivel com opressão de negros feitos escravos e racismo "racionalizado". E há alguns pontos que precisei refazer para meu gosto pessoal, como a lista de habilidades e classes de personagens. Mas é um material com bom potencial para alguém menos chato (de qq modo, publico minhas alterações sugeridas um dia desses aqui). O livro tem uma boa quantidfade de NPCs que facilitam a vida do mestre e é possivel fazer  a ambientação "poeirenta" dos filmes funcionarem sem problemas.
Porque é Fundamental: Porque para campanhas mais longas e para  jogadores que gostam de sistemas um pouco mais deliniados (por exemplo, com uma lista de habilidades) o jogo ajuda eles a se organizarem e  o mestre a penar menos em uma narrativa. É uma alternativa para  o gênero e
pode ajudar, inclusive, fãs de Dust Devils a montarem personagens.


Na espera de sair:

Far West: Um RPG que citei rapidamente AQUI, mas que é uma boa mistura de gêneros irrealistas. FAR WEST é uma ambientação que quase fica over, mas que tem um potencial narrativo bem interessante. O fato é que alguns filmes de kung Fu tinham lutadores em vez de pistoleiros como astros e podem divertir. Ao mesmo tempo, sempre corre-se  o risco de se perder a mão e virar algo meio pastelão, então pense com cuidado como opção (mas pense) se quiser narrar algo no gênero Western.
Ainda não sei que sistema irá usar, mas eles lençaram já um livro bacana de contos em cima do sistema. A conferir.
Porque é Fundamental: Porque tudo fica melhor com Kung Fu.




Guns Of Laredo: Ainda não foi publicado mas se trata de uma adaptação para o sistema de "Barbaros da Lemúria" que, pessoalmente, acho bastante promissora. Quando tiver maiores informações, comento aqui, mas nada impede vocês de correrem atrás por conta, enquanto isso.
Porque é Fundamental: O trabalho de adaptação das regras de "Barbaros da Lumúria" para o capa e espada "Honor + Intrigue" está impecável. Assim, é de se esperar que os fãs do sistema acertem a mão uma vez mais e produzam algo bem interessante.

Seja como for, o sistema de armas de fogo que  o H+I fez já é bom por si sómente,  e não creio que seja fácil, mesmo se nas maõs de algum autor incompetente, conseguir destruir o que já está funcionando.
  A torcida, ao menos, é essa.


PS: Dois avisos: Corrigi um erro em Boot Hill (sinal de que está na hora de rele-lo). Agradeço ao Igor pelo aviso.

b) O Marcelo Paschoalin informa que tem alguns exemplares do RPG ainda a venda. Quem quisr conhecer (e, de novo, recomendo fortemente que fãs do gênero conheçam) entrem em contato com ele NESTE LINK (entre na página em contatos).  

Brega Presley

sábado, 26 de janeiro de 2013

Bang Bang em RPG: Wild West Cinema

Sou um fã confesso de filmes de faroeste, principalmente os "espaguetis", filmes italianos de bang bang recheado de anti-heroísmo, em produções mais baratas e "sujas", que as versões típicas de cowboys americanos.

Parte do meu gosto por estes filmes vem de meu avô, que sentava comigo para assistir "Bang Bang à Italiana" (e filmes de kung fu de baixo orçamento), um programa da TV record nos aureos tempos, especializada neste tipo de coisa.

Meu avô, José Menino Tolosa, me chamava para assitir "aqueles filmes que a bala faz "pzing - pzang" imitando o som típico do ricochete nessas produções. e eu adorava cada segundo.

Na tela vi filmes de atores obscuros a produções com sujeitos como Franco Nero, Jack Palance, Terence Hill, Bud Spencer (que, descobri há poucos anos, ganhou uma medalha de ouro em uma olimpíada), Klaus Kinski, Lee Van Cleef, Giuliano Gemma e, claro, Clint Eastwood.

E, não por acaso, um de meus RPGs preferidos é Dust Devils, RPG que já estão cansados de me ver escrever a respeito por aqui.

Além dele, existem algumas opções interessantes, como "Coyote Trail", "Boot Hill" e o nacional  "1887 - Sob o Sol doNovo México" (de Marcelo Paschoalin, no sistema Ópera), e pelo menos um Gurps que aborda a temática. Existem outros, como Deadlands, um Lobisomem passado no velho oeste e Fasroeste Arcano, mas prefiro me fixar nos sem magias e realidades alternativas, no texto.

Mas no momento vou falar mais de Wild West Cinema, produzido pela Spectrum Games (uma editora pequena).
Com o subtítulo de "Role-playing in a West That Never Was" (um RPG em um velho oeste que nunca existiu) o jogo convida, já de início, ao velho-oeste fictício, re-interpretado a partir das lentes de diretores, e menos preocupado com a precisão histórica.

A capa também é direcionada neste sentido, trazendo "The Men With no Name", o eterno personagem de Clint Eastwood na "trilogia dos dólares". A arte interna , em preto-e-branco, não é de encher os olhos, mas não compromete o jogo e serve ao seu propósito.

Como só encontrei o jogo em PDF (paguei algo em torno de 10 dólares na época) não sei dizer se a encardenação do livro vale a pena.

Diagramação: A diagramação do livro, em duas colunas na maior parte do tempo, funciona bem e deixa o material tranquilo de ser lido.

O livro é dividido em 12 caítulos, que trazem as regras básicas do jogo, construção de personagem, motivação, moral e personalidade (parece ser fortemente influenciado pelo DuDe nisso), uma aventura pronta (que não joguei, mas é bem detalhada) e uma lista modésta de armas e equipamentos. Ou seja, material suficiente para se começar a jogar, mas, para quem gosta de maiores detalhes da ambientação, requer outros materiais de apoio (nada contra, raramente um RPG não precisa disso).

A criação de personagens é rápida. Há no livro 8 arquétipos, de bandidos a pistoleiros intinerantes, cada um com habilidades especificas de sua profissão  e mais 4 habilidades especiais diferentes para cada um (por exemplo, o pistoleiro tem habilidades que favorecem duelos, o bandido sabe abrir cofre, etc).

O sistema de combate é simples: O jogador tem de 3 a 10 pontos em habilidades especificas e rola dois dados: Um "positivo}" e um "Negativo" que, juntos, darão o resultado total e, igualando ou passando a dificuldade, terão ou não resultado.

O resultado e sua margem de sucesso também pode determinar se o personagem recebeu um dano, ou a qualidade do sucesso obtido. Há regras para sucessos absolutos e fracassos absolutos, e alguns pontos de "história", que podem ser somados a resultados durante a mesa, o que pode salvar  o pescoço de alguém em um momento crucial.

De acordo com a regra, o mestre não precisa jogar os dados. Os números de habilidades dos adversários já são o "Target Number", mas pessoalmente  ignoro essa regra, pois acho legal rolar também quando mestro (não atrapalha em nada as regras).

O personagem tem, ainda, TRÊS pontos de vida, sendo que  o terceiro já apresenta 50% de chance de morrer. mas como em geral cada arma dará um dano por tiro, isso é raro de ocorrer.

Suplementos: Nãzo existe nenhum até o momento. Mas dificilmente seriam úteis, ao meu ver.

E os problemas do jogo são:
1) Pessoalmente achei as tabelas de dano mal-elaboradas. O dano de um soco, uma pedrada e uma facada são exatamente os mesmos, o que é ruim, já que jogadores gostam de ter opções.

2) Existem ao todo 32 ilidades secundárias, contra 31 habilidades especiais, o que é pouco. Fora que as secundárias são meio repetitivas, com por exemplo "Constitucion" (que regula a absorção de venenos) e "drinking (Alcool) sobrepostas (afinal, alcool não deixa de ser um veneno). Fora isso, Stamina e Grit existem, também, em sobreposição, o que torna as habilidades menos funcionais do que deveriam.

3) Mas  o pior problema são as classes de personagens. Primeiro, há poucas opções:  "Almofadinha", Bandido, "Padre/ pregador", Crianças, Jogador, Pistoleiro, Índio desgarrado e Vaqueiro Errante"  (sozinho, sem dificuldade, pensei sem dificuldade em mais umas 10 classes (dançarina, vendedor de óleo de cobra, xerife, caçadior de búfalo, mexicano, xamã, ex-escravo, etc). Ou seja, dependendo de suas opções, há pouca diversidade e vai precisar adaptar ou criar algumas classes exstras.

Pessoalmente, ainda,  acho que faltaram regras para escolha de outras habilidades especiais, tornando cada personagem mais único. a mecanica do jogo parece ter se preocupado em fixar 8 habilidades para cada atributo e isso empobreceu algumas opções narrativas.

Mas as mesmas classes de personagens também cometem um grave erro: Deixam de fora "Constiutucion" e uma outra chamada "fear", que por sinal se sobrepõe a "willpower" desnecessariamente. Resultado: das 32 habilidades existentes, pelo menos duas são tão inúteis que nem mesmo os personagens dos criadores do jogo as utilizam.

A impressão geral no entanto, é que o jogo FUNCIONA, mas precisaria de uma segunda edição com esses problemas corrigidos.

Nota 7. Uma opção para quem quer regras mais fechadas do que "Dust Devils", mas em uma ambientação "à italiana" do que as outras opções. Mas é um jogo que, com alguns ajustes,pode realmente fazer uma mesa feliz por algumas horas.


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Bang Bang: Trilhas Sonoras Para sua Mesa




Organizando uma lita de sugestões de Trilhas
Sonora para Faroeste:

A maior parte dos filmes de Faroeste tem um tipo de temática facilmente reconhecível: Uma viola ou guitarra nervosa, alguns trompetes, assobios, trompetes e algo tenso.

Seguem sugestões para trilha, com vídeos, a maior parte de filmes conhecidos ou de referência no gênero (mas não só).




Rápida e Mortal:
Um filme com um campeonato de duelos, com Leonardo de Caprio, Russel Crowe, Gene Hackman, Lance Henriksen e Sharon Stone (em boa forma) tem como ser ruim?
Puts e como tem! MAS... a trilha é bacana.
O thema é melhor, mas optei por colocar uma menos conhecida e também boa.


Tema de Shane:
Ok, filme clássico e fundamental, e  (não se ofendam fãs)  meio chato. Ainda assim tem uma trilha clássica e merece ser citado. E assitam o filme, não confiem em mim.


Sete Homens e um Destino:
Um dos filmes mais "Malboros" de todos os tempos, é ótimo ainda hoje e , pusta que pario, que trilha. Tem um filme de continuação (ou dois)que tem outra musica, mas não supera essa, então deixemos para lá.


Por um Punhado de Dólares:
Musica do Enrico Morricone (GUARDE este nome), que é  o nome mais lembrado quando se fala de trilhas para faroeste. Vou colocar outras sugestões de musicas dele aqui. .(e ...yes, we can fight!)
É o primeiro da "trilogia do Hopmem sem Nome" (filmes em que Clint Eastwood faz um pistoleiro cujo nome nunca é revelado).


Por Mais um punhado de Dólares:
Segundo filme da "trilogia do homem sem nome")

O Bom, o Mal e  o Feio:
Se você ainda não assitiu esse, não merece jogar RPG de faroeste.
 Terceiro (e melhor) filme do "Man Without a Name".
 


"Ecstasy Of Gold", também de   O Bom, o Mal e  o Feio, mas aquio tocado em uma versão que a maioria conhece (ou deveria conhecer, ou não merecem ouvir rock).
E sim, falo do Metallica.


James West: Seriado antigo (tem versões em cores e vers~çoes maiores da musica, certamente). Esqueçam aquela bomba com o Will Smith. O seriado, um tanto datado, é interessante, mas nem todo mundo pode gostar (ainda assim, esqueçam aquele filme, que eu ainda tento esquecer, brrrlll).



Bonanza:
O mesmo que para James West. Datado, tem versões maiores da musica, mas é um clássico. Fala de uma familia dona de uma fazenda chamada "PoNderosa" (É, alguns roteiristas americanos não deviam ter licença para assassinar o castelhano). Seriado que passa no TCM, se não me enganop, ainda hoje em dia.



Blue Brothers: Ghost Riders in The Sky
Esta musica também foi tocada na trilha do Motoqueiro Fantasma. Tem outras versões.



Dead Kennedys: Rawhide
Banda punk tocando o tema de um seriado que (claro, com outra versão) faz lembrar um seriado de cowboys onde Clint Eastwood despontou.




O Dolar Furado:
Um homem sobrevive a um tiro graças a uma moeda de um dolar que absorve parte do impacto. Filme bem espaguete, com Giulliano Gemma.



The Man With the Harmonica:
Tenso o bagaço. Musica do filme "Era uma Vez no Oeste". A gaita aqui é fundamental para a construão da história e a trilha ajuda muito. Bom filme.



Addio a Cheyenne: 
De todas, é a minha preferida. Pouquissimo conhecida, mas explico o porque de gostar.
Quando se ouve a musica é fácil imaginar um pistoleiro entrando à cavalo em uma cidade, de forma despreocupada. Mas tem uma parte , perto do final da música que faz uma grande diferença: A musica dá um "breque", como se subitamente o vaqueiro desse uma ligeira parada ao notar algo ameaçador. É uma sacada bem divertida.



Outlaws "Train":
Para fechar (já tem coisas demais) aconselho a trilha sonora de um jogo antigo da Lucas Artes, "Outlaws".
O jogo teve uma das melhores trilhas de todos os tempos, (a melhor na época) e foi baseada em musicas de faroestes, como as de Morricone. Essa, do Trem, é uma das melhores, mas quase todas são bacanas.



Estas são referências e muitas outras podem ser encontradas em filmes como "Kill Bill",   Os Intocáveis (não [é faroeste, mas tem muita coisa boa ali), ou mais recentes ainda, como "O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford" ou  "Django Unchainned" (será lançado  em dezembro) .

Adendo em 25/09/2012:

Nem tanto pela musica, mas faltou aqui um seriado que acho importante de ser destacado.
Falo de "Dois Contra  o Oeste" ("The Outcasts"), em que, na década de 1970 era um seriado até bem polítizado, e que falava sobre racismo e sua história, ao colocar dois pistoleiros que viviam em um ambiente repleto de preconceito. Lembro deste porque foi um dos primeiros seriados que assisti quando era moleque e que entendi qual era a crítica, não ao passado, mas ao preconceito "selvagem" que existia ainda naquele contexto (começo da decada de 80 não era cronologicamente distante).
Abraços
Brega Presley

Ps: Amanha tem Dust Devils no Saia da Masmorra! Abraços e até lá!




Adendo em 25/09/2012:
Nem tanto pela musica, mas faltou aqui um seriado que acho importante de ser destacado.

Falo de "Dois Contra  o Oeste" ("The Outcasts"), em que, na década de 1970 era um seriado até bem polítizado, e que falava sobre racismo e sua história, ao colocar dois pistoleiros que viviam em um ambiente repleto de preconceito. Lembro deste porque foi um dos primeiros seriados que assisti quando era moleque e que entendi qual era a crítica, não ao passado, mas ao preconceito "selvagem" que existia ainda naquele contexto (começo da decada de 80 não era cronologicamente distante). No mesmo tom que "Kung Fu", mas um pouco mais direto, é uma serie que poucos citam ou se recordam e deixo o registro aqui para, de algum modo, a memória dele se manter um pouco mais.

PS: (Dezembro - 2012) , o Luiz Fernando Peres, deu uma boa baforada com outra lista em http://bafododragao.wordpress.com/2012/12/08/dust-devils-era-uma-vez-no-oeste/ . Muita coisa boa por lá e recomendo uma espiada.

Brega

domingo, 9 de setembro de 2012

Dust Devils: Mais personagens (clássicos) de Faroeste

Agora é a vez de colocar alguns personagens mais "normais" para as mesas.
Abaixo a minha ficha "em branco" que pode ajudar mestres. Faço as fichas usando o paint. simples, rápido e mortal.


Segue:

Personagem clássico de Clint Eastwood, o "homem sem nome" (chamado às vezes de "Blondie") é um pistoleiro frio, com algum senso de justiça, e sempre armado de um charuto. Seu Demônio "Imã de Problemas" é uma forma de definir o omodo de agir do personagem, que sempre se coloca em situações tensas com outros personagens, atrairndo para si atenção da pior espécie.

Personagem de Jodie Foster em Maverich (não useio o nome dela no filme), é uma golpista nata e uma excelente jogadora de poquer.

Tem um filme do Django em que ele carrega uma metralhadora (daquelas antigas, de manivela) em um caixão. Mantive a ideia, mas o caixão pode ser qualquer coisa a ser desenvolvida em uma mesa.

Giulianno Gemma é mais conhecido pelo filme "O Dolar Furado", mas em geral fazia papéis de mocinhos que atiravam puxando o tambor da psitola com as mãos, idéia que pode ser aproveitada aqui.

Grande ator de Bang Bang, ainda que muitas vezes com atuações sofridas, fazia sempre  o papel do pistoleiro um pouco calado, frio e mortal.


Personagem bizarro em um filme de "Sabatta" (Lee Van Cleef)tem um banjo com uma espingarda embutida.

Faixa-bônus: Sabatta e Banjo podem ser vistos nesta cena:



Ainda faço mais uma leva com mais alguns para breve, possivelmente com personagens de Silverado".

Abraços
Brega Presley

terça-feira, 12 de abril de 2011

A Balada do Pistoleiro (Trilha p/ "Bang Bang")

Só pra complementar a postagem sobre "Dust Devils", segue uma sugestão de trilha para quem gosta do gênero. A mais simples e rápida é procurar a trilha do jogo "Outlaws" da Lucas Games (um game com visual de deseno animado). Os dois cds do jogo tinham musicas tocáveis em aparelhos comuns com cerca de 15 musicas ao todo, muito boas para um clima meio faroeste. Mas, se alguém quiser uma trilha mais simples, seguem as que sugerimos: - Tema do "7 homens e um destino" (aka "The Magneficient Seven) - Da banda Charlie Daniel´s a clássica "Devil Went Down to Georgia" - Ranger Jack - Rednex 4) - Tema "Bonanza" 5) - Ennio Morriconni - A Gun for Ringo 6) - Ennio Morriconni - For a Few Dollars More 7) - Ennio Morriconni - A Silhouete of Doom (tem na trilha do Kill Bill) 8) - Ennio Morriconni - Tema de "The Good, The Bad and the Ugly (alias, excelente filme) 9) - Tema de Wild Wild West (James West) - a original e não aquela porcaria com o Will Smith. 10) - A nusica tema de "Die Hard" 11) - Tema de Chaparral O que assistir: Filmes para se sugerir a lista seria imensa, então vou me limitar a 5: a) 7 Homens e um Destino b) The Good, The Bad and the Ugly c) Imperdoáveis d) Silverado e) Era Uma Vez no Oeste RPGs de Apoio (ou a serem jogados per si): Quase todo material que conheço para velho oeste tem uma vertente de terror, mas como é o que conheço, cito sem demora: 1- Deadlands: Bom cenário, uma penca de suplementos e tipos de personagens, sem duvida o mais bacana. 2- Wild West - Aquele do mundo das trevas com lobisomens. 3- Midnight Circus - Interessante e meio esquecido suplemento da White Wolf que podem trazer umas idéias bizarras para um Cisrco de Aberrações 4- Fora do núcleo de terror, um bom material de Faroeste pode ser encontrado no livro-suplemento 1887 - Sob o Sol do Novo México, feito para o Opera RPG (que tem mujita coisa, oficial e não oficial - interessante de modo geral). Este livro, de Marcelo Paschoalin, traz um bom número de armas para o velho oeste, preço e equipamento geral, além de tipos de personagem e até um mapa de uma cidade (e não, eles não me pagaram para elogiar- Infelizmente, hehehe). Recomendo esse acima dos outros para quem gosta de Western mais "puro".


by Brega