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domingo, 2 de setembro de 2012

Entrevista: Druida-filid RPGames Brasil


Heigberg: Qual seu nome e sua idade?

Me chamo Filipe Lauro Dias, mas uso o pseudônimo de Druida-filid. Tenho 32 anos de estrada e muito cabelos brancos já.

Heigberg: A quanto tempo você conheceu o rpg e como?

Conheci o RPG em 1994, através de uma reportagem do Jornal Hoje da Rede Globo sobre o Encontro internacional de RPG. Fiquei louco para jogar, mas não sabia quem tinha. Coincidentemente, no mesmo ano, um amigo que era novato no colégio me perguntou se eu conhecia quem jogava RPG. Eu disse: "Não, mas quero jogar". Ele me explicou que precisava de um mestre e na mesma hora eu topei ser. Assim, comecei a mestrar o D&D, a caixa preta da Grow.

Heigberg: Como surgiu o nome Druida Filid?

Druida-Filid é uma classe sacerdotal entre os druidas que é responsável pela história narrada. Tudo haver com a figura do mestre de RPG. Assim, eu o escolhi como login para meu primeiro email, ja que "filipe" era muito comum.

Heigberg: Quais jogos de rpg você conhece? Tem algum favorito?

Conheco o D&D, Vampiro, Lobisomem, Shadowrun, Cyberpunk 2020, Tagmar, Mythy Blade, ASGARD RPG e GURPS. Sem dúvida, o último foi o que melhor me adaptei por causa de ser genérico e universal.

Heigberg: Como surgiu a idéia do blog? Há quanto tempo ele existe? Qual é a proposta dele? Você é o único autor ou possui uma equipe?

A ideia surgiu quando li uma matéria no extinto Blog do Clerigo. Era um diário de campanha e me inspirou a criar um para o meu grupo. Como tenho muito material próprio arquivado, decidi compartilhá-lo também. Assim, surgiu o RPGames Brasil, que tem a proposta de divulgar o hobbie. Por ser um blog pessoal, era o único autor. Entretanto, às vezes, conto com textos de José Bones, que consegue dar uma quebrada no tom jornalístico do blog.

Heigberg: Você ainda joga? Se sim, qual sistema? E como reuniu o grupo?

Jogo sim. Pelo menos uma vez a cada 15 dias. Sempre como mestre. Reuni o grupo com jogadores da geração que iniciou o RPG no meu bairro. Somos todos amigos. Jogamos GURPS Banestorm. Adoro esse cenário por usar elementos da Terra Medieval.

Heigberg: Você organiza algum evento de RPG na sua cidade? Sabe de algum? Tem pretensões futuras sobre isso? O que acha de eventos de rpgs?

Essa é minha grande falha. Não tenho tino para promover um evento. Participo como jogador, às vezes, do QJRPG-BH ou do clube 7ª Armada. Eles fazem um trabalho muito legal para divulgar o RPG e outros jogos na cena belo horizontina.

Heigberg: Fale um pouco sobre a blogesfera rpgistica e sobre a imagem do rpg na mídia.

O RPG teve a sua imagem queimada com o caso de Ouro Preto, mas ganhou visibilidade na época. Bem o mal, muita gente sabia que o jogo existia dada a repercussão do caso. Além disso, na época, havia somente a Dragão Brasil que editava uma revista especializada de RPG. Hoje, a coisa é pior. A geração atual de RPG desconhece o jogo porque nós, os pioneiros não o divulgamos. Novatos nunca foram bem vistos nas mesas dos veteranos. Graças aos blogs, o jogo está voltando a ter visibilidade. A internet facilitou a divulgação e são os blogs que promovem os eventos, falam sobre os sistemas, novas regras e jogos.

Heigberg: Fale um pouco sobre o mercado nacional e internacional de rpg.

O mercado de RPG é cult. É um mercado de nicho. Quem gosta joga, compra livros e suplementos. Quem não gosta está jogando MMOs, board games ou se dedicando aos jogos de PS3, XBOX, etc. Percebi que as grandes editoras estão investindo em renovar as caras das edições antigas. Um tentativa de conseguir novos jogadores. Além disso, a turma do cenário indie está a 1000 por hora. Os jogos criados por financiamento coletivo estão em alta, mas não são capazes de atingir a massa e trazer uma quantidade expressiva de novos jogadores.

Heigberg: Faça seus comentários finais.
Gostaria de agradecer a oportunidade de falar no Saia da Masmorra. É um excelente blog e fazem um trabalho legal de divulgação do RPG. Deixo o convite para que todos os leitores visitem o RPGames Brasil e deixem seus comentários. O blog é foito para vocês e por vocês. Muito obrigado e até a próxima.


É isso aí galera essa é mais uma leva das entrevistas para conhecermos nossos blogs parceiros! Aquele Abraço. Heigberg, Almirante das Forças Terrestres vulgo Leandro Parejo

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Entrevista: Mestre Veterano


Bom pessoal já faz tempo que tínhamos decidido começar uma sessão aqui no blog sobre entrevistas. Então estou atirando a “primeira pedra” convidando um cara que tá bombando aí na rede com mais de 8 mil “curtidas” na sua página. Estou falando do Mestre Veterano, vulgo Ronaldo Lima que tem 26 anos e é de Fortaleza, Ceará.


Heigberg: A quanto tempo você conheceu o rpg e como?

O meu primo me apresentou o jogo em 1999, quando eu estava aprendendo a gostar de animes, no inicio da febre Pokémon. Eu estava de férias na casa da minha avó e ao encontrá-lo, ele me convidou para participar de um jogo de imaginação, onde tudo acontece "na mente”. Putz, não entendi nada, fiquei "boiando", mesmo depois dele tentar me explicar (sem sucesso) por uns 30 minutos, era tudo muito novo, até porque ele mesmo não tinha muita experiência com o jogo. Isso tudo aconteceu no dia que eles iam para a 2° sessão de jogo de Pokémon para 3D&T, adaptação feita pela Dragão Brasil. O narrador me deixou fazer uma ficha e joguei por una hora acho, infelizmente ele teve que sair e a sessão teve que acabar prematuramente...uma pena por um lado...mas por outro, conheci a coisa mais fantástica a qual já tinha tido contato até então. Foi o suficiente para começar a narrar no dia seguinte, com algumas xerox mal acabadas, entendendo pouco das regras, mas com grande ansiedade de viver mais daquelas aventuras fantásticas!

Heigberg: Como surgiu o nome Mestre Veterano?

Bom, esse nome fez parte do meu Login no MSN durante anos. Desde que comecei a narrar, a galera sempre me chamou de mestre, sempre de forma carinhosa e respeitosa, claro, isso, depois de ter algumas sessões de jogo comigo. Inclusive, mesmo depois de tantos anos, alguns deles que pararam de jogar e que ainda tenho contato, ainda me chamam assim.

Na verdade, o nome da minha página deveria ser crossoverpg, e foi assim nas primeiras semanas, por conta do blog, mas conversando com o mesmo primo que tinha me apresentado ao hobby, ele me aconselhou a usar o termo mestre veterano que já era uma marca minha mesmo, entre a galera. No final das contas, caiu muito bem, o nome mestre veterano ganhou força e está se tornando um símbolo de luta a favor do RPG e isso me enche de orgulho, pois foi o tipo de atividade que sempre quis exercer, mas ainda não tinha tido a oportunidade. 

Heigberg: Quais jogos de rpg você conhece? Tem algum favorito?

Conheço muitos cenários e sistemas, mas ao longo dos tempos fui me aprofundando em alguns.Nunca gostei de ficar estacionado no mesmo estilo de jogo, prefiro estar sempre mudando, inovando.Gosto também de criar meus próprios cenários e sempre faço algumas adaptações nos sistemas de regras. De sistema de regras, fico divido entre o D&D3.5 e o Storytelling. Cenário, curto bastante o Tormenta e Forgotten Realms.


Heigberg: Como surgiu a idéia do blog? Há quanto tempo ele existe? Qual é a proposta dele? Você é o único autor ou possui uma equipe?

Sempre tive a vontade de produzir material de RPG e a internet é uma excelente ferramenta de divulgação, surgiu à oportunidade e resolvi começar a criar. Ele tem uns 6 meses e tem a mesma proposta da extinta Dragão Brasil, incentivar e fornecer material de RPG para galera que joga e trazer novos jogadores para o hobby, além de despertar nos veteranos que estão parados a vontade de voltar a jogar. Sou o único autor e apesar de uma tímida contribuição por lá, as vezes recebo a ajuda de alguns colaboradores. Na parte de imagens, a minha namorada (a Thinna, a mestre guerreira) faz algumas finalizações quando tem tempo, porque são muitas ideias e com ela as vezes consigo dar uma agilizada no trabalho a ser feito. Ela ainda está entrando nesse universo aos poucos, ela já entendia do que se tratava, pois o irmão dela já jogava, mas só veio a ter a primeira sessão dela comigo.

Inicialmente eu criei um blog chamado nerd rpgista com um amigo, mas não deu certo, porque éramos co-autores, mas na verdade eu fazia tudo sozinho, então resolvi criar um projeto solo e não perder a amizade. Atualmente posso considerar como minha equipe, apenas a mestre guerreira, mas tenho alguns outros colaboradores que posso citar: Andre Carvalho, Senhor Zé, Marcelo Marinho, Samuel Ragnuse Laurian, o ladino. Agradeço a força que eles me deram até agora, valeu galera!  Queria agradecer também ao pessoal que visita a página, quando me mandam e-mails.

Heigberg: Você ainda joga? Se sim, qual sistema? E como reuniu o grupo?

Sim, regularmente. Atualmente, D&D3.5, mas sempre estou variando. O meu grupo atual conta com um amigo de infância, jogamos juntos desde o inicio e ao longo dos anos foram entrando novos jogadores no grupo.

Heigberg: Você organiza algum evento de RPG na sua cidade? Sabe de algum? Tem pretensões futuras sobre isso? O que acha de eventos de rpgs?

Tentei montar um bem recentemente, no Cuca Che Guevara, aqui em Fortaleza, mas não deu muito certo. Muita burocracia e incertezas, mas espero que de certo futuramente. Aqui na cidade, atualmente, temos um grupo ativo no Montese, na livraria Feira do Livro.

Sobre os evento acho uma excelente ideia!Cada cidade deveria ter um evento oficial, pois existem muitos narradores e jogadores "orfãos", não jogam porque não tem com quem jogar. Senti isso muito forte na pagina e fico feliz em dizer que ajudei e ainda ajudo a formar muitos grupos, presenciais e online, através dela. Eu cheguei a passar um tempo sem narrar/jogar em vários momentos, no passado, por não ter com quem jogar, depois descobri que tinha um grupo atuante a dois quarteirões da minha casa e eu não sabia!

Heigberg: Vi que você faz diversas montagens com imagens colocando coisas que acontecem nas mesas de RPG de forma engraçada, isso atrai muito publico pelo que tenho visto. De onde saiu essa idéia? Ou é apenas seu jeito mesmo?

Isso também e influencia do Falber Marlon, o mesmo amigo que citei que me acompanha desde o inicio. Eu era excessivamente tímido e serio antes de conhecer ele e o jogo. O hobby me ajudou a apurar o meu senso de humor que aliado a minha criatividade, tem sido o motor propulsor do projeto. 

Heigberg: Fale um pouco sobre a blogesfera rpgistica e sobre a imagem do rpg na mídia. (tem se falado muito nisso ultimamente na blogesfera por causa da novela da record.)

A galera que senta em frente ao computador e gasta algumas horas do seu tempo livre para gerar conteúdo para comunidade rpgistica, está de parabéns!Temos muitos blogs bons e muitos têm até podcasts e isso é formidável! Lamento por aqueles blogs que param no meio do caminho, alguns tem um conteúdo fabuloso, mas estão a meses ou até anos parados.

Com relação a grande mídia, é sempre a mesma coisa, distorções por cima de distorções.Será que não tem um jornalismo sério que possa abordar de forma transparente o jogo no nosso país? Por ainda sermos considerados minoria comparado a outros tipos de públicos, eles acham que podem falar às besteiras que quiserem, sem se preocupar, eles nem pesquisam para saber o que e realmente e nosso hobby. Tolos. A ideia que essas grandes corporações tem é a de que se trata de um público feito apenas de adolescentes, quando na verdade, temos até advogados que jogam!

Heigberg: Faça seus comentários finais.

Bem, eu gostaria de agradecer a galera que curte, comenta e compartilha o material postado no Mestre Veterano. Agradeço as palavras de carinho que recebo por e-mail de muitos seguidores, isso sempre me motiva, sempre ganho um ponto de força de vontade a cada e-mail lido =D.
Agradeço aos meus colaboradores, como citei acima e principalmente, dando muita ênfase, a Thinna, pela paciência e compreensão que mesmo antes de jogar, aceitou a minha rotina lúdica com o meu grupo de jogos e com os trabalhos que faço na internet, te amo nega ♥

Divulguem o jogo para quem estiver interessado, não deixem nenhum tipo de preconceito passar batido, seja na Rebelde ou onde quer que seja veiculado, mostrem para os leigos que não somos um bando de satanistas, vagabundos ou descerebrados. Queremos respeito e a oportunidade de contar histórias e interpretar personagens de forma livre. Também quero agradecer ao Heigberg, vulgo Leandro pelo convite, e fico muito grato ao Saia da Masmorra por fazer parte do meu roll de parceiros.


Sucesso decisivo a todos! Ass. Mestre Veterano! http://crossoverpg.blogspot.com.br/



Espero que tenham curtido galera! E que essa seja a primeira de muitas! Por Heigberg, Almirante das Forças Terrestres, vulgo Leandro Parejo

sábado, 17 de abril de 2010

Mini-entrevista com Guilherme Moraes, da RetroPunk Game Design


Com a notícia de que o Trail of Cthulhu seria traduzido para português, corremos atrás da RetroPunk Game Design para obter novas informações fresquinhas. Guilherme Moraes fez a gentileza de nos dar algumas repostas, na mini-entrevista abaixo. Agradecimentos ao pessoal da RetroPunk pela entrevista. Bom, vamos à parte que interessa.


Olá Guilherme, agradeço a atenção. Podemos começar com você nos contando qual a sua relação com a RetroPunk?

Sem problema, acho importante a oportunidade que vocês estão dando a RetroPunk de falar um pouco mais sobre ela e sobre seus projetos. Eu sou o responsável em fazer a engrenagem rodar, ou seja, se acontecer alguma coisa errada, a culpa é minha (rsrs). Brincadeira. Falando sério, sou o fundador, junto com meu irmão Max Moraes, e ocupo o cargo de presidente da empresa, cabendo a mim a responsabilidade de articular todos os projetos da empresa. Além disso, sou escritor, um pouco de designer, diagramador, tradutor, blogeiro, moço do cafezinho…

Quem faz parte da RetroPunk, e qual a relação de cada um com o mercado de RPG? Como surgiu o estúdio?

Além de mim e de meu sócio, conto com o apoio de Lauri Laux Jr, que a partir dessa semana nos dará uma força corrigindo a parte visual do site da RP, além de ajudar a traduzir muita coisa. O Yon Lima que está cuidando do Savage Worlds para nós, revisando a tradução da primeira versão. Tem o Juliano Oliveira que ocupa o cargo de designer, diagramador e ilustrador. Além dessas pessoas, estamos em negociação com Tony Manicka para ocupar a função de tradutor e revisor de tradução. Há mais algumas pessoas com os quais ainda estamos em negociação para trazer algumas coisas bem bacanas, mas que por enquanto vou manter em segredo.

Quero aproveitar para agradecer a Ivo Helm e a Filipe Sobreira que estão traduzindo o Eclipse Phase Quick Start Rules para a RP (sim, estamos atrasados…).

Trail of Cthulhu não é um RPG muito famoso nem mesmo lá fora. O que os levou a se interessar pela licença? Será que pode nos contar um pouco do que houve nos bastidores?

Eu e meu sócio somos jogadores de ToC. Quer melhor motivo do que esse? Brincadeira, apesar de que há um fundo de verdade nisso. Há anos venho escutando que o Call of Cthulhu será publicado no Brasil, algo que nunca se concretizou. Além disso, traçamos um objetivo para a RP, que é ser considerada a melhor editora nacional de RPG Indie do Brasil.

Em relação à negociação com a Pelgrane, não posso dizer que foi complicado, porém, por sermos uma editora nova, sem portfólio de publicações comerciais, houve um momento que quase não conseguimos a licença, mas no final, acabou dando tudo certo.

O Trail of Cthulhu será lançado como .pdf, livro físico, ou os dois?

Então, em relação à forma de publicação do livro, a primeira opção é a versão física, uma vez que nosso acordo com a Pelgrane estipula que o livro em pdf poderá ser comercializado apenas pela onebookshelf (dona da drivethrustuff e rpgnow), porém, há a possibilidade dessa cláusula ser revista se houver uma empresa brasileira que atenda as solicitações da Pelgrane (que são bem simples pra dizer a verdade) e estamos em negociação com um grupo pra tornar isso possível.

A arte de Jérome Huguenin (blog fora do ar no momento da postagem) é uma marca forte do ToC. Nós a teremos na edição em português? Se não, quais devem ser os novos ilustradores?

Não precisa se preocupar, a arte original também foi licenciada e ela estará dentro do livro, onde é seu lugar.

Quanto a tradução, você poderia dizer quem são os tradutores? Eles já tem experiência no mercado de RPG? São jogadores?

O ToC será traduzido por um grupo de pessoas, todos jogadores, mas que nunca traduziram profissionalmente, porém, a tradução será revisada por Tony Manicka que já tem experiência na área de tradução e revisão.

O sistema do ToC é bem “indie”. Não tivemos, que eu me lembre, nada parecido por aqui. Como você acha que o público brasileiro vai receber o novo sistema?

Será aceito por um grupo seleto, provavelmente. É um sistema e cenário com muito potencial, porém seu estilo é direcionado mais a interpretação do que o estilo habitual de jogadores de D&D 4e, por exemplo.

O press release menciona a possibilidade de produção de material original. Já há algo concreto em relação a isto, ou trata-se de apenas uma opção?

Já existe algo de concreto, mas que será revelado apenas na data oficial de lançamento do ToC.

Qual a posição de vocês quanto a possibilidade de fãs escreverem cenários e postarem gratuitamente em blogs? A Chaousium sempre foi receptiva a isto. A Pelgrane e a RetroPunk apóiam?

Há algum tempo atrás, a RP divulgou um novo slogan: Ser indie é ser punk. Quando criamos esse slogan tínhamos em mente duas coisas: 1. Trazer sistemas e cenários fora do mainstream, e 2. Oferecer oportunidade para escritores nacionais. É dever de todas as editoras brasileiras de RPG apostarem no material produzido por nossos compatriotas. Há muitas propostas bem bacanas perdidas pela internet.

Em relação ao Gumshoe e o ToC, a RP vai apoiar qualquer material para GUMSHOE contanto que, seja publicado como fã e que não seja comercializado. Em relação a Pelgrane, vou conversar com Simon Rogers, mas acredito que eles também não vejam problemas em relação a isso.

Considerando que vocês estão produzindo material para o Savage Worlds (Mundos Selvagens) e que a Reality Blurs lançou Realms of Cthulhu, um RPG lovecraftiano usando o Savage Worlds, há interesse de vocês em lançar material com estatísticas híbridas?

Ainda há uma negociação pendente com a Pinnacle sobre o livro de regras do SW e sobre a licença official para a RP, o que nos “obriga” a caminhar lentamente em relação a qualquer material para o sistema. Em relação ao material híbrico, há necessidade de uma conversa com a Reality Blurs, mas é algo que pode acontecer no futuro, após um bom estudo de caso.

O jogador fã de Lovecraft há anos se decepciona com a demora na tradução do Call of Cthulhu. Você acha que o Trail of Cthulhu deve atrair estes jogadores desalentados?

Dizer que tanto o CoC e o ToC são parecidos é uma mentira, mas há material bem bacana no ToC que pode ser facilmente convertido para CoC e vice versa. Nós esperamos que esses jogadores deem uma oportunidade para o ToC.

O press release da Pelgrane Press fala que a RetroPunk irá produzir “GUMSHOE system games in Portuguese”. Podemos contar então com a tradução de material como Esoterrorists, Fear Itself e Mutant City Blues?

A meta da RP para o GUMSHOE é produzir, primeiramente, três livros para ToC: o livro de regras, o Keepers Resource e o Stunning Eldritch Tales (livro com algumas aventuras). Os demais livros serão publicados com o tempo, mas estamos abertos a parcerias para agilizar o processo.

Igor