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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Veterano: Um conto para Death Cards (Dust Devils)

Insonia é um dos meus muitos problemas.

Quando o sono não vem, sento e leio ou assisto uma penca de inutilidades.

Algumas vezes, eu escrevo.

É por essa razão que tanta coisa que assino vem com toneladas de erros de digitação (um ou outro de ortografia, mas menos do que parece), e algumas idéias meio bizarras.

Foi uma noite dessas que escrevi "Veterano", um poema de guerra em várias partes, de uma vez só.

A tematica é meuio pesada pelo meio do caminho e, por ser um pouco pessoal, é  o tipo de texto que mando para  o Keepp Rolling, meu blog de RPG onde mando coisas que nem eu tenho coragem de postar aqui.

Vou atualizando aqui conforme mandar atualizações no outro blog, mas prefiro deixar os textos em um endereço com algum tipo de restrição para idade. Abraços

Veterano Parte 1

(o link por extenso é:)
http://keeprollingrpg.blogspot.com.br/2012/10/veterano-um-conto-em-varias-partes-para.html

A parte 2 já mandei, também. Mando o resto com calma.

AQUI

Abraços e por enquanto é só.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Monologo de Apocalipse Now

Monologo de Marlon Brando (Walter E. Kurtz) em Apocalipse Now

 O Horror, o horror...! :
A tradução foi feita da melhor maneira possivel por mim, mas erros podem ter ocorrido.
O texto aqui serve mais como exemplo de um personagem vencido por seus demônios internos em Dust Devils "Death Cards", mas creio que possa dar idéias para outros tipos de RPG, como Cthullhu, ou aventuras mais sombrias em que um NPC enlouqueça.

A fala ocorre no final de Apocalipse Now, quando Willard (personagem de Martin Sheen) foi capturado e é prisioneiro.

Segue:

"Eu vi horrores. Horrores que você também viu. Mas você não tem o direito de me chamar de assassino. Você tem o direito de me matar. Você tem o direito... de fazer isso, mas não de me julgar. 


É impossível que se descreva em palavras o que é necessário para aqueles ...que não entendem o significado do horror o que ele significa.

Horror. Ele tem um rosto. E você precisa fazer do horror seu amigo. Horror e terror moral são seus amigos. Assim eles não serão inimigos a serem temidos.Eles realmente são inimigos.


Eu lembro quando era das Forças Especiais, no que parecem fazer séculos. Nós estávamos em um campo para vacinar crianças. Nós deixamos o campo, após vaciná-las contra poliomelite, e uma velho veio correndo até nós, e ele estava chorando. Ele não conseguia compreender. Nós estávamos lá e eles vieram e começaram a arrancar cada braço que houvesse recebido uma injeção. Então eles fizeram uma pilha de pequenos bracinhos.

Eu me lembro, eu chorei.  Lagrimas me  escorreram como uma velha. Queria arrancar meus dentes. Eu não sabia o que queria fazer. E eu quero me lembrar disso. Não desejo esquecer jamais. E então eu entendi. Como se tivesse levado um tiro, meio como se fosse atingido por um diamante, uma bala de diamante direto em minha testa.


E eu pensei, meu Deus, a genialidade daquilo. A genialidade. A força de vontade de se fazer aquilo. Perfeito, genuíno, completo, cristalino, puro. E então eu percebi que eles eram mais fortes do que nós. Porque eles podiam fazer aquilo sem serem monstros. Eles eram homens, treinados, que lutavam com seus corações, que tinham famílias, que tinham crianças, que eram preenchidos de amor, mas eles tinham a força, força... de fazer aquilo.

Se eu tivesse dez divisões destes homens nossos problemas terminariam muito rapidamente. Você deve ter homens que são morais e ao mesmo tempo, capazes de utilizar seus instintos primários para matar sem remorso, sem paixão, sem julgamento, sem julgamento... porque é  o julgamento o que nos derrota."


(Mosca voa)


"Minha preocupação é que meu filho não compreenda o que eu tentei ser. E, se eu tiver de ser morto, quero que alguém vá a minha casa e conte tudo ao meu filho... tudo... tudo o que fiz, tudo o que você viu, porque não eu deteste mais do que o rastro de mentiras. E se você me compreende, Willard... você fará isso para mim."

(O texto, ao que me consta, foi feito pelo próprio Brando, de improviso)

Ps: Estou preparando algumas fichas para Death Cards. Quando aprontar, mando aqui. Abraços!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dust Devils Vietnã em PDF

Atualizei e acrescentei algumas coisas nas postagens aqui, sobre Death Cards (Dust Devils para o Vietnã, cenário não oficial).

O arquivo está zipado, com uma imagem com algumas armadilhas vietnamitas, e uma ou outra imagem que pode interessar (pouca coisa).





O arquivo está AQUI

Ou, por extenso, se der algum tilt:
http://www.4shared.com/rar/ddm2K3lv/dust_devils_Vietnam.html?

Lembrando que ele não é independente, e é preciso o livro Dust Devils" da Redbox para ser utilizado (o PDF oficial tá 10 pilas, bem baratinho, vai).

Abraços

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Os VERDADEIROS Dust Devils no Vietnã:

Uma Coincidência um Tanto Interessante:

Depois de arrumar o Dust Devils "Death Cards", adaptação da Guerra do Vietnã para Dust Devils,  descobri um esquadrão de operações especiais, o 21o.  Esquadrão de Operações Especiais" cujo apelido é ..."Dust Devils".

O esquadrão, criado na segunda guerra mundial, operou de 1968 a 1975 (pelo menos) em diversas operações, como resgate de soldados, fotografar locais de interesse militar, infiltrar tropas em território inimigo, carregar suprimentos, suporte aéreo para operações em terra e navais,  transporte de tropas.

Pelo que li, eles tiveram uma série de "baixas" (eufemismo para mortes motivadas por politicas militares estúpidas) nessas operações.

 É uma daquelas coincidências sem significado algum, mas que leva a gente a um susto quando descobre. Bizarro, para falar  o mínimo.

Achei um pouco sobre eles na Wikipédia,  AQUI , e deixo o link caso alguém tenha alguma curiosidade sobre eles. 

Brega Presley

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vietnã: Trilha Sonora do Inferno



Se me deixarem, coloco umas 40 músicas aqui.

Vou limitar a 10 indicações. E sim vou deixar coisa pra cacilda de fora. Infelizmente.

Mas a postagem já vai ficar enorme assim.


Simbora começar:


1) The End: dos "Os Portas", é um clássico do rock e gosto da id[éia de começar com um clipe assim. Fez parte da trilha de Apocalypse Now.

2) Surfin Bird, de uma "banda de um scucesso só" "The Trashman", foi usada na trilha sonora de "Full Metal Jacket" e nos exertos humorísticos da TV pirata sobre uma série inspirada no seriado "Combate". É boa para combates.

3) Revolution: Uma das melhores músicas dos Beatos: João, Paulo, Jorge e Esquisitão.
Deixo aqui a versão do "Across The Universe", que mata a pau. É legal a letra sobretudo porque mostra uma espécie de cisão de metodologias de enfrentamento da guerra e na luta por mudanças de políticas mundiais:

4) Vietnam Song: Coutry Joe And The Fish

5) Cavalgada das Valquírias: Cena ANTOLÓGICA.
Adoro o som de Wagner no Café da Manha!

6) Hino Americano: Hendrix, esse menino sabia uma coisa ou duas de guitarra, não? Bom, para quem não sabe (se alguém naõ sabe) essa apresentação mistura ao som do hiono americano o som de bombas, o que caousou (e causa) furor, e é referência sobre musicas relativas ao Vietnam, Woodstock e, claro, tio Jimmy.

7) Blowin in the wind   (Peter Paul & Mary): A versão na voz de Bob Dylan é por demais conhecida (e melhor que esta). Mas um pouco de outras versões torna a presente lista um pouco menos monótona. 


8) Magic Carpet Ride: Steppen Wolf 

9) Buffalo Springfield - 

10) Born To Be Wild Steppenwolf em sua melhor forma. Apesar de geralmente ser associada mais a motociclistas e ao filme "Easy Rider", foi feita em 1968, em plena guerra do Vietnã, e condiz bem com algums cenas possiveis em uma mesa abordando a guerra.


11) We Gotta Get Out Of This Place  - De The Animals, com cenas de Hamburguer Hill. 

(Pô Brega, não eram só 10? Eram, mas se você acreditou em mim, tenho um terreno na Lua baratinho pra vender) .


PS:Tem uma matéria bacaninha no Whiplash sobre rock e Vietnã, se interessar.

Play RPG, Don´t Play the War

Brega Presley

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Armas no Vietnã: This is My Rifle! This is My Gun!:

Esta postagem não tem o objetivo de fazer adaptações a sistemas diversos, mas apenas listar e trazer a referência visual de algumas delas.

Boa parte do material colhido foi obtido no interessante site  IMFDB  que é um site que fala de armas em filmes, games e seriados e sempre tem imagens e textos úteis para mesas de RPG.


Como Adaptar:
Além das soluções mais obvias de mexer nas armas mais parecidas em cada jogo e sistema, sugiro o livro "Edge Of The Sword - Compendium of Moderm Firearms" de Kevin Dockery. Ele traz peso, velocidade e outras medidas, e um sistema de como transportar isso para jogos como Cyber 2020, Hero System, Call of Ctullhu, Twilight 2000 e D20 System.

Há, ainda, o livro "Guia de Armas de Fogo", de Marcello Del Debbio e Norson Botrel, pela editora Daemon, mais conhecido dos jogadores brasileiros, que abrange também armas para os sistemas da White Wolf, Daemon, Shadowrun e Gurps.

Um suplemento do Gurps  (4a. Edição) chamado "Seals in Vietnam" (Hans Christhian Vortisch) que deve ajudar bastante, mas não cheguei a ler (ainda).

Leve em consideração a cadência de tiros por minuto e divida pelo tempo de cada turno em determinado sistema, e se for o caso, aplique danos semelhantes aio de armas já descritas no sistema. Preço e disponibilidade também variam de acordo com cada sistema epoca.


Outras fontes:
-Este SITE tem alguma coisa a mais e um pouco de informações adicionais.

-Há também outros materiais interessantes, como uma adaptação não-oficial para o RPG Ópera, mas que não consigo mais achar  o link no momento.


-Para armadilhas "vietcongues" sugiro este   Site Australiano , que traz imagens e rápida descrição de seus efeitos, o que deve bastar para a maioria das preparações de aventuras envoltas com o tema.

Pistolas e Revolveres:
M1911A1
Smith & Weasson Model 10




Rifles & Escopetas: 
M14: Até onde sei, usado mais em situações de treino, sendo substituido pelo mais robusto M16 no conflito em si.





M16: O rifle de assalto mais comum entre os americanos.







SA Vz.58.  (é a arma usada pela franco-atiradora em Full Metal Jacket)





A famosa AK-47, em uma de suas várias versões. Foi largamente ustilizada pelos "Vietcongues" no conflito.





Norinco Type 56: Outra arma muito utilizada pelos exércitos do norte, não era incomum vir com uma baioneta espetada em sua ponta.






M1 Carabine: Arma que aparece em Apocalypse Now Redux na mão de colonialistas franceses. Não sei se é historicamente preciso, mas fica como sugestão.




Remington 860: Escopeta







Ithaca (Escopeta)


Metralhadoras:


M60 Metralhadora pesada, mas relativamente portátil. Muits vezes era a metralhadora a bordo das laterais de um helicóptero americano.








Browning M2HB (Metralhadora pesada): 
Montada sobre veículos (tipicamente tanques americanos) 






GE M134 Minigun: Arma pesada em vários sentidos, disparava uma quantidade absurda de tiros por segundo. Gastava muita munição em função disso, mas nem por isso deixava de ser útil.



DShK: Arma montada no solo, e usada contra aeronaves em geral.





Armamento Pesado:



M72 LAW: Uma espécie de "mini9-bazuca" (me perdoem a falta de termos mais tecnicos).






M79 (Lançador de Granadas): Com um sistema simples de mia, podia ser uma arma eficaz na mão de soldados americanos.




B-40: Um RPG (Rocket Powered Gun) muito usado por vietcongues. Era uma das principais armas usadas contra helicopteros americanos.





M3 Artilharia aérea: Lançador de misseis acoplado a helicopteros americanos






Granadas:





M26: Granada de fragmentação











M67: Granada pesada de fragmentação












Granada de Fósforo Branco: Uma das armas mais calhordas da guerra. O fósforo branco (WP ou "Willy Pete no jargão dos soldados) é uma bomba de fumaça que é altamente inflamável, causando queimaduras terríveis.
Salvo engano (preciso de confirmação), era uma arma que pegava fogo sem se extinguir em contato com o ar. Ou seja, uma vitima desta arma que pulasse em um lago ou rio, deixaria de queimar apenas en quanto estivesse submersa. Ao sair de dentro da agua, voltaria a se incendiar.





Outras armas:

NAPALM: Uma esspécie de "gelatina" de gasolina, que se gruda à pele de suas vítimas, causando grandes ferimentos. Lançada tanto de aviões e helicopteros como servia de combustível para lança-chamas.

Agente Laranja: Usada como "desfolheante" em árvores (limpando a visão de helicopteros), era um produto altamente cancerígeno. Há locais, ainda hoje, no Vietnã, que contém indices alarmantes desta substância. Recebe o nome porque era solto em uma fumaça alaranjada. Também causa má formação em crianças.

Minas Terrestres: Minas são um pesadolo no pós-guerra, porque mesmo anos ou décadas depois do término de um conflito, algumas ainda se mantém ativas e acabam por matar ou mutilar crianças e inocentes. Mas, enquanto recurso de um arsenal, era utilizado no Vietnã, e com bastante eficiência. Basicamente, o modelo aprimorado do período era composto de duas minas. Uma, mais profunda, que acionada empurrava a de cima para fora da terra, e a segunda, que explodia a seguir na altura dos soldados, causando sérios danos.

Booby Traps: Os Vietnamitas são, historicamente, excelentes em armadilhas simples e eficazes. Desde armadilhas com "pregos" de bambu rotatórios que perfuravam em vários locais um soldado inimigo (não o matando, mas incapacitando para lutar e atrasando um batalhão), a folhas com venenos que irritavam a pele, e mesmo armadilhas adaptadas à modernidade, com tubos de misseis reaproveitados e pendurados para espalhar granadas, granadas drento de rios, encobertas pela água, e armadilhas em portas e portões, acionados ao se abrir ou se entrar em um recinto. Algumas delas estão descritas no  Site Australiano , com imagens, já citado em "Outras Fontes".


A imagem acima é referência ao título da postagem e ao filme "Full Metal Jacket" (Nascido Para Matar)onde um sargento explica a diferença entre nomenclaturas e seu uso.

Brega Presley

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Death Cards: Vietnã para Dust Devil 2/2

A segunda parte é referente a sugestões de regras diversas.

Estou organizando um PDF com os cenários de Sabacc, Death Cards, e um terceio, ainda sem nome, adaptando o cangaço brasileiro para Dust Devils.
Quando acabar, disponibilizo.

Se agradar ao leitor, deixe o clipe abaixo rolando, enquanto lê  o texto. Abraços.


 Adaptando Termos e Regras:

Crupiê: Aqui, carinhosamente denominado "Sargento". Sem sugestões para  o papel do  "Narrador" (jogador que assume a narrativa em momentos específicos), aqui.

Os Quatro Naipes:
Optei por seguir as mesmas características dos naipes do jogo original. No entanto, dei uma mudada nos nomes:

-Sabre (Espadas): O Sabre é usado como símbolo de tradição militar em inúmeros exércitos. Aqui representa a capacidade física ligada à destreza de um personagem. Equivale a "Punhos" no jogo original.

-Mira (Ouros): Define a percepçao do personagem e sua capacidade cognitiva. Equivale a "Visão" no jogo original.

-Culhão (Paus): Exatamente a mesma coisa que no jogo original. Coragem sob fogo, ser macho, enfrentar  o inimigo são situações ligadas à ter ou não culhão, mesmo que isso não seja anatomicamente preciso, no caos de personagens femininas.

-Coração Púrpura (Copas): O mesmo que coração, mas aqui um lembrete da famosa condecoração do exército americano.

Demônios: O Inferno na Selva
A lista original sugerida de demônios se encaixa muito bem aqui. Sugiro, na medida do possível, substituir os termos originais por versões mais "no clima". Por exemplo, em vez de "matador", cabe a mesma característica denominada "Natural Born Killer" . No entanto, há também possibilidades bem específicas:

-"Pacifista": (que também é um passado sugerido, mas cabe em ambos os casos), onde  o personagem ganha bônus ao tentar NÃO usar uma arma.

-Chapado: para personagens viciados em alguma droga e sob efeito da mesma (similar ao demonio "uísque).

-Comediante: Se você leu Watchmen, já entendeu. Trata-se de um soldado que usa o humor negro como forma de "interagir" com a loucura da guerra. Posar ao lado de inimigos mortos, fazer tiro ao alvo com cachorros, ensinar "charlies" a correrem melhor, atirando em cima deles com uma metralhadora em um helicoptero, etc. 

-Senhor das Armas: para personagens com grande conhecimento de armamentos (não necessariamente em usá-los).

-Ardil 22: Nome de um famoso livro. no caso seria um equivalente ao termo brasileiro "171, por exemplo, em um personagem com certa tendência a tentar se dar bem em cima de outros, ou que se sinta angústiado com a "prisão" moral que a guerra representa, os descaminhos de ordens oficiais, etc.

Passado e Presente x Especialidades:
Uma vez que o presente da maioria dos soldados será a mesma: Lutando em uma guerra no meio de uma selva,  substitui-se o “Passado e Presente” por “Passado e Especializações”.

Além disso, em vez de um passado e somente UM presente, sugere-se que um passado e  até DUAS especialidade possam ser escolhidas. Os mesmos quatro pontos devem ser distribuidos entre elas, mas isso permite uma diferenciação maior entre especialidades de soldados.

Há uma série de passados possíveis, mas uma vez que o personagem seja um soldado, poucas possibilidades de especialização. Assim, sugerimos “passado” para o personagem e até três especializações, em um total de 4 pontos a serem distribuídos. 

Passados Sugeridos:     
Esportista, Professor de Colégio, Pugilista, Membro de Gangue, Universitário, Filho de fazendeiros, Mecânico, Pescador, Ator, Escoteiro, Coveiro, Engenheiro, Pacifista, Filho de “comunistas” (inocentes- ou não- acusados pelo Macarthismo), Médico,  Açougueiro, Valentão, Nerd, operário, Disc Jockey, criança de rua, Jovem Patriota, Filho de político, Hippie, Celebridade (como um esportista ou artista famoso).

Especializações ("presente") Sugeridas:
Operações Especiais, piloto de helicóptero, piloto de lancha, Correspondente de guerra (do exército ou de algum canal civil), operador de Rádio, Franco-Atirador, Especialista em Infiltração e Reconhecimento, Fuzileiro, Médico, Capelão, armadilhas Punji (estacas), Especialista em Cultura Vietnamita, Artista Marcial, Hierarquia Militar (Sargento, Tenente ou Capitão), Puxa-Saco, Enfermeira, Artista de Entretenimento (cantores ou modelos da Playboy que iam a shows para soldados), Piloto de Avião de Carga, Traficante, Assassino (forças especiais), Paraquedista.


Colar de Orelhas: as nossas "Fichas":
Por uma questão de morbidez, optou-se por chamar as fichas aqui de “Colar de Orelhas”.

Foram comuns relatos de uso de orelhas de inimigos como "troféus de guerra" macabros no Vietnam. Algumas fontes afirmam que tudo não passa de invencionisse, mas Pedro Cip (autor do excelente "Faces da Guerra"), que foi meu consultor na elaboração deste material, e tem um vasto conhecimento sobre história de guerras no século XX já diz que existiram, sim. Acredito nele.

As funções e usos de cada "orelha" são exatamente as mesmas de uma ficha, mas com um pouco de humor negro em meio à loucura generalizada. 

Traços:
A maioria dos sugeridos em Dust Devils deve se encaixar muito bem, com pequenas modificações. Em vez de rápido no gatilho, "Dedos Leves" por exemplo, fora o que "Sargentos" e jogadores inventarem darão conta de boa parte desta necessidade.

Só sugiro aqui um que pode agradar: 

-Olhos de Sanpaku (termo japonês):
São olhos mortos, sem expressão, que significam, na prática, que  o sujeito já viu morte e desgraças demais, ficando com uma ausência de expressão. Em termos de jogo isso pode representar tanto um personagem que ganhe bônus em ações de neutralidade, que não seja incomodado por mortes e desgraça, frieza, etc.,  e como “penalidade” um certo afastamento emocional do mundo, o que pode complica-lo em situações de relação com soldados de hierarquias diferentes, ou mesmo com situações envolvendo sedução.

Cenários (Plots) possíveis sugeridos 
(alguns cenários podem evidentemente ser misturados)

1) Treinamento: Durante o treinamento militar algum tipo de conflito acontece. Um sargento pode se mostrar um psicopata, ou mesmo um outro grupo de soldados, que podem  ter excessiva rivalidade, os personagens podem tentar planejar uma fuga, ou se saírem melhor que a média para terem uma posição de comando, etc. “Full Metal Jacket” é um filme bom para dar embasamento para isso.

2) Novatos na Guerra: Os personagens acabaram de chegar na guerra e precisam aprender o que puderem para sobreviver.

3) Saigon: Os personagens ganham um fim de semana fora do inferno. Prostitutas, bebedeiras, uma possível falsa acusação de traição e terroristas podem fazer com que o fim de semana seja especialmente infernal. Ou encontrar e copular com uma coelhinha da Playboy em um labirinto urbano pode ser mais difícil do que parece.

4) Laos: A guerra vai de mal a pior. E sobreviver e fugir de um território pode ser a façanha mais difícil que o grupo já realizou. Equipamento malconservado, mapas desatualizados e mesmo fogo amigo podem ser recursos preciosos aqui.

5) Rio Acima: O grupo precisa subir em um rio dentro do território inimigo para uma missão como sabotar uma ponte ou retirar um general de alta patente. Pode ser interessante sobre tudo se todos os outros torpedeiros que encontrarem estiverem fugindo do local para onde se dirigem.

6) Buraco de Rato: Em uma vila vietnamita, encontrar, entrar em uma rede de tuneis dos Charlies e eliminar a todos.

7) Infiltração e assassinato: Um ex-major agora é um traficante de drogas e um bem-intencionado (porém mal assessorado)  militar de alta patente decide que é hora de acabar com essa vergonha.

8) Alvos Fáceis: Um ou mais franco atiradores está reduzindo o pelotão a um monte de sacos pretos ambulantes. Descobrir onde o atirador está e eliminá-lo é o objetivo aqui.

9) Uma noite sob Fogo: O grupo foi encurralado pelo inimigo. E precisa sobreviver uma noite inteira enquanto aguarda reforços ou resgate.

10) Pecados de guerra: O grupo presenciou sem querer crimes de guerra. Se falarem serão alvo do grupo criminoso. Se não falarem também serão. E o pior, ninguém irá acreditar ou se importar se contarem.

11) Prisão: Sobreviver às duras privações em um campo de prisioneiros inimigos, e escaparem vivos, é o objetivo da mesa.

12) De volta para casa: Este cenário pode ser especialmente difícil de ser desenvolvido. Basicamente seria uma mesa com as dificuldades de um grupo de veteranos de volta para sua casa se adaptarem a vida civil. Uma ideia aqui seria a mesa girar em torno de uma série de conflitos mal resolvidos (a mulher estaria gravida dele ou teria engravidado do soldado antes dele voltar? Como se adaptar a um escritório ou sala de aula depois do horror da Guerra? Como apoiar uma guerra que mutilou o soldado, ou como lidar de forma adequada com o demônio violento que repousa dentro de seu coração?).

A mesa, aqui, seria mais adequada para jogadores que tivessem jogado “Death Cards” algumas vezes, se possível reconfigurando seus próprios personagens, e como “mesa final” no cenário. A melhor forma de se conduzir uma mesa em um caso assim seria para um conflito final entre o personagem e um de seus demônios internos quaisquer, se possível tendo uma cena final girando em torno de algum tipo de conflito psicológico ou físico (um tribunal, reféns em uma loja fast food, policiais perseguindo os personagens, etc.).
O RPG “Fiasco” talvez traga algumas boas ideias para este caso específico.

Munição:
Onde encontrar inspiração?

Bibliografia:
Como a presente adaptação tem menor preocupação com armamentos, hierarquia militar, táticas e afins, sugiro a busca em material como filmes (veja lista abaixo), e no livro, em inglês, mas acessível “Vietnam War” de Clive Gifford.

Verbetes como os da Wikipédia podem ajudar e , até onde me consta, estão suficientemente apurados para a maior parte das necessidades, mas há inúmeros sites em inglês e português que devem ser uma mão na roda.

Sugiro que busquem termos como "Vietnam War Weapons", "Vietcong Traps", "Tuneis Vietna", "armas Vietna" e "historia conflito Vietna", " My Lai" e "Ofensiva de Tet", que já devem dar bom material. Destes, busquem o que chamar a atenção para maiores informações.

Mas para já dar algum alento, sugiro que comece com este (em inglês): Cartas da Morte

Filmes sugeridos:
1)- Apocalipse Now: (Redux, se possível):  Imprescindível. Se não tiver a versão “Redux” fique com a original, mas traz uma excelente capacidade de ambientação para mestres e jogadores.

2)- Platoon: Fala da relação dentro de uma tropa e sobre excessos cometidos. É interessante por trazer algumas das técnicas dos “Charlies” também.

3)- Hambúrguer Hill

4)- Heaven & Earth: Interessante por abordar não apenas o conflito, mas a dificuldade de superação deste, sob os olhos de uma vietnamita casada com um soldado.

5)- Pecados de Guerra: Filme sobre violências (sexuais inclusive) cometida por soldados americanos.

6)- Rambo (1 e 2): No livro original, Rambo morre. Mas em Hollywood, o incompreendido soldado vive e retorna para a selva do Vietnã. O segundo filme é bem ruim e tendencioso, mas é referência, fazer  o quê?

7)- Good Morning Vietnam: É interessante por abordar um pouco da vida em Saigon.

8)- Nascido Para Matar: Um de meus preferidos. É tanto uma critica ao treinamento emburrecedor do exército, como um pouco sobre como era ser repórter de guerra e como era desproporcional – a ponto de ser ridícula – a diferença entre o poderio de forças americanas / FNL.

9)- Nascido em 4 de Julho: outro filme sobre o difícil processo de readaptação de soldados. Não assisti, confesso, mas dizem ser bom.

10) Rescue Dawn (O Sobrevivente): O filme passa boa parte do tempo traduzindo a dureza da vida de prisioneiros americanos.

12)-Tigerland: Outro filme que aborda bem a questão do treinamento.

13)-Fomos Heróis: Indicação de Pedro Cip, que fala muito sobre os primeiros momentos de guerra do Vietnã, as capacidades de ambos os lados e a previsão de uma guerra mais sombria e longa do que muitos imaginavam.

14)-O Franco Atirador: Outro que, infelizmente, nunca assisti, mas é referência e deve contar de uma lista.

15)-Across The Universe: Inclui por gosto pessoal. O interessante aqui é mostrar  o endurecimento de movimentos contra a guerra nos EUA. Pode ser substituído sem prejuízos por “hair “ peça ou filme). O clipe abaixo, com a musica Strawberry Fields Forver, é antol[ogica.Hhá outras excelentes, como a do hospital de veteranos, ou a versão no filme de "Revolution", que recomendo, igualmente.


16)-Air America (este último, apesar de não tratar do período da guerra, pode ajudar a trazer idéias para aventuras após o conflito).

Musica: Tem tanta coisa que nem saberia direito por onde começar, e dá pena porque muita coisa boa ficaria de fora.
Mas, vamos lá: Se estiver perdido, comece porThe End, dos The Doors (o paradoxo é intencional) e siga seu faro e gosto pelo Youtube nas indicações deles.

Um dia, com calma, faço uma postagem só com clipes de musicas para Death Cards.

Ficha (as originais de Dust Devils podem ser usadas sem problemas, lembrando que as da Redbox ainda tem um recurso de preencimento diretamente no computador):



Brega Presley
(A primeira parte está aqui: Parte 1
(se der tilt no link, segue  o mesmo por extenso: http://saiadamasmorra.blogspot.com.br/2012/10/dust-devils-death-cards-vietnam-e-seus.html )

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Dust Devils: Death Cards: Vietnã e Seus Demônios (1/2)


( Esta adaptação já foi previamente comentada em outra postagem Aqui)  


Dust Devils:Death Cards

(Uma adaptação não oficial)

Esta é uma adaptação de Dust Devils para cenários de guerra modernas, sombrios como a Guerra do Vietnã. Apesar de alguma preocupação com elementos históricos, a ideia do jogo é colocar jogadores na pele de soldados em meio a um conflito violento, sem sentido e muitas vezes pouco compreendido em seus aspectos práticos pela “inteligência” do próprio exército.

(Dust Devils é um RPG criado por Matt Snyder e publicado no Brasil pela Editora Redbox. O presente material não é oficial, não tem fins lucrativos, e, tal qual o original, tem uma preocupação mais ficcional do que uma reprodução do momento histórico, no caso, a guerra do Vietnã).




O nome “Death Cards” vem das cartas de baralho jogadas sobre inimigos mortos - reais ou supostamente associados 1- “vietcongues” (termo usado pelos americanos, mas jamais assumido como próprio por vietnamitas) durante a guerra do Vietnã.

A Ambientação:
As mesas podem ser  interpretadas tanto na pele de jovens americanos- visão eternizada em bons filmes, sobretudo Apocalipse Now  e Platoon – como podem trazer novos elementos para a realidade da mesa, como serem um grupo de guerrilheiros vietnamitas resistindo e fazendo sua “guerra contra os americanos”, ou mesmo em versões diferentes de nacionalidades, como franceses colonizadores, ou do exército da França no primeiro “conflito da Indochina” (o segundo foi  o mais conhecido, dos exércitos  americanos).
Os personagens podem ser não apenas soldados, mas espiões, jornalistas, pilotos de avião de carga, ou qualquer personagem que tenha sido, de algum modo, testemunha ocular do conflito.
Um bom épico se faz, afinal, a partir de grandes provações e grandes desafios. Uma guerra traz o que há de melhor e o de pior na humanidade (o último, infelizmente, com maior frequência), e algumas guerras são excepcionalmente férteis no imaginário social enquanto símbolos deste período. Algumas guerras são vistas como heroicas, como a segunda guerra mundial, enquanto outras são vistas como uma tragédia, como a guerra do Vietnã.

Um  pouco de História:
A Guerra do Vietnã foi um conflito que abrangeu não apenas o conflito americano, nem somente o Vietnã, sendo preferido por alguns os termos “Guerra da Indochina”. E o que chama, até hoje, a atenção para este conflito é o aspecto psicológico e traumático para a imensa maioria dos envolvidos. Ainda que a presenta adaptação se evolva mais com os lados americanos e Francês das dificuldades do conflito, sem dúvida que o lado dos exércitos e população vietnamitas também sofreram um enorme custo emocional e material com o conflito.

Os franceses  “colonizaram” o país na segunda metade do século XIX, mas com a Segunda Guerra Mundial, a invasão alemã na França forçou uma mudança radical das suas  políticas externas, tanto por razões de diplomacia como, evidentemente, pela ausência de um exército para “defender territórios franceses” (um eufemismo para a situação em que a França perdeu parte do poder de fogo para manter ocupação e invasão em outro país).
A Indochina é uma região composta por Vietnã, Laos e Camboja, e estes territórios foram perdidos pela França nas décadas que se seguiram. Pior para eles, um movimento nacionalista, o Viet-minha (“Liga vietnamita ) começou uma série de ataques e se consolidou como luta armada ao longo da segunda metade da década de 40. Um dos líderes do movimento, Conhecido como “Ho Chi Minh” (“Aquele que Ilumina”) tornou-se o principal articulador da resistência. Os objetivos eram claros, retomar  o país das mãos “Imperialistas ocidentais” (algo que parece um chavão, mas no caso é um termo perfeitamente aplicado), e a França se viu enfiada no primeiro “lamaçal” conhecido como “Primeira Guerra da Indochina”.

Em 1954, uma convenção em Genebra determinou que o país fosse “momentaneamente” dividido em dois (a parte do norte sob controle de Ho Dhi Minh, e a do sul sob os cuidados de um político  boneco de manobra francês, enquanto eleições se organizariam no país para decidir a quem caberia o governo, afinal.

Os americanos ainda estavam ressabiados por causa da Guerra da Coréia, e um dos discursos que surgiu era a chamada “Teoria do Dominó”, onde se a “onda comunista” não fosse freada, um após outro país na região cairiam sob os cuidados de governos “vermelhos” (China e URSS eram outros dois exemplos).

Os franceses, na prática, foram derrotados, e os brios americanos, em plena fase de “caça às bruxas” entendia que seu modo de vida seria ameaçado, que isto fortaleceria de algum modo a ameaça que os soviéticos representavam, ou seja, os americanos, que ganhavam status de grande potência mundial, e se viam envolvidos em uma série de jogos políticos e militares com a “Cortina de Ferro ”perceberam que precisavam assegurar seu osso de todas as formas disponíveis.

Do lado soviético, e sobre tudo chinês, o mesmo tipo de interesse nascia. Ter um país ideologicamente pareado com seus próprios interesses era interessante e fortalecia de várias formas suas próprias doutrinas e politicas.

Ou seja, não haviam inocentes entre os grandes agentes políticos mundiais, e isso não pode ser desprezado, nem historicamente, e nem se tratando de um jogo que traz aspectos psicológicos como ponto forte  (para ações de espionagem recomendo fortemente a adaptação “Death Wish” que consta do livro traduzido pela Redbox).

A partir do encontro em Genebra, todavia, foi ficando claro que as eleições pendiam para  o norte, e os americanos passaram a apoiar grupos separatistas Vietnamitas (na região ao sul),  inclusive com soldados enviados para “treinamento”, mas quando a verba e material começaram a se mostrar insuficientes, criaram um artifício, o suposto ataque a um de seus navios (hoje, reconhecido como embuste) e fizeram aprovar a “Resolução do Golfo de Tonquim” que considerava tal ação um “Ato de guerra”, justificando, assim o envio de tropas, a partir de 1964.

Assim como fizeram os franceses, o exército americano superestimou seu poderio militar e a capacidade dos atos de guerrilha. Uma das ações mais espetaculares que o exército “vietcongue” utilizava, eram engenhosos túneis, chamados de “buracos de rato”. Outra forma eficaz de resistência eram armadilhas que abriam buracos no chão, com pequenos troncos giratórios, não necessariamente matando o soldado, mas inutilizando sua perna, causando infecções (muitas das pontas de bambu eram acrescidas de elementos como fezes). Outros tipos de armadilha incluíam venenos que causavam fortes irritações nas peles de soldados inimigos, ou armadilhas, usando tubos de lança-mísseis descartados por americanos que espalhavam granadas por uma área. O uso de fuzis “Kalishnikov”, de projeto russo (admirados até hoje por sua simplicidade e resistência) eram distribuídos e lança-foguetes disparados de locais diversos no meio da floresta eram o inferno de pilotos de helicópteros americanos.

Os americanos, por outro lado, dispunham de excelente material militar, que ainda que bem utilizado, não dava conta da mesma plasticidade que o exercito inimigo tinha. Fumaças coloridas, técnicas de uso de helicópteros como forma de transporte e resgate, lanchas, uso de armas como Napalm, Agente Laranja (um desfolhador que tem como efeito causar câncer – e independentemente de bandeiras) ou mesmo bombas de fósforo e lança-chamas eram material disponível.  Rádios eram importantes para facilitar a comunicação das tropas, pedir bombardeios em áreas específicas e coordenação de ataques, mas o grande problema é que nada disso trazia conforto para a moral das tropas.

O uso gradual de drogas, violência contra oficiais, neuroses de guerra e protestos de civis americanos contra o Vietnã eram uma mostra de que nada parecia estar fazendo sentido naquele conflito.

Em reforço a essa ideia crescente houve a ”Ofensiva de Tet”, uma série de ataques de guerrilha perpetradas pelo “norte” que atacou cidades e pontos chaves dominadas pelos americanos e consideradas “seguras”. Durante algumas semanas o domínio de partes importantes de território foram perdidas e o discurso até então de que os americanos poderiam vencer a guerra, se mostrou cada vez mais difícil de sustentar.

A televisão e os jornais  mostrava a cada vez, horrores piores, como colares de orelhas (que realmente existiram), monges incendiando os próprios corpos, crianças nuas correndo após um ataque de napalm, e oficiais atirando a queima-roupa em  civis.

O exercito americano apresentava soluções pouco plausíveis, como “bombardeio de camisinhas extragrandes”,  para “minar a moral dos Charlies” (termo comum para combatentes “vietcongues”), as já citadas “cartas da morte”, e outros recursos pouco dotados de brilhantismo.

Ao mesmo tempo, tornava-se nítido que o exército americano estava nos limites de sua capacidade psicológica. Um episódio conhecido como “Massacre de My Lai” (recomendo que procurem conhecer ) em que habitantes de quatro aldeias (My Lai era uma destas)  foram metralhados e assassinados com requintes de crueldade, é uma amostra disso.  O episódio, que só foi evitado de ser levado com ainda mais crueldade pelo piloto americano Hugh Thompson Jr, foi um dos mais lamentáveis atos de genocídio cometidos.

Certamente que a crueldade existia no outro lado. Uso de mulheres ou crianças como “bombas”, que explodiam ao alcançarem helicópteros americanos que só queriam ajudar, doutrinação, tortura, e os campos de prisioneiros do exército da “Frente Nacional de Libertação” (o nome oficial para o exército do norte) não fazem deles mais éticos e humanitários. E, voltando ao jogo, estes são elementos que podem ser explorados com facilidade (se tiver estomago) em uma mesa.

(Nota: Há muito mais sobre a Guerra em uma centena de livros e textos. O resumo acima é apenas para ajudar mestres e jogadores a se familiarizarem com o contexto histórico).

Nos próximos dias trago as adaptações de regras sugeridas, ficha e outras coisas, facilitando a transposição do jogo.

Abraços.

Para a continuação da postagem: Parte 2
( Se der algum problema com o link, segue ele por extenso: http://saiadamasmorra.blogspot.com.br/2012/10/death-cards-vietna-para-dust-devil-22.html )
Brega Presley