O Saia da Masmorra tem o prazer de convidá-los para mais um evento lúdico de 2014, e teremos muitas atrações maneiras entre boardgames e mesas de RPG, a partir das 13:00h.
Começamos informando que no dia 11.10, como já foi amplamente divulgado durante a semana, teremos uma demonstração do card game PIGN - Pequenas Igrejas, Grandes Negócios. Portanto, se você quer conhecer e jogar o jogo, venha ao evento. As partidas irão ocorrer durante o evento, e pretendo que tenhamos ao menos duas partidas se tivermos jogadores para isso.
E após o informativo, o SdM tem o prazer de lhes apresentar as mesas previstas para esse mês:
Este mês levarei ao nosso querido Saia da Masmorra uma mesa de um sistema que eu realmente duvido que alguém conheça. Se chama The Babylon Project. Esse foi o primeiro (e difícil de encontrar) sistema de RPG oficial da série de TV Babylon 5.
Mesmo que não conheça pouco (ou nada) sobre a série, sinta-se bem-vindo para explorar uma situação de intriga e investigação, com um pano de fundo de Ficção Científica!
História
Em um determinado momento, a humanidade entrou em contato com outros seres inteligentes na galáxia. O primeiro contato foi com os Centauri, uma raça muito parecida com os Humanos. Logo, através dos Centauri, adquiriram tecnologia para viajar entre as estrelas.
Com as constantes guerras (inclusive a guerra contra os Dilgar, liderada pela Aliança Terrestre) e disputas militares no cenário galático, a ideia do Projeto Babylon surgiu, mas foi deixada de lado inicialmente. Até que a humanidade teve seu primeiro contato com os Minbari, uma misteriosa raça que se mantinha alheia aos assuntos das raças mais jovens.
O pessoal do Space Dragon de Igor Moreno (RPG que saiu pela editora Redbox há pouco mais de um ano), está desenvolvendo um jogo de Mechas para os sistema.
O Fast Play já pode ser baixado e pode ser encontrado rapidinho na comunidade "SPACE DRAGON" no Facebook.
A arte e as regras são de André Mousinho, com a ajuda do próprio Igor (projeto gráfico de Dan Ramos).
(Salvei um pedaço de uma das imagens só pra dar agua na boca de vocês)
Ficaram curiosos para ver a imagem e o livro inteiro? Vão pra comunidade e baixem o livro, seus lerdos!
A comunidade ainda discute assuntos como Ficção Científica, ajustes e mudanças de regras, novas armas sugeridas para o sistema do Space Dragon, e serve para apurrinhar o Igor para ele agilizar o bestiario da ambientação.
por falar em Space Mechas, não sei se alguém já comentou esse filme antigão. Reza a lenda que ele foi feito com refugos do "Universal Soldier" e é muito, muito ruim. Mas as lutas de Mechas meio que ainda funcionam.
De qualquer modo, isso é só pra mostrar pra molecada como ser nerd nos anos 80/90 era frocks!
Esse trailer é fake, mas o filme está mesmo sendo produzido
Um dos melhores livros de Ficção Científica de todos os tempos, "Ender´s Game" (aqui lançado como "O Jogo do Exterminador")deve ser lançado ainda este ano.
Comentei sobre isso, uns meses atrás, mas agora, relendo o primeiro livro e um que conta uma história paralela ("Ender´s Shadow") voltei a me empolgar.
Ao todo são uns 11 livros, mais meia duzia de minicontos, abordando diferentes aspectos no futuro e no passado, bem como no presente" do livro inicial (e não li todos ainda, mas vou tentar fazer isso antes do filme).
Traduzido para o português somente três livros:O Jogo do Exterminador, Orador dos Mortos e Xenocídio (pode ser que tenham traduzido mais algum, mas não encontrei), mais o conto original "Ender´s Game" que saiu em alguma Isaac Azimov Magazine.
"O Portão do Inimigo é Para Baixo!"
Ender Wiggin é um "terceiro", um filho caçula de uma familia que já tinha o numero máximo de crianças permitida (2), mas que parece ser geneticamente promissor e é permitido pelo governo. Seus irmãos , Peter (um quase sociopata) e Valentine (uma Maggie Simpson) são, respectivamente, violento demais e gentil demais, mas Ender é um promissor candidato a crescer e se tornar um gênio militar, em uma possivel invasão dos alienigenas Insecta, que já atacaram a Terra por duas vezes.
Ele é enviado para uma escola militar em orbita onde é continuamente desafiado pelos professores a desenvolver todo seu potencial. E isso ocorre na base do "vamos colocar todos os alunos contra ele".
Em muitos aspectos o livro lembra um bocado o excelente "Senhor das Moscas", ao tratar de uma sociedade prioritariamente de crianças e seus papeis sociais (os adultos estão na estação, mas tem importancia enquanto supervisores, somente). Ambos os livros parecem uma negação dos ideais russonianos, já que as crianças são personagens complexos, capazes de atos violentos tanto quanto afetivos, e parecem compreender a natureza dos jogos de forma nada inocente.
A diferença é que neste os adultos não trazem a ordem para a molecada, mas os estimulam a serem ainda mais FDP.
Simbolos de alguns dos "exércitos" de crianças nas salas de Zero G.
A história é bem fechada, e apesar dos combates em gravidade zero e boas subtramas políticas e teorias conspiratórias, que devem funcionar bem em um roteiro cinematográfico e cenas de ação, boa parte do livro é ligada a percepções pessoais principalmente de Ender (em uma estação em órbita onde as crianças treinam). Estas já não devem funcionar tão bem e mesmo que o filme fique bom, recomendo fortemente o livro.
Um outro ponto alto do filme devem ser as imagens de um jogo de fantasia que as crianças jogam, em uma espécie de "lousa" computador e troca de mensagens eletrônicas (sim, o livro, escrito na década de 80 prevê os tablets e as redes sociais), que, como tudo na história, tem uma série de elementos bem mais significativos do que a aparência.
Gostaria de saber como vão fazer o visual dos aliens, os "Insecta" e como serão as eventuais imagens de batalhas espaciais.
PS: Han Solo, aka Harrison Ford, está no filme!
Bom sinal.
Ps2: Inicialmente deixei o video acima como sendo do filme. Cai nessa, mas está bem feito, então deixo ele aí até ter um trailer "honesto".
Agradeço ao Marcos Bolton por me avisar do engano e evitar que persistisse no erro.
Criado por um tal "OtaKing77077", o curta (fan made), de cerca de 2 minutos é muito superior ao meia-boca "Clone Wars" por dois bons motivos:
Em primeiro, foca um periodo muito mais rico e interessante, que é o dos episódios clássicos. Sempre achei uma forçada de marketing capenga tentar fazer de Clone Wars o mesmo tipo de sucesso instantâneo que a trilogia "nova esperança" foi.
E, em segundo, o visual é muito melhor do que aqueles bonecos que parecem feito de madeira digitalizada. tudo bem que o ator de Darth Vader na prequal não é o cara mais expressivo do mundo, mas piorou bem na animação oficial.
A parte visual, ainda, reforça um conceito visual de "Space Battleship Yamato", reparem só, para quem não conhece esse clássico:
A idéia nem é tão nova, já que já houve um manga de adaptação para star Wars uns anos atrás (e, pelo que lembro, ficou bom), mas a realização desta animação ficou impecável.
Boa pedida para os fãs (os mais velhos como eu, podem cantar a musiquinha junto, que tá liberado).
"Os Trípodes" (The Tripods) são uma trilogia de FC de John Christopher (pseudônimo de Samuel Youd)que giram em torno de uma invasão alienígena e da luta de adolescentes para expulsar os inimigos para fora do planeta.
Até aí, ok, mais do mesmo, MAS... a série tinha algumas coisas bastante originais.
Primeiro, a invasão não foi feita tanto na base da força militar, mas sobretudo através do controle mental.
Os seres-humanos, ao completar 14 anos eram "entoucados", ou seja, recebiam um "implante" de controle alien, em uma cerimônia que marcava a vida entrada na vida adulta de uma pessoa, que passava a ser bem mais passiva, conformada e menos inventiva do que uma pessoa normal.
Para os adolescentes não-entoucados a cerimônia apresenta-se como objeto de desejo tanto quanto de medo, uma vez que era perceptivel a mudança de
comportamento de amigos pós-entoucamento.
Em segundo, os aliens em si não aparecem de pronto. Somente suas máquinas, os gigantescos Tripodes (o autor fã de H.G. Wells) aparecem de forma um tanto opressiva boa parte do tempo.
E, por fim, a sociedade é quase medieval, uma vez que qualquer tecnologia após revolução industrial é totalmente destruída e mal-vista.
Neste cenário surge Will, o protagonista, que junto com amigos, atravessa o mar da Inglaterra para o continente europeu em busca de um refúgio nas "montanhas Brancas" (Alpes Suíços)onde um grupo escondido de rebeldes humanos se esconde e tenta reverter o quadro da invasão.
Uma das grandes sacadas do livro é descrever os vestígios de nosso mundo aos olhos de um adolescente quase medieval, que fica maravilhado com relógios de precisão tanto quanto acha a idéia de "se usar vapo para mover objetos" dada por um amigo, um bocado estúpida.
O primeiro livro se encerra com o final desta busca e se chama "As montanhas Brancas" (White Montains")e o segundo é "A cidade de Ouro e Chumbo, onde uma missão de reconhecimento em uma cidade alienigena ocupa boa parte da trama. O grande trunfo do livro, aqui, é a descrição da sociedade alien, e a boa construção da cultura e da fisiologia que estes invasores teriam (como sua preferência para objetos multiplos de três, em vez dos pares que nós, bípedes, preferimos), pequenas dicas de rituais de acasalemento, política e religião.
O Terceiro livro é "O pço de fogo" (ou "O Charco de Fogo")que descreve um engenhoso plano de destruição dos alienigenas, mas é o livro mais fraco da triilogia principal.
Um "quarto" livro, na verdade uma "prequel", chamada "quando os Tripodes Vieram, é uma tentativa do autor com sucesso relativo, de explicar, afinal, como aliens que não dominavam maquinário aéreo teriam, afinal, invadido a terra. Vale a pena, mas só para fãs.
Os livros foram um relativo sucesso, resultando em um seriado da BBC (só duas temporadas), o mais caro da história da rede, aliás, devido aos custos de efietos especiais (fracos para os dias de hoje, mas certamente suficientemente bem feitos e trabalhados para o inicio dos anos 80).
Está série me rendeu uma excelente mesa de RPG usando o "Dredd" para a prequel (ideal devido a tensão que queria gerar nos jogadores - todos adolescentes de 11 a 16 anos), mas certamente a trilogia oficial dá uma excelente campanha de RPG "low tecnology".
Usando tecnicas narrativas de estranheza (como descrever um carro como "uma carruagem sem cavalos", ou gigantescas construções por quilometros sem fim para falar de uma cidade como Paris, ou mesmo "estranhos ovos pesados em um tuinel debaixo da terra" para falar de granadas encontradas em um metrô abandonado, dão um bom clima.
A cultura, exótica e estranha, dos "tripodes" também dá espaço para uma estranheza agradável nos jogadores, sobretudo porque quase ninguém com menos de 35 anos deve conhecer a trilogia. Devo usar Gurps para isso, creio 9lembre-se de minimizar o uso de armas e combate para os personagens).
O seriado e as capas dos livros facilitam enormemente a parte de referêncial visual, mas aconselho que os tres livros principais sejam lidos ANTES de se iniciar a campanha 9ou ao menos, os dois primeiros).
Houve também uma série em quadrinhos, mas não consegui ler muita coisa e parece mediana, somente.
"Feliz Dia do Entoucamento!"
Em português os livros foram publicados pela coleção "Volta ao Mundo", mas não localizei a editora. Aqui há um link do livro a venda em um SEBO, se ajudar, em São Paulo. O "prequel", no entanto, não localizei (tenho uma edição de bolso em inglês, somente).
É possivel comprar os livros "eletronicos" na amazon, pelo que chequei, e recomendo, porque são dificieis de serem encontrados mesmo em sebos (mas é em inglês).
O seriado é, possivel de ser comprado em DVD (2 temporadas), mas tbm podem ser assistidos no Youtube (em inglês)desde o primeiro episódio (coloquei um para verem como era). Não se assutem com o visual descolorido, já adianto.
A quem se aventurar, de narrar, ler ou de assitir, bom divertimento.
Brega Presley
Faixa Bônus: O Culto dos Tripodes:
Este documentário (em inglês) fala rapidamente sobre a realização do seriado, as diferenças que queriam ter para com o já popular "Doctor Who" e como driblaram alguns problemas técnicos "roubando" material de colega,s hehehe. Abraços
Nosso SdM de 16 fevereiro de 2013 tem as seguintes mesas já programadas: Wild West Cinema: Um rpg de faroeste à italiana (Brega Presley). "Vamos a Matar Companeros": Uma mesa de faroeste que contará como transformar chumbo em ouro!
D&D Basic do Moldvay: Mesa de Dungeons and Dragons (Diogo Nogueira : Um clássico dos anos 80!
Gurps Noir: Com (Max de Carvalho). "Play Gurps Again, Sam!".
X-COM: Uma aventura baseada em um game famoso, adaptada ou para gurps ou para daemon . Será uma mesa diferente pois terá uma narrativa dupla, com o Edson aqui do Saia da Masmorra, e com o Antonio.
AD&D: Outra mesa confirmada será uma de AD&D, com uma adaptação para os sistema do mundo "Dominária", do card-game, Magic, the Gatering, com David Brazil mestrando.
Desafio dos Bandeirantes: Mesa do Arthur, que já mestrou DB antes, dessa vez com direito a mapa e trilha sonora.
Velho oeste, Noir, ficção científica, Fantasia medieval. Vá e um RPG brazuka! Várias opções bacanas!
----------------- Nossos encontros são mensais e ocorrem em ipanema, junto a livraria Point HQ. Dia 16 de Fevereiro Horas: 14:00 Endereço: Visconde de Pirajá, 207 (no espaço do terceiro andar).
O Saia da Masmorra é uma iniciativa de jogadores e mestres que se propõe a levar jogos diferentes, alternativos e antigos , para serem jogados.
Nosso lema é "Se você tem coragem de mestrar, nós temos coragem de jogar!".
Venha jogar RPG. Ambiente climatizado, familiar e perto do metrô.
Apesar de algumas boas surpresas, no geral acho o Tom Cruise bem chatinho.
Minha torcida, portanto, é que "All You Need is Kill", previsto para 2014 me surpreenda.
O que me animou para o filme foi a imagem divulgada um par de semanas atrás, onde ele usa um exoesqueleto bombado, o que sempre me dá idéias em RPG Cyberpunk.
O conceito da história é baseado em uma novela homonima de Hiroshi Sakurazaka, de 2004, em que um personagem fica preso em um looping temporal na véspera de uma invasão alienígena e vai, pouco a pouco, aprimorando suas habilidades de combate.
Evento Saia da Marmorra de novembro/12 chegando, e a partir de hoje, irei postar um release de cada uma das mesas cujo os mestres me detalharem o conteúdo.
O Luciano "Tolkien" já fez um excelente release sobre sua mesa de Senhor dos Anéis, e agora na sequência postarei o release da mesa do nosso brother Jonata Rubio, que estará mestrando no novíssimo sistema Savage Worlds. A adaptação dessa mesa sci-fi será no cenário de uma série de muito sucesso, que agrada a gregos e troianos desde seu início: Stargate SG-1.
A mesa estará disponível para até cinco jogadores, e segundo o próprio Jonata, começara às 14:00h em ponto.
Os pcs fazem parte da unidade SG-21, um grupo formado por membros de vários países, e que depois de quase seis meses de treinamento, finalmente recebe a sua primeira missão.
A dois dias o Comando de operações descobriu mais um planeta classe M, estranhas construções foram vistas antes do drone ser abatido. A missão dos pcs será investigar o que aconteceu e se isso representa alguma ameaça a segurança da Terra.
Será que teremos um novo Coronel Jack O'neil? Será mais uma trama armada pelos Goa'uld? Que segredos e mistérios este planeta guarda? Venha descobrir!
Para quem não conhece a série, Jonata colocou a disposição duas fontes de referências:
Joguei ontem o Space Dragon (ed. Redbox, de Igor Moreno) e gostei bastante (agradeço ao Alexandre do grupo dos Supernerds por mestrar).
Não vou resenhar, porque não li, só deixar minha impressão geral:
Não domino necas de D20 e afins, mas o sistema funciona bem para o clima épico" da ambientação.
Sobretudo, a ambientação em si, é excepcionalmente bem bacana pelo clima propositalmente Pulp de FC. Explosões ouvidas no vácuo, naves espaciais sque mais parecem barcos, "nadar" no vácuo como se estivesse imerso em um líquido, e classes de personagens e regras, aparentemente, que permitem adaptar tudo e qq coisa, fazem dele um RPG nostálgicamente divertido.
Uma das idéias que surgiu é usar, quando comprar e ler, adaptar Camelot 3000 para o sistema.
Seja como for, fica a dica dos seguintes filmes que devem dar idéias a mestres:
Star Crash já adaptei para It Came From The Late Late Show, em agosto ultimo, mas deve funcionar ainda melhor em Space Dragon.
O Abismo Negro" filme de 1979, feito como "resposta" à Star Wars" com uma excelente premissa e uma realização capaz de envergonhar Papai Disney. É dificilimo de se encontrar, mas é um clássico importante.
Forbidden Planet é um clássico necessário de ser assistido a fãs de filmes de FC. E uma excelente fonte de aventura e idéias para mesas de Space Dragon. Recomendadíssimo, possivelmente o mais "pulp" dos filmes indicados.
(O dia que a Terra Parou": Refilmado um par de anos com o ator Keenu Rivers, o original é EXCELENTE. E tem a famosa frase, repetida por Ash como homenagem em "Evil Dead 3" (cena do cemitério) "Klaatu barada nikto"
E, claro, a musica tema de Flash Gordon pelo Queen, que sempre ajuda.
Um dos melhores livros de todos os tempos "Ender´s Game", de Orson Scott Carson, irá para a telona em 2013.
Ender´s Game´Trata de Ender, um garoto minigênio que nasce em meio a uma guerra com os "insecta" (da primeira tradução, antes de sair pela Devir), alienígenas que parecem se comportar como uma gigantesca colméia.
O livro fala sobre um treinamento super-intensivo, onde ele é levado a enfrentar situações diversas em uma estação espacial (como sobreviver a garotos mais velhos com tendências sociopatas)após duas e perigosas tentativas de invasão.
As idéias e desdobramentos dos combates em gravidade zero são excelentes e devem ficar bacanas na telona (esperemos).
O meu medo é ser confundido com um "Hunger Games" da vida, mas é sempre um risco que se corre.
A Devir foi a responsável pelas traduções mais recente do livro e uma ou duas das várias continuações. Não li inteira a tradução porque ainda tenho os que sairam pela "Zenith" uns 20 anos atrás, mas deve estar boa. Recomendo.
Já que andamos mandando bala em trailers esses dias, seguem mais dois:
Esse aqui parece até um pouco com "Eclipse Phase".
Eles bem que deviam um filme decente depois das duas continuações péssimas feitas (ok, a armadura do III é bacana, mas o filme é muito ruim).
Faixa Bônus: Uma cena do "Ice Pirates" só pelo gosto da velharia da coisa. É um filme despretencioso, com boas cenas e recomendado a quem está atrás de umas idéias.
Esqueçam Space Balls. Mel Brooks é para os fracos e sem fé na força!
Tenham culhões e tirem 13 minutos de suas vidas para se deliciar com "HardWare Wars"!.
Feito em 1977, e com o efeito de sabre de luz mais criativo que já vi (sem falar no mais barato) foi a primeira paródia de Guerra nas estrelas já filmada.
É capaz até de ofuscar em ruindade (no caso, proposital) o famigerado "Especial de Natal".
Os nomes, os Defeitos Especiais, as falas, são um prato cheio para fãs do filme original e, pessoalmente, jamais tinha ouvido falar (e olha que já ouvi falar de muita porcaria nessa vida, ou vocês acham que tenho esse apelido à toa?).
Tá, muita gente pode ter ouvido falar nisso por aqui, mas cacilda, POR QUE ninguém havia me falado disso antes?
Como diria o Parejo "Brega, esse treco é a tua cara!" (e como sempre, quando ele diz isso, é melhor ficarem com medo, enfim...)
Recomendadíssimo.
O filme tinha como frase promocional a frase :
"You Will Laught, You Will Cry. You will say five buck goodbuy!"
Acho que é um excelente resumo da "película". Faixa bônus:
O filminho foi feito em São Francisco (em 1977 ou 1978) e é narrado por Paul Frees, que também narrava os trailers do filme. O filme é também a paródia de Star Wars preferida de George Lucas (mas APESAR disso, é bom).
Quem tiver curiosidade para saber mais, dá uma sapeada na Wikipédia: http://en.wikipedia.org/wiki/Hardware_Wars
Vi hoje um trailer de um seriado chamado " H + - The Digitl Series" que é bem interessante e, obviamente, dá um excelente plot para uma aventura em Abismo Infinito, Eclipse Phase e, obviamente, Cyberpunk 2020.
Em um futuro próximo um novo tipo de tecnologia permite que as pessoas "vivam" conectadas. Idéia bem bacana... até que o sistema dá tilt e a maior parte da população "Pifa" e fica inconsciente.
O seriado consta como sendo de 2011, mas pessoalmente não tinha ouvido falar até agora.
No site Omelete tem o link de dois episódios on-line (curtos)liberados para o Youtube. Não tenho maiores informações (e se algum leitor tiver, sou todo ouvidos).
Pelo que entendi os episódios sairão às quartas.
Não custa lembrar que nosso encontro deste mês será em cima de jogos de Ficção Científica, no dia 25 de Agosto, às 14 horas, na livraria Point HQ de Ipanema
Estreia em uma semana o "Prometheus", e ainda não vi, obviamente.
Mas pelo menos uma coisa no filme irá deixar o universo expandido desatualizado: A sua origem.
SPOILER: Siga por conta e risco
Nas versões originais de Ridley Scott e na de Cameron, os aliens haviam sido descobertos e transportados na nave dos "Pilots" quando algo deu errado e eles foram infectados. Isso nos filmes, não fica claro, mas pelos comentários e roteiros originais, os pilotos de Ridley eram apenas coletores de espécies, nçao criadores de mundos. Para Cameron os ovos aliens eram uma espécie de "bombas biológicas". O universo expandido tem algumas histórias odne os Pilots eram algo bem mais agressivos que interessados no bem-estar universal, concordando mais com a visão de Cameron.
A versão atual, agora, conta que nao apenas os Aliens sçao fruto de tecnologia alienigena, como, indirretamente, similar ao mito de Prometeu, a caixa de Pandora é aberta, de certov modo, apos a humanidade lidar com uma nova tecnologia.
Em outras palavras, a origem dos aliens, agora, será mais relacionada a nossa espécie. COMO exatamente, só vendo o filme, que espero com grande expectativa, mas de qualquer modo, essa ver~sçao vai jogar no lixo boa parte do material expandido.
Primeiro, teremos os AVP (filmes, games e gibis) totalmente inutilizados. Se os Aliens só surgirçao no futuro da espécie humana, nçao faz sentido, em nossos dias, os "yautja" (predadores) caçarem os mesmos, se eles não existem ainda.
Em segundo, uma série de quadrinhos exclusivos de Aliens ~vçao ficar sem sentido. Primeiro porque a anatomofisiologia dos bichanos perderá o sentido, Além disso eles não terão enxames expalhados por moutros mundos, nem serão tão adaptáveis por forças evolutivas.
E por fim, a temática dos filmes vai estar ligada muito mais a uma versão de terro "lovercraftiano" do que para "Rambo no Espaço" (por mim, tudo bem, sou muito mais fã do primeiro filme que do segundo).
Faixa-bônus: Certamente muita gente vai querer usar o filme para sessões de RPG. Minha sugestão é que usem, quem puder, o excelente Eclipse Phase, que deve dar conta, tanto enquanto sistema, quanto em termos de ambientaçao de fundo e clima de terror hightech das mesas.
Fora isso, um oputro sistema que parece MUITO promissor é o Abismo Infinito (que tem um quickstart liberado AQUI . O jogo deve estar a venda em breve pela Retropunk e uma boa promessa do mercado (agradeço ao Marcos "Salsa", da RPG no Fim do Universo pela dica).
Ou "Por Que todo Nerd Deveria Ler Mochileiro das Galáxias":
Ok, para quem não sabe, 25 de maio é o Dia do Orgulho Nerd. Nesta data também se comemora o "Dia da Toalha".
A origem do Dia da Toalha é a seguinte:
Nos livros da série "Guia do Mochileiro das Galáxias" ou simplesmente "O Mochileiro das galáxias" para quem leu na primeira tradução da década de 80, a TOALHA ocupa posição central.
"Todo caroneiro" diz mais ou menos o Guia (escrevo de cabeça, li essa série umas dez vezes ou mais) "deve carregar uma toalha:"
"Primeiro, porque se um não-caroneiro ver que você tem uma toalha, vai ficar admirado e pensar "Essa sujeito Dumpal viaja pelo universo inteiro com apeas 30 dolares altarienses ao dia e ainda tem uma toalha? Incrível!"
-Em segundo, a toalha serve para defesa. Uma chicotada de toalha pode ser uma arma mortal na mão de um expert.
-Em terceiro, uma toalha é a única proteção eficaz contra uma Besta Voraz de Vraal, um animal terrível e feroz, mas buirro feito uma porta. Se você cobrrir sua cabeça ele não irá atacar você, acreditando que, se VOCE não cosnegue vê-lo, ele também não conseguirá (voraz, mas realmente uma besta).
-Além disso a toalha pode ser usada para improvisar uma vela, em um oceano paradisíaco, para se deitar sobre as areias de uma praia lindíssima, ou mesmo se cobrir em caso de frio.
-E, claro, se ainda estiver suficientemente limpa, se cobrir...
O Mochileiro das Galáxias é o livro mais vendido de todos os tempos.
Afinal, é o único livro que tem em sua capa as letras garrafais "NÃO ENTRE EM PÂNICO!".
A ´serie de livros aborda questões filosoficas existenciais com excelente humor, como por exemplo, a "Resposta para todas as perguntas" feita a um super-computador, que é.... 42!
(se perguntar no google "resposta para vida o universo e tudo mais", a resposta é 42 e o google não mente).
De "Dinamite Pangalática" (uma bebida cujo efeito equivale a ter o cérebro esmagado por duas barras de ouro) e Poesia Vogon usada como instrumento de tortura, a série deslancha por uma série de situações estranahs e divertidas.
Para ler e conhecer os livros de Douglas Adams se recomenda fortemente a "trilogia de 5 livros" de Douglas Adams, além de um sexto livro chamado "... E Tem Outra Coisa..." de Eoin Colfer (autor da série Artemis Fowl).
Há também um conto que saiu traduzido em uma revista (acho que foi a Sapiens) "O Jovem Zaphod".
Tanto o livro de Eoin, quanto o filme de alguns anios atrás são muito bons, mesmo que, no caso do filme, seja diferente da s[érie de livros em alguns pontos (mudou-se o roteiro mas se manteve o mesmo espírito).
Os livros surgiram de um programa de rádio e deram, além dos filme, origem aos livros.
Para saber mais da vida do Tio Douglas, recomendo a bibliografia escrita por Neil Gaiman (sim, Mister Sandman em pessoa) chamada "Don´t Panic" (não traduzida).
Os livros trazem personagens como Zaphod Bebleebrox, o presidente cínico da galáxia com três braços (capaz de fazer Han Solo se sentir incomodado), a bela Trillian Macmillian, o "sempre de roupão" e mocinho neurótico Arthur Dent, e Marvin, o robô depressivo.
(Brega Presley, ao descobrir que será juiz de um concurso de poesia Vogon)
A quem se interessar por aventuras no espaço, sugiro o bom Stars Without Numbers.
A idéia éa de que a humanidade colonizou uma ´seire de planetas, mas após uma catastrofe (uma "onda" psíquica que dizimou os telepatas, responsáveis por ativar portais de viagem interestelar), os diversos planetas e culturas perderam o contato entre si.
Seicentos anos depois a humanidade está conseguindo readiquirir parte de suas habildiades tecnológicas, e há toda uma galáxia de culturas estranhas e isoladas a serem conhecidas e exploradas.
O que me atrai nesta ambientação ´a abertura para se criar diferentes enredos. Não chega a ser tão bom quanto "Eclipse Phase", mas é mais simples e rápido de ler, e fica a sugestão.
Volto mais para a frente para falar sobre ambientação, sistema e personagens, mas como não sei se a oferta dura, já adianto o toque.
Uma boa forma de colocar seus jogadores em uma fria... usando gelo QUENTE ...
Era uma vez um autor chamado Kurt Vonnegut Jr. Autor de alguns dos mais interessantes livros de "Ficção Científica" (apesar dele rejeitar o rótulo), ele fazia histórias recheadas de humor ácido e provocativas.
Tenho vários livros dele, como Player Piano (que faz graça com um futuro utópico criado pela engenharia), Um pássaro na gaiola e "Matadouro V, ou A Cruzada das Crianças" (o título é exatamente esse), que fala do bombardeio de Dresden, na segunda guerra mundial, Galápagos (que usa o Darwinismo para defender a idéia de que teriamos mais chance de sobrevivencia se evoluíssemos para focas semi-estípidas) e outros tantos. Um pouco no estilo de Douglas Adamas (o autor de Mochileiro das Galáxias tinha Vonnegut como uma de suas inspiações).
O barato dos livros dele também são a criatividade para fazer paródias de aparatos tecnológicos e armas de destruição em massa.
A mais genial, para mim, é a "invenção" do Gelo-9 ("Ice-9"), no livro "Cama de Gato" (traduzido pela Record um milênio de anos atrás):
Gelo - 9 em "Cama de Gato (Cat´s Cradle)": parte de uma premissa simples para criar a arma mais bastarda de destruição mútua assegurada que já li.
Basicamente, uma molécula de água é recombinada em um novo formato. Este formato faz com que o ponto de congelamento do mineral passe a ser de 40o., vulgo, a agua, mesmo sob o Sol escaldante Carioca, se "congelaria" (isto é, endureceria). Acho que a forma seria algo como "H6-O3" (nove atomos, por isso o nome).
A parte mais sacana da molécula seria a seguinte: Este formato, com ligações moleculares mais fortes, "ensinaria" outras moléculas de agua a reproduzirem seu padrão, fazendo com que uma única gota de "gelo-9" possa congelar um copo, um balde, uma piscina... OU um oceano!
Por a pele transmitir umidade, o contato direto com Gelo-9 TAMBÉM faria o sujeito congelar em segundos, conforme a agua de seu corpo se transformasse de H2O para a fictícia H6-O3.
Com raras excessões, toda a agua dos oceanos está abaixo dos 40 graus. Uma única gota provocaria uma reação em cadeia que congelaria a agua a temperatura ambiente (sem alterar a temperatura).
E isso significaria alterações bruscas na temperatura do planeta, o fim de chuvas, secura no ar com o fim de ciclos de água e umidade, e o fim de toda a vidfa na terra em questão de poucos meses.
Assim, se quiserem uma arma poderosa de destruição, que faça os jogadores suarem (enquanto podem), fica a sugestão (da "arma" e do Livro).
A sinopse básica é a de que um cientista teria descoberto (sem querer ou ao acaso) a fórmula do Gelo-9, e a mesma , de alguma forma caído a caminho de perigosos terroristas ou tiranos, mantida em uma garrafa térmica ou como um pingente (desde que não emnos trópicos).
Outra fonte poderia ser, como em Eclipse Phase, um "meteroro" ou artefato alienígena com a estrutura, destruindo uma colônia ou base, e a equipe tendo de correr atrás da ameaça antes que seja tarde.
Caberia à equipe alcançar e destruir o gelo 9 (fervendo a água e desfazendo a ligação da estrutura) antes que o pior ocorra (que seria um pedacinho de gelo-9 cair em um reservatório, rio ou mesmo no oceano).
ec
As ambientaçãos mais adequadas na minha opinião são cenários como Steampunk, Contemporâneos de terror e conspiração (como Conspiração - X, Dresden Files e o básico do "novo Mundo das Trevas) ou futurista sombrios, em especial Shadowrun, Eclipse Phase, Blue Planet e, TALVEZ cyberpunk, dependendo de como são as aventuras da mesa.
E você, que nunca pensou que um simples gelinho pudesse dar um bom plot, heim?